Já procuraram saber a opinião do ginecologista de vocês sobre o uso de sabonete íntimo? Costumam usar?
Sempre ficava na dúvida sobre a necessidade deles, mas, pelo sim pelo não, comprava. Afinal houve tempo que eu achava frescura ter um sabonete específico pra lavar o rosto – não cuidava, a pele era toda desregulada, e eu não sabia por quê. Seguro, né, morreu de velho.
Mas pesquisando sobre o assunto vi que os médicos se dividem muito em relação a isso. Uns acham que devemos usar, outros acham que nunca, outros tantos não acham nem que sim nem que não – e no último grupo se encontra o meu próprio ginecologista.
Pra ele, sabonete íntimo é só mais uma forma de mulher gastar dinheiro sem necessidade. Coisa que nós e as marcas de calçados entendemos muito bem como funciona! rs
Esses são alguns dos que já usei. Meu preferido é de longe o da Vult, e adoro também o rosinha da Nivea, praticamente sem cheiro. O da Natura tô usando há pouco tempo, é cheiroso mas não me convenceu a me tornar freguesa. O da Dove tá na fila pra ser comprado, e esse roxinho da Dermacyd é o trem mais fedido que já vi na vida (e o rosa tem cheiro de produto pra criança, não rola, né?). Custam entre 12 e 24 reais.
A diferença principal entre o sabonete específico pra amiga e o comum é o pH. Normalmente ele é neutro, e cumpre bem sua função básica, que é a higienização. Já o pH dos sabonetes íntimos é ácido.
E?
Bom, e que alguns médicos (e todos os fabricantes de sabonetes íntimos) defendem que, por causa disso, eles não “brigam” com o pH vaginal – que também é ácido (condição necessária pra ajudar a manter a flora local funcionando a todo vapor, nos protegendo contra infecções, por exemplo).
Já quem é contra o uso do sabonete íntimo argumenta que justamente pra não interferir na proteção natural da flora vaginal é que o pH do sabonete deve ser neutro.
Esses, assim como os que concluem que “tanto faz”, consideram que a gente não precisa de um sabonete especial pra manter as boas condições da flora, porque o cuidado especial não está exatamente na escolha do sabonete, mas sim na higiene de uma forma geral.
É importante:
- se limpar sempre de frente pra trás, como mamãe ensinou;
- se lavar ou usar um lencinho umedecido (aqueles infantis mesmo) depois de fazer o número 2;
- não usar nenhum tipo de produto que tenha como intenção “perfumar” a situação (convite pra alergia!);
- durante o banho, lavar direitinho a vulva (a palavra é feia como todos que designam a bonita).
Por lavar direitinho não se deve entender esfoliar a pele da menina. Muita calma nessa hora, porque trata-se de uma região propensa a chiliques. Pra evitar ressecamento, coceira, alergia, alterações da flora, etc, a limpeza deve ser suave e na parte externa apenas (nada de passar sabonete lááá dentro achando que “vai limpar melhor”).
Finalizando, sabonetes íntimos possuem menos ação detergente, mas podem causar irritação como qualquer outro. E não representam prevenção ou tratamento pra nenhum tipo de distúrbio da região!
Então onde ficamos?
Bom, tenho sempre uma embalagem no box, mas não uso toda hora. Comparando com outro produto que alguns profissionais indicam, outros consideram desnecessário, é como detergente bucal: não é necessário pra limpeza, e se a gente usar demais pode interferir na flora bucal. Pelo sim, pelo não, prefiro usar ambos moderadamente.
O dr Marcelo até brinca que é pra usar em dia de preparação pro bofe – quando você tá afim de dar uma atenção especial pra região mesmo.
Mas falando sério, o que ele me ensinou de mais importante foi: não usar protetor de calcinha (apenas absorvente quando estiver menstruada), e não ficar usando lenços íntimos toda hora (depois de fazer xixi, usar um papel macio, deixar absorver, e pronto – nada de esfregar). Isso me deixou menos sujeita à irritações.
…
UPDATE
Esqueci de falar que é pra usar pouco produto, não é pra encher a mão de sabonete! rs Uma bolinha do tamanho de uma ervilha ou duas é tudo o que a gente precisa. Sabonete íntimo não faz muita espuma e pode dar essa sensação de necessidade de usar mais, mas não é o caso.
Aproveitando, se a gente sente desconforto com uma marca, deve experimentar outra. É igual qualquer outro produto, tem sempre um que não vai ser bom, outro que vai dar certo.





















































