24/09
2013
Paisagens de casa
Categoria(s) #Niterói, Off-Topic
Ana Farias

Um dos grandes sonhos que eu tinha quando criança/adolescente era me tornar fotógrafa. Meu símbolo máximo de consumo na época não era um quarto cheio de bonecas, um closet abarrotado de roupas, nem depois uma bolsa de grife ou uma balada vip – era uma câmera Pentax. Porque em quase toda matéria que eu lia na coleção de revistas National Geographic americanas da década de 70 do meu pai, lá estava a marca como queridinha nos perfis de fotógrafos.

Então foi ali, ainda sem ter noção de valores, mercado de trabalho, nem nada, que surgiu meu amor por fotografia. E culpo a National Geographic pela maior parte dos meus sonhos: Pentax, arqueologia, viajar o mundo em busca de fotos incríveis, e uma paixão incontrolável por Clint Eastwood em As Pontes de Madison.

Como minha vida profissional foi sendo encaminhada pra outros lados, e meu gosto por sapatos, fast fashion e refeições regadas a vinho em bons restaurantes sempre davam um jeito de diminuir minha conta bancária num créu velocidade 10, acabei nunca me empenhando em realizar a compra de uma boa câmera, ou em fazer um curso pra aprender a fotografar. Até que veio o blog e a necessidade de pelo menos entender um mínimo que fosse sobre foco e enquadramento. Daí o amor ressurgiu com força.

Meu objetivo esse ano é comprar uma câmera boa, fazer um curso, e ver o que acontece depois. Nunca é tarde pra realizar sonhos, né? E durante a semana passada tive um gostinho do que é fotografar com uma câmera profissional: minha prima mineira estava aqui com uma, e digo pra vocês que depois de sentir o gostinho dela tá difícil voltar pra minha realidade de digital compacta! rs Mas será por pouquíssimo tempo.

Posso dividir com vocês algumas fotos que tirei aqui no condomínio? Claro que estão super amadoras, afinal foi minha primeira vez com uma câmera profissional, e foi tudo na base do chutômetro e do apertômetro – não sabia nem onde ligava! hahaha E ainda tô aprendendo ainda a lidar com o editor de imagens, também no erro e acerto… Aliás, tenho esse problema sério com tecnologia, não tenho paciência pra ler manual de nada, vou apertando e clicando nos botões e descobrindo na marra. Vocês também são assim?

Espero que gostem de conhecer um pouco do meu cantinho de paraíso!

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26/04
2013
#Biritas: Gin Hendrick’s no Brasil
Categoria(s) Off-Topic
Ana Farias

Amanhã é meu aniversário e tô em birita modo ON, por isso vou dividir com vocês a experiência do Cesar e da Lola, que foram ao bar Speakeazy pra tomar uns bons drinks com o Gin Hendrick.

David Piper, embaixador global da Gin Hendrick’s, esteve no Apartamento B.Y.O.B., um charmoso bar Speakeazy na Rua Oscar Freire, em São Paulo, e contou um pouco sobre essa badalada marca de Gin que está chegando ao mercado brasileiro – e, é claro, preparou sua versão para o clássico Gin Tônica, realçando as peculiaridades do Hendrick’s.

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Apesar da garrafa inspirada em uma embalagem de remédios da era Vitoriana, o Gin Hendrick’s é relativamente novo; foi lançado em 2000 nos EUA, mas contou com a tradição da destilaria escocesa da família Grant para rapidamente ganhar respeito e admiração de bartenders e aficionados por Gin ao redor do mundo. E esse é o público alvo da marca nesse início de operações no Brasil, onde o Gin está longe de ser a preferência nacional.

Se for consumido de maneira errônea, suas notas de rosas e pepino podem não ser notadas, e seu slogan “Gin para quem não gosta de Gin” pode deixar de cumprir seu papel de conquistar novos adeptos. Por isso a estratégia da marca no Brasil é cativar os bartenders a prepararem clássicos como o Gin Tônica e Dry Martini de maneira diferente quando utilizarem o Hendrick’s.

Segundo Piper, o Gin Hendrick’s não combina com azeitona; sugere que seja substituída por pedaços de pepino no preparo do Dry Martini, por exemplo. Para o Gin Tônica, Piper também utiliza uma fatia de pepino no lugar da tradicional rodela de limão. A prática fará muitos torcerem o nariz, mas a Hendrick’s não pretende ser uma bebida popular. Pertencendo ao segmento Premium dos destilados, no Brasil só poderá ser encontrada em bares e restaurantes de primeira linha de São Paulo e Rio a princípio, onde bartenders e clientes são receptivos a novas sensações gastronômicas e etílicas. Quem gostar e quiser adquirir uma garrafa terá de procurá-la em casas de bebida especializadas.

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Fomos em dupla ao evento representando o Trendy Twins: um amante incondicional do Gin (e cucumber hater) e uma não-fã da bebida. Ambos aprovamos a sugestão de consumo da Hendrick’s com pepino. Para o Cesar, fã de Gin, foi uma nova maneira de saborear seu destilado favorito, e uma marca nova no mercado, especialmente de qualidade Premium, deve ser motivo de festa. Para a Lola, que nunca foi lá muito chegada na bebida, o drink feito com Hendrick’s desceu bem. Não será sua nova bebida favorita, mas pelo menos a fez perder o preconceito.

Nota da Ana: semana que vem vou continuar na vibe etílica, mostrando pra vocês um drink mara que aprendi a fazer na Itália! 😉 E feliz aniversário pra mim!



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28/08
2012
Um desabafo
Categoria(s) Comportamento, Off-Topic
Ana Farias

Pensei um bocado se deveria escrever este post, mas penso assim, esse aqui é o espaço que tenho pra me colocar no mundo publicamente, digamos assim. E tudo bem discutir sobre qualquer coisa, contanto que se respeite opiniões adversas – o que pra muitos é difícil quando se trata de futebol, religião, e… política.

Sempre senti uma estranheza quando artistas, por exemplo, se envolviam em campanhas de candidatos a cargos públicos, porque achava assim que era um pouco de abuso de utilização de imagem. Mas vamos combinar que me causava muito mais estranheza quem ia contra minha ideologia partidária.

Por exemplo, peguei um abuso sem tamanho de Regina Duarte e seu discurso televisionado ridículo na campanha presidencial de 2002. Pode ser que sua fama de namoradinha do Brasil tenha conseguido manipular um bocado de gente (digo isso porque foi uma estratégia baixa!), mas no final das contas tudo o que se conseguiu foi sujar a imagem da atriz, que virou piada nacional. Enfim, nada contra ela ter o direito de achar que o candidato dela era o melhor. Mas quem decidiu usar sua reputação pra incutir medo da oposição deu foi um belo tiro no pé.

E é por isso que odeio políticos com toda a minha força vital, gente. Eles fazem da política uma máquina sanguessuga, suja, interesseira, incompetente, inconsequente, irresponsável, que perverte ou expulsa quem não se afilia a ela. E não tô falando apenas no nosso cenário, não, é um problema geral, é uma questão filosófica. De uma maneira geral, poder corrompe.

Depois de me envolver com movimentos e discussões políticas na época da faculdade, e de ver com meus próprios olhos que até a liderança estudantil já começa torta (logo os jovens, gente, os que têm energia suficiente pra mudar o mundo), sinceramente deixei de lado. Comecei a votar em quem eu imaginava que seria menos pior, sem esperar nada de bom em troca. Votava na legenda do partido que, na minha opinião, causava menos estrago pro povo.

Mas não é necessário ser uma pessoa engajada pra saber que essa é a atitude que alimenta a tal máquina: a desistência das boas intenções. Então, assim como falo de potencial de batom, shampoo, creme, decidi que é importante usar esse espaço pra discutir ideias, pra falar de potencial humano também. E política entra nessa gift bag.

Por acaso, é justamente numa eleição da qual não poderei participar que encontrei dois candidatos que considerei visionários/honestos/empreendedores o suficiente pra fazerem alguma diferença. Não vou expor números, fazer campanha, enfim, minha intenção não é dizer VOTE, mas fazer um convite pra que vocês pesquisem sobre eles, e sobre outros que como eles se vêem como servidores públicos, não funcionários apenas (essa foi a definição do sanitarista carioca Oscar Berro, mas vou deixá-lo pra outro post porque o que aprendi com ele é de utilidade pública também).

Outro é o Fabrício Tampa, pela primeira vez candidato a vereador aqui em Niterói, e pessoa que eu conheço socialmente. Outro dia li uma atualização no perfil do Facebook dele, um desabafo informal pros amigos na realidade, mas pedi pra reproduzir aqui, pra que vocês façam uma ideia (se ainda não fazem) da dimensão da desonestidade que envolve o sistema de votação nesse país:

“Não basta ter uma boa ideia, ou bons projetos. A verdade é que fiquei muito triste quando cheguei em uma comunidade, obviamente eu não vou citar qual, tampouco o nome das pessoas, mas eu fui lá, apresentar um projeto de horta comunitária, um projeto bacana, pois é de fácil implementação, com baixo custo, e onde toda a comunidade aproveita os benefícios de uma horta, visto que a horta é auto-sustentável, obviamente produz uma alimentação saudável, como benefícios ajuda a conscientizar a comunidade sobre trabalho em conjunto, reciclar o lixo, preservar o meio ambiente. É um projeto sensacional, que vem dando certo em várias comunidades (ex. São João de Meriti); e que ainda pode ser ampliado com uma granja comunitária.

Enfim, falei sobre o projeto, algumas pessoas gostaram da ideia, mas na minha ingenuidade, só isso não bastava. Me ofereceram uma proposta para fechar com a comunidade, e ir lá no dia da votação fazer a famosa “boca de urna”, com um precinho camarada de 60 reais por voto. Obviamente fui embora, porque a minha intenção era voltar periodicamente na comunidade, e não de quatro em quatro anos.

Acredito que todos já ouviram falar sobre a boca de urna, eu também já tinha ouvido falar, mas foi a primeira vez que eu vivenciei, e confesso que me assustou mais do que eu imaginava. Fico imaginando o que certos candidatos fazem para se eleger; e o pior, o que fazem depois de eleitos.

O vereador tem um papel importante, mas desconhecido da grande população; é um custo que, pelo visto, pode ser muito maior e mais caro para a cidade do que apenas o seu salário. Afinal, quem paga a campanha? É triste ver que ainda se faz política dessa forma, com dinheiro (e muito), com favores e o diabo a quatro.

Sinceramente, não sou um oportunista, vim como candidato, mas jamais gostaria de me eleger desta forma. Me dá uma tranquilidade enorme saber que eu não tenho ninguém pagando as minhas contas, não sou de família política, tampouco tenho algum empresário atrás de mim.

Também moro na cidade, há 35 anos, e vejo Niterói abandonada na última década. Também passo de uma a duas horas no trânsito, também fico com receio da violência na cidade. Me perturba ver esse crescimento desorganizado, com prédios e mais prédios para todos os lados, praticamente uma ilha, e sem saber onde vamos parar. Não gosto de ver a ausência do poder público que só pensa em ajudar os “moradores de rua” em vésperas de eleição (algo que jamais podem falar de mim, que eu sempre fiz trabalho voluntário e de caridade, por isso não estou de retórica ou me fazendo de bom moço).

Quanto às campanhas políticas, parece que há uma fórmula, receita de bolo, todo mundo igual, sorrindo, pose de um lado, número do outro, uma “ideologia” ou uma “bandeira” para defender. Desculpe, eu também cai nessa, e me sinto um pouco ridículo. Não gostaria hoje de estar na foto sorrindo, não vejo hoje motivos para sorrir, não com esse tipo de política e campanha que se faz. Agora entendo quando dizem que tudo parece um circo, um grande palco. E os palhaços, infelizmente, somos todos nós, não só os candidatos, mas também os eleitores que ainda não enxergam a política como essencial na vida de todos nós, como coisa séria.”

Por isso achei importante dividir o relato do Tampa com vocês, pra quem (como eu) andava tão desacreditada de políticos que deixou a ideologia pra lá. Ou pra quem não se interessa de forma alguma por eleições – pra muita gente inclusive ir votar é só a pedra no meio do caminho pra praia ou pro churrasco, né.

Não votem sem fazer um mínimo de pesquisa que seja sobre o candidato escolhido. Dividir ideologia com as pessoas importantes na nossa vida é uma coisa, mas votar em fulano porque pai, mãe, marido, filho, amiga, professor, enfim, porque uma dessas pessoas importantes vai votar também apenas, é uma preguiça que a gente não pode se dar ao luxo no cenário no qual nos encontramos.

Depois falo do Oscar, porque ele como sanitarista me deu uma pauta boa, que não foge do propósito do blog como esse post sobre a vergonha que é a politicagem praticada nesse país. Mas saindo ou não dos assuntos aos quais me dedico diariamente, acredito que é importante dar voz a isso fora dos ambientes onde se discute especificamente sobre política. Porque vou ser super sincera: não sei quanto a vocês, mas eu mesma nunca vou até lá.

Imagens



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21/06
2012
E-fom (pra quem usa notebook na cama!)
Categoria(s) Achados, Dicas, Off-Topic
Ana Farias

A @lolafioretti mandou essa dica mara pra quem gosta de usar o notebook na cama (alguém não?). O post foi escrito por ela.

Dica pra quem adora usar o computador na cama, no sofá, enrolada no edredom, mas que quer fazer isso de forma confortável e prática.

Ganhei de dia dos namorados um e-fom que é um apoio de colo ergonômico para notebook da marca FOM (aquela dos travesserinhos, bichinhos de tecidos e almofadas, tudo super fofo e lindo, que tem em vários quiosques de shoppings).

Nem preciso dizer o quanto a parte da almofada é macia e confortável, né? Dá pra apoiar na perna, pra colocar no colo, e como o apoio é molinho dá pra inclinar na altura que for melhor e mais confortável.

A tampa é de plástico rígido e tem uma ondulação que segura o laptop no lugar, não deixando que ele deslize se o apoio estiver muito inclinado. E ela ainda permite a ventilação do computador.

Ele é bem prático também de carregar. Tem essa alça, e abrindo o zíper é só retirar a almofada que está dentro e o que era apoio se transforma numa maletinha na qual você pode guardar o computador dentro.

Tudo é lavável e seca bem rápido.

O namorado caprichou demais nesse presente, né? Além de lindinho está sendo super útil e gostoso de usar. Levo pra todos os cantos da casa!

Espero que tenham gostado da dica. 😉

Nota da Ana: O preço do apoio é R$230.



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14/06
2012
Triptychs of Strangers
Categoria(s) Off-Topic
Ana Farias

Encontrei esse álbum super interessante no flickr, com uma série de colagens de fotos captadas pelo fotógrafo alemão Adde Adesokan pelas ruas de cidades da Europa – Paris, Londres, Hamburgo…

A proposta dele é encontrar desconhecidos pela rua, bater um papo, e fotografá-los sempre considerando três áreas do corpo (rosto, cintura e pés) de forma a captar partes da personalidade delas, o que se traduz na montagem final – chamada triptychs, ou trípticos (que é uma técnica de pintura na qual a obra é justamente dividida em três partes que formam o conjunto de uma única imagem – quem curte arte deve conhecer o os do Bosh, por exemplo).

Achei esse projeto que rola desde o início do ano passado o máximo, uma forma super criativa de manifestação da fotografia de rua. Mais ainda porque junto com cada foto existe um texto que contextualiza o modelo e a situação na qual a montagem foi construída. Ou seja, há uma aproximação entre o objeto, a obra em si, e o observador – todos nós, outros desconhecidos.

Algumas de minhas composições preferidas, com trechos das biografias (tradução livre!):

O Ilhéu (Hamburgo): “Não sei muito sobre ele – seu nome é Holger e ele vive em Sylt. Passei a maior parte do tempo explicando minha idéia, já foi difícil o suficiente. :-)”.

A da Cor Perfeita* (Hamburgo): “Abordei ela na verdade por causa de sua incrível escolha de cor naquele dia. Foi ali que pensei em mudar o conceito do projeto (nota da tradutora livre: até ali as fotos eram registradas em P&B). Um amigo que estava comigo concordou: se houver vermelho na imagem que você captou, não há nenhum motivo possível pra revelá-la em preto e branco“.

O Casal I (Montmarte, Paris): “As fotos foram feitas no meio da rua, tava lotado de gente em toda parte. Foi a primeira vez em que pessoas ficaram assistindo, tipo que bizarrice é essa desse maluco tirando foto de sapato“.

A Sem Idade de Domingo (Londres): Não se sabe exatamente sua idade, tentei muito descobrir mas ela não disse. (…) Blogueira de streetfashion do State of Sunday, (…) ela escreve principalmente sobre novos estilos das ruas (Southbank, Portobello Road ou Nothinghill) ou sobre desfiles de moda. E adora domingos”.

O Casal II (Hamburgo): “O que eu aprendi nesta sessão é que quando o fotografado te disser que não sabe posar, responda que ele deve fazer o que sentir vontade, e ele então posará (…). Foi incrível como conseguiram demonstrar a intimidade deles bem no meio da rua”.

Parisiense Super Sincero (Montmartre, Paris): “Ele não sabia o que fazer com as mãos, então perguntei o tinha no bolso > iPhone. Aí perguntei qual era a música preferida dele, ou qualquer coisa que lhe viesse à cabeça (nota da tradutora livre: música engraçada do pessoal do SNL com o Akon, I just had sex). :-) Cara muito legal, foi super divertido conversar com ele”.

O Ator Expressivo (Hamburgo): “Conheçam Adamo Dias… brasileiro de 31 anos. Ele tem um vasto repertório: balé, jazz, capoeira e dança moderna (ele também é professor). Mas ele se vê como um ator acima de tudo. Tentamos várias poses bem no meio da rua – foi tão engraçado”.

Pra ver outras fotos e ler os textos completos em inglês, clique AQUI.

* Thanks pela ajuda Vanessa Souza @cambits @Origirl @fabianez @BibaMaia e @cavalerio!!!!! Em inglês, The ColorMatched, a Paulinha Quiñonez me ajudou a encontrar uma boa tradução seguindo o contexto. 😉



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