Vivo iniciando e pausando tags o tempo todo, mas decidi realmente dar um fim ao post semanal de listagem de promoções, e como ele afeta diretamente outras pessoas (entre blogueiras e leitoras), acho que merece uma explicação de minha parte, né?
Quem acompanha o TT há mais tempo sabe que o post de divulgação é algo que esteve aqui quase desde sempre. Quando começou o burburinho dos sorteios em blogs de beleza, cá pintou a ideia de fazer a tag, que durante muito tempo foi trabalho da ex-colaboradora e super querida Mi Silva (do blog Feminices).
Pra mim sempre funcionou antes de tudo como uma forma de relacionamento com outras blogueiras, já que é muito difícil manter contato com tanta gente que acabamos conhecendo nesse universo de internet. Infelizmente não dá pra aprofundar amizade com todo mundo, não há como. Mas era pelo menos uma troca de carinho eventual em poucas linhas.
Só que com o passar do tempo o perfil dos blogs foi mudando, e pra otimizar meu tempo nem dava mais pra responder email por email. Era ler, copiar as infos pro post, e apagar a mensagem. Além disso, o que antes era uma maneira de buscar o tal relacionamento virtual virou algo muito mecânico também. Perdeu-se o romantismo da coisa. rs
Por mais que considerasse uma tradição no TT – que sempre prezou por acolher gente nova, ajudar a divulgar (taí o maior blogroll da história! rs brincadeira), e que foi criado como canal mesmo de troca de informação e de comunicação, independente de crescimento de espaço publicitário ou de mailing pra contatos quiçá profissionais – tive que bater o martelo, tomando a difícil decisão de parar com a tag.
Pessoalmente, entrou a questão do tempo. Muitas vezes não conseguia fazer o post conforme os pedidos de divulgação chegavam, e tinha que fazer de uma vez só. Fora quando não dava pra fazer durante a semana, e daí tinha que usar meu tempo pra família e amigos (e pra mim!) nos findes. Imaginem acordar cedo domingo pra fazer post. Acabei deixando de publicar algumas vezes, e me sentia mal, porque se tratava de um compromisso que eu tinha assumido com outras pessoas.
Blogueiramente, estou cansada desse tipo de dinâmica. Vocês podem notar que tenho feito pouquíssimos sorteios com empresas – os desapegos eu não conto. A não ser que seja uma coisa muito bacana pra vocês, algo que sairia caro, difícil de encontrar, etc. E não curto sorteios que colocam regras como seguir aqui, retuitar ali, etc, quando faço é a contragosto. E a maioria dos sorteios que estava divulgando pediam isso e muito mais.
Pentelhamente, entra uma questão que mistura pessoal e blog: sorteio já foi uma coisa inocente, tipo presente da empresa da gente pra vocês. Mas isso foi há muito tempo atrás. Hoje é antes de tudo uma maneira de conseguir divulgação gratuitamente (ou quase), ferramenta da qual muita gente anda abusando. De uns tempos pra cá, decidi que sorteio era propaganda, e propaganda tem preço. Então coloquei um valor nesses posts (os sorteios pelos quais fui paga estão marcados como publieditorial). Muita gente ainda quer fazer permuta, mandando um produto igual, mas vocês sabem do meu desespero pra repassar tudo o que recebo porque não dou conta de usar. Imaginem fazer um sorteio por semana a troco de permuta, teria que me mudar pra uma casa maior! rs
Como alguns que propõem os sorteios ainda os vêem como um favor, claro que quem decide que é justo pagar por publicidade é uma porção pequena. Então me reservo o direito de me recusar a fazer de graça – a não ser, como disse, que seja algo que eu decida que vai ser bom pra vocês, ou algo que eu precise por ainda não ter (um motorista seria uma boa, fica a dica).
Daí que entra o “pentelhamente”: muitas vezes recebo email de empresas propondo sorteios, digo que existe um custo (que é pequeno, gente, não é pra enriquecer ninguém!), a empresa não retorna, e daí alguém que aceitou fazer o sorteio a troco de permuta (ou de nada) me pede pra divulgar na tag. Vocês entendem meu desconforto? Não faço o sorteio pra vocês, mas ajudo a divulgá-lo em outros blogs. Ou seja, minha decisão de não fazer propaganda de graça fica sem peso algum.
E pra não deixar dúvidas, preciso dizer que propaganda de graça a gente faz todo santo dia. Mas existe uma diferença entre eu decidir falar de alguma coisa, e a empresa me pedir pra falar do produto dela. Vocês não acham? Se eu quero indicar alguma coisa, é escolha minha. Se a empresa quer “contratar” publicidade a custo zero, aí já aperta meu calo.
E acho que todo mundo deveria pensar com carinho nisso. Não é cobrar cada ponto no i que se publica, mas entender que não existe favor algum quando uma empresa ou agência entra em contato com um blog oferecendo um kit pra sorteio ou concurso. A empresa não está presenteando porque é boazinha nem a agência trabalhando de graça. Por que a gente deveria?
Uma coisa é ter carinho com quem te apóia desde o início, quando emails com pedidos de informações não eram sequer respondidos pela maioria das empresas que você procurava. Outra é aceitar qualquer sorteio achando que estão te fazendo um favor, e que isso vai te trazer leitores. Sorteio não fideliza visitante, e número alto de seguidores pode não significar absolutamente nada na hora de fechar um trabalho.
Sou a maior defensora de que cada um tem o direito de fazer o que preferir em seu próprio blog, detesto a patrulha dos fazedores de regras. Estou falando da minha escolha: minha opinião sobre o assunto mudou, assim como a relação entre blogs e empresas, uma coisa foi levando à outra, e é por isso que vou extinguir a tag. 8*)












Meu nome é Ana Farias, sou professora de francês em Niterói, e hoje uma compradora muito mais inteligente graças ao que aprendi fazendo e lendo blogs. Meu bolso agradece!





