05/06
2013
Black is beautiful na Schutz
Categoria(s) #Niterói, Acessórios, Moda
Ana Farias

Uma loja que sempre quis ver aqui em Niterói é a mineira Schutz, que finalmente abriu suas portas numa loja linda em Icaraí – com direito à famosa fachada com o endereço em destaque (Tavares de Macedo, 263), exposição de sapatos em cubo (agora desnivelados nas paredes, com design em efeito 3D), e um videowall de nove telas que ocupa uma parede inteira.

loja schutz icaraí

Estive lá na festa de inauguração, quando foi apresentada a Winter Collection 2013 – dividida em quatro temas: Turn of the Century (sensual e chique, tem brilho de paetês e glitter, saltos elaborados, amarrações transparência), Back to the Future (original e ousada, traz formas geométricas e futuristas, detalhes de acrílico e vinil), Folkloric (com conceito mais despojado, tem bordados, animal print, apliques com miçangas, couro vegetal), e Nowhere Boy (referências minimalistas e masculinas com muito P&B, slippers, mocassins e creepers).

schutz preto

Tantos detalhes interessantes! Ornamentos barrocos, recortes folk, transparência em acrílico (pra ser sincera não sou muito fã pra vida real, mas na vitrine acho bonito), diferentes texturas, bordados delicados, saltos super elaborados, amarrações das mais diversas, muita aplicação em metal…

O preto dominou visivelmente os modelos, com pitadas de azul royal, vermelho bordô e bege.

schutz niterói

Apenas AMEI as bolsas! Queria trazer quase todas pra casa…

Assim como tem modelo pra tudo que é estilo/combinação, os preços também variavam muito. Vi alguns pares com preço bem razoável, mas claro que me apaixonei mesmo pelos mais caros! rs

Meu modelo preferido foi da linha Folkloric, aí em cima. O que eu queria mesmo era a bota rasteira de cano curto (tem versão de salto e cano médio também), mas não tinha chegado na loja ainda.

SCHUTZ folk

Nas fotos estão os sapatos que mais amei, e no site da Schutz tem todos os preços direitinho.

O que vocês acharam? Alguém costuma comprar na loja? Acham os sapatos confortáveis?



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28/05
2013
Dress code plus size: pode x não pode
Categoria(s) #Inspirações, Moda
Ana Farias

Falei num dos últimos posts sobre como a gente precisa se libertar em relação a nossa autoimagem, e se permitir usar a moda a nosso favor sem se importar com o número da etiqueta que vestimos (viram?).

Acredito muito que é possível ter uma aparência que nos traga felicidade diante do espelho simplesmente pela prática do autoconhecimento: honestidade consigo mesma pra pontuar quais são os pontos fortes do corpo e quais são as áreas que ficam melhor quando cobertas, e autoconfiança pra experimentar diferentes tipos de roupa até entender o que cai bem, o que não cai bem mas você gosta de usar (e então achar a melhor forma de usar), e o que não fica legal de jeito nenhum (e o melhor é aceitar o fato e deixar de lado).

Vejam bem, odeio essas coisas de “pode x não pode”. Acho que se a gente se sente bem com uma roupa, e quer usar, por que não? E daí que outro estilo ou corte caiam melhor no corpo? Você não pode simplesmente ter acordado naquele dia sem se importar com parecer mais alta, ou mais magra, ou em disfarçar o tamanho do seu quadril? O que as outras pessoas podem ter a ver com isso, se a escolha é apenas sua?

Vou dar um exemplo pessoal: na minha opinião, o visual periguete é uma coisa horrorosa. Roupa super justa, muito decote, comprimentos mínimos, acho tudo isso junto cafona e deselegante, não importa se o corpo da menina é magro, gordo, malhado, se ela tem quinze ou quarenta e cinco anos – acho feio. Mas eu não vou na loja comprar roupa de periguete pra distribuir na rua. Quem comprou o fez porque gosta, e quem sou eu pra olhar torto e fazer tsc tsc? Até faço dentro da minha cabeça, mas meu direito de crítica tem que terminar aí, onde encontro o limite do direito da periguete. Tô errada? Daí que tenho uma amiga que se define periguete, mas que ao mesmo tempo é uma das mulheres mais elegantes que conheço. Acho que o segredo é que ela sabe dosar muito bem a alma trabalhada no periguetismo com peças sofisticadas, e o resultado é que está sempre SUPER bem vestida mesmo quando está mais exposta.

Ou seja, dá pra ter um estilo próprio que outras pessoas de repente nem curtam, mas que mesmo assim definem como agradável aos olhos. Assim como é possível usar bem algumas peças que teoricamente seriam proibidas pelo #povodasregras pro seu biótipo, já que cada corpo é um corpo.

Foi uma coisa que pensei quando encontrei quatro amigas blogueiras aqui do Rio, todas plus size lutando com os processos internos típicos de quem caiu no turbilhão do efeito sanfona. Mesmo insatisfeitas com o peso, estavam todas bem vestidas, e tirando vantagem de peças “que não deveriam ser parte” do dress code para gordinhas!

looks plus size

As fotos são de celular e a luz do local não era boa, mas não dá pra desperdiçar os looks! Na ordem, eu, Cláudia Speroto (Usei Contei), Monica Pinheiro (Beauty Drops), Dafne Dias (Elfinha) e Luciana Assai (Casa da Luluzinha).

A minha quebra de regra eu já mostrei (AQUI), e inclui tecido de poás e jaquetinha (?) de manga muito curta, o que dá uma sensação de aumento pros braços já muito gordinhos. Mas ei, eu gostei! ;)

claudia speroto

A Claudinha colocou cinto na região do quadril, afofando um pouco o vestido – o que acaba criando uma barriguinha. No meu corpo não funcionaria, mas no dela achei que funcionou (devia ter tirado uma foto de frente pra vocês verem melhor), criando uma saia sem adição de muito volume. Além disso, o decote do vestido e as mangas 3/4 alongaram bem o corpo.

monica pinheiro

A barreira que a Monica quebrou foi a da blusa clara justinha no corpo. A combinação com calça jeans escuro e bolero preto balanceou o look. E ela ainda colocou a blusa por cima da calça, o que aumenta o quadril e achata a silhueta de qualquer pessoa que não tenha dois quilômetros de perna… mas mesmo assim ficou super harmonioso nela! Amei!

dafne dias

A Elfinha desafiou a mesma regra que eu: mangas curtas em braços gordinhos. Mas o vestido tava tão lindo nela que isso ficou em segundo plano! Eu quis tanto esse vestido pra mim! rs Aliás, ela tem um trunfo pra quem é GG: compra muito nos EUA e na Asos, que tem uma linha especial pra quem é plus size, com roupas que qualquer mulher gostaria de usar.

luciana assai

A Lu quebrou a regra da estampa, com uma saia de desenho geométrico horizontal. Sim, o quadril pronunciado dela estava lá – e por acaso não estaria se o tecido fosse todo preto? Mas a blusinha pra dentro e a cintura alta dão ênfase pra parte mais fina do tronco dela, o que cria uma forma legal. Notem na foto menor que ela estava usando a blusa tava pra fora; eu que fui enxerida e perguntei se ela toparia usar pra dentro como um teste. Ao contrário do caso da Monica, que marcou a cintura de outra forma, ela ficou bem melhor assim!

Então vamos lá, meninas que acham que precisam se esconder por causa de vinte quilos (ou dois!), vamos desconstruir essa ideia de que só dá pra ficar bem vestida e/ou se sentir bem na própria pele se o corpo for de capa de revista!

Entre as plus size, tem um monte de mulher mostrando isso pela web:

. Paula Bastos, do Grandes Mulheres

. Ju Romano, do Entre Topetes e Vinis

. Camila Bolinha, do Meu Espelho Diz

. Stephanie Zwicky, do Le Blog de Big Beauty

. Tanesha Awasthi, do Girl With Curves

. Gabi Gregg, do Gabi Fresh

Nadia Aboulhorn, do blog homônimo

. Judit Gergely, do Plus Size Life

. Taylor Luton, do Vintage Curvette

. Maxey Greene, do Let Your Heart Meet Mine

. Allison Teng, do Curvy Girl Chic

Vamos nos inspirar? ;)



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15/05
2013
Encontro Sangue Bom no Projac
Categoria(s) Beleza, Cabelos, Evento, Moda
Ana Farias

A Globo promoveu mais um encontro de blogueiras no Projac, dessa vez pra falar de caracterização e figurino com a equipe responsável pela novela Sangue Bom. O bate papo foi com o maquiador Fernando Torquatto, o colorista Kássio Lucas, a figurinista Helena Gastal, e a atriz Sophie Charlotte – que interpreta uma it girl na nova novela das sete.

Foi muito interessante ouvir um pouco sobre o trabalho por trás de uma novela, como é feita a pesquisa de estilo pra cada personagem, e sobre como muito é feito na base do vapt-vupt: se deu algum problema de noite e ele tem que estar resolvido na manhã do dia seguinte pra gravação, como faz? Mora no trabalho? Algo assim. Suei só de ouvir alguns exemplos do cotidiano frenético da equipe de figurino! rs

Vou tentar fazer um resumão com parte do que foi dito. Nunca anotei tanta coisa num evento, foi muito rico de informação! Espero que curtam. <3

Sangue Bom Projac Blogueiras Torquatto Sophie Charlotte

Na conversa sobre caracterização, Torquatto disse que os recursos de moda são usados pra dar uma identidade aos personagens, já que as nuances da história e da personalidade de cada um deles são explicadas para o telespectador não apenas com as cenas, mas também pela forma como eles se apresentam fisicamente na trama. Por isso, a beleza e o figurino existem em função do texto, ou seja, o cabelo, a maquiagem e as roupas precisam traduzir o meio no qual os personagens transitam – e isso vale tanto pra meio social quanto pra bagagem pessoal que cada um carrega.

Anos atrás a caracterização em novelas era feita de maneira muito caricata. Reparem só nas reprises das novelas mais antigas: dá pra identificar só de olhar pros atores o traço mais marcante que define os personagens – o “moderninho”, o “romântico”, o “rebelde”, o “idealista”, etc. Como hoje em dia as referências de modernidade chegam muito mais rápido pro público, isso acaba exigindo mais astúcia do caracterizador.

É que, graças à internet principalmente, a moda agora é muito acelerada, e já faz parte do universo de quem assiste novela. A gente não tira mais como antes a moda da novela, ao ver o que a atriz está usando; agora a novela populariza principalmente as tendências que saem das ruas e das passarelas – e que acabam chegando pra gente de alguma outra forma. Por isso o trabalho de caracterização (que é feito muito tempo antes da novela começar a ser gravada) pede uma visão muito mais subjetiva e delicada. E com um olhar pro futuro, pro que vai ser fashion meses lá na frente, ou corre-se o risco de ficar ultrapassado.

Sangue Bom Projac Fernando Torquatto Sophie Charlotte

A figurinista Helena Gastal falou sobre o processo de construção do figurino, que começa com a sinopse da novela em mãos. É daí que surgem as primeiras ideias, e a equipe parte pra pesquisa de referências externas pra criar um “ambiente” pra cada personagem, no qual cada um ganha uma paleta de cores. Esse trabalho é apresentado pra aprovação, e com o ok eles partem pras compras/empréstimos de roupas e acessórios. Ela contou que muitas vezes começam a vestir a Amora pelo sapato (Carrie Bradshaw feelings!).

Especificamente sobre a personagem, Torquatto contou que a dificuldade foi transformar a Sophie Charlotte, que é uma atriz que ficou marcada por papéis que exploravam uma beleza natural e brejeira, em uma personagem de beleza sofisticada. Por isso o cabelo curto, que é a essência dessa sofisticação fashion, imagem que melhor traduz o luxo desalinhado, o chique despojado. Nas palavras de Torquatto, “o chanel clássico voltou, mas com bossa” – e desfiado, ao invés de repicado como antes. Quanto a cor da atriz, a inspiração veio da personagem de Brooke Shields no filme Lagoa Azul, e o método definido pelo Kássio como Caramel Dream: as mechas carameladas no fundo castanho claro emolduram o rosto, deixando-o iluminado e sofisticado.

Sangue Bom Projac Fernando Torquatto

Na segunda parte do encontro, o Torquatto escolheu a Camila Viccari pra mostrar como é feita a maquiagem da Amora, que usa muito produto em creme, tons de marrom e bronze, cintilância. Ele contou que cada atriz tem um necessaire com os produtos de make de sua personagem, e que a Sophie faz sua própria maquiagem na novela – isso faz parte do universo da personagem também, que gosta de (e sabe) se maquiar.

A Sophie Charlotte completou dizendo uma coisa bem bacana: que é importante que a gente seja independente na hora de se arrumar. Isso significa se conhecer, saber se maquiar, se pentear. Mas que isso não pode virar uma ditadura! É pra ser divertido: “não é ter que fazer, é poder fazer, porque você tem essa autonomia”.

Uma coisa bacana que ela falou a respeito das meninas conhecidas como it girls é que elas não são necessariamente um modelo de perfeição. O grande barato nelas é o fato de se assumirem como são, e de trabalharem com o que tem, da melhor forma. E o fato de não terem medo de errar! Isso tem tudo a ver com o post de ontem, né?

Sangue Bom Projac Blogueiras

Eles deram uma passada pela beleza de algumas das principais personagens femininas, mas pro post não ficar gigantesco vou deixar pra uma próxima. ;)



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14/05
2013
Pela liberdade de se vestir bem com o corpo que se tem
Categoria(s) Beleza, Comportamento, Moda
Ana Farias

Tem uma coisa que a Stacey e o Clinton (Esquadrão da Moda) vivem repetindo que é muito verdade: a gente precisa aprender a se vestir pro tipo físico que temos HOJE.

Isso não significa que se você engordou precisa se conformar, de forma alguma! O que eles defendem é que a mulher faça o melhor possível com o que tem na mão, ao invés de postergar o momento do be fabulous pra quando o corpo, o cabelo, o rosto, enfim, tudo estiver finalmente ao nosso gosto. Porque esse dia não vai chegar! Perfeição não existe, e mulher é esse bicho besta que tá sempre se colocando (e algumas inclusive colocando quem dá junto) pra baixo: porque minha barriga, porque minha boca, porque minha batata da perna, porque meu braço, porque minha bunda…

1

Quando comecei a engordar depois de adulta, só andava de tênis, calça jeans e camiseta larga de malha. O ponto alto do dia era escolher a cor da T-shirt (que não era peça hype como hoje em dia). A mudança de corpo, e outros problemas pessoais que pioravam a situação, me faziam odiar o que eu via no espelho. Eu só queria passar despercebida do mundo.

Até que um dia alguém que eu tinha acabado de conhecer me disse pra eu parar de me esconder nas minhas roupas, pra me arrumar, gastar tempo comigo, porque meu guarda roupa estava me deixando pior emocionalmente (era uma situação de aconselhamento, tá gente, não foi um randômico mal educado na rua, não! rs).

2

Já notaram como a gente tende a se cobrir mais quando engorda? E, se olharmos fotos nossas, vamos acabar notando que na maior parte do tempo não fazemos isso de forma favorável ao nosso corpo – pelo contrário, acabamos parecendo mais gordas? E como acabamos recorrendo a um tipo de combinação que nos traz conforto e sensação de proteção, justamente porque nos sentimos mais cobertas?

Só que quem quer se esconder nas roupas dificilmente consegue se vestir bem, porque esquece a primeira regra de ouro das bem vestidas: o olho firme na proporção!

3

É possível se vestir bem não importa a numeração, desde que se entenda que o que veste bem é corte e caimento. Mas o primeiro passo é entender que a vida não pode se resumir a confrontar nosso corpo com o de quem é modelo de passarela ou musa do verão! A gente precisa parar de se torturar com comparações e com essa doença de perseguir o “corpo perfeito”.

Claro que não estou dizendo que a gente deve se deixar levar pelo ganho de peso! O que acredito profundamente é que o peso é apenas um fator na nossa vida, e não deve nunca ser o determinante de nosso bem estar e autoestima.

4

Todo mundo tem uma ideia do que é estar bem vestida, e quase toda mulher que engorda se sente constrangida em assumir os quilos a mais no guarda roupa. Mas ninguém deveria se privar de usar o que gosta. Não vamos pensar em como era o nosso guarda roupa dez, vinte quilos atrás. Não vamos pensar que quando os quilos se forem poderemos finalmente nos permitir usar aquele tipo de roupa que fica melhor na amiga que é magra. Vamos, por meio de erro e acerto, é claro, entender o que fica bem no corpo que a gente tem neste momento.

A vida passa rápido! De repente o vestido que você comprou ontem já fez dois anos no armário e ainda está com a etiqueta intacta. Por que não descobrir uma forma de aproveitá-lo agora mesmo? E não caia na armadilha de não comprar roupa enquanto você não emagrecer, porque isso só vai aumentar a sua ansiedade e frustração diante do espelho quando estiver procurando alguma coisa pra vestir, e nada couber.

5

Por um mundo de mulheres que se assumem e que se vestem bem, independente do tamanho do manequim! Pra isso basta encontrar em si autocrítica pra se olhar no espelho com distanciamento suficiente pra entender o que cai bem e o que não, e autoconfiança pra andar por aí num mundo cheio de pessoas críticas e invasivas, com potencial pra te atacar simplesmente porque você não age como elas acham que você deveria agir – ou seja, se escondendo em “roupas de gorda”. A gente só precisa de um pouco de coragem pra seguir sem se importar com o que os outros pensam.

Só porque você não tem o corpo de uma modelo não significa que você não tenha direito a ter estilo e a ficar bonita. (Clinton Kelly)

Vista-se de acordo com o seu tipo físico e as pessoas vão notar primeiro o quanto você está bem vestida, e não o seu peso. ;)

Imagens: What Not To Wear



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13/05
2013
[Look do dia] Poás e anos 50
Categoria(s) Moda
Ana Farias

Sabem uma coisa que notei na semana passada? Quanto mais fico pensando no que vestir, mais besteira faço. Tava reparando isso na roupa que usei pra ir a um encontro no Projac (depois conto), e também num almoço no dia seguinte. Quanto mais descombinandinho quero fazer, maior o risco de me vestir de maneira inapropriada ou de errar na proporção.

É que gosto de toques divertidos no look, e isso pode ser meio difícil de usar. Existe uma sofisticação simples que é tiro e queda pra qualquer compromisso, eu só acho que, apesar de bonito, o safe é meio boring. Acontece que algumas coisas me fizeram repensar meu estilo de comprar/vestir, e acho que agora vou acabar entrando numa nova fase, mais básica mesmo.

A única coisa que usei na semana passada e gostei foi uma combinação que precisei montar literalmente em cinco minutos, pra não chegar atrasada na degustação do Biolage Advanced Repair Inside. Tinha separado uma outra roupa (que acabei usando em outra ocasião e me senti bem peixe fora d’água), mas o dia amanheceu infernal de quente, e precisei mudar tudo.

Acabou saindo um look meio rockabilly que eu curti pra caramba, me senti muito bem usando – e confortável, o que faz muita diferença no calor!

2

Comecei com um vestido de malha que comprei há muito tempo na Leader, e que era fresquinho o suficiente. Ele é dividido em quatro seções: “camiseta” preta, faixa de poás pequenos, “saia” de bolinhas combinando parte superior com o mesmo tecido da faixa, e parte inferior dando o contraponto.

Poá engorda, ponto. Ainda mais em fundo branco e bolinhas pequenas – exatamente o padrão do meio da peça, onde a intenção deveria ser afinar o corpo. Mas sou da opinião de que roupa não deve ser usada apenas com o intuito de emagrecer! Isso já causou muito dano na cabeça da mulherada, né não? Gerou neurose demais já.

Camera 360

Só que, justamente por causa desse tipo de regra, nunca me sentia bem quando colocava esse vestido. Deixava ele quietinho no armário “pra quando emagrecesse”. Joguei pro alto nesse dia, viu. ;)

O cuidado que tomei foi fazer o que pudesse pra alongar a silhueta, e acho que deu certo: o colete jeans na altura da cintura e com gola estruturada, usado aberto (o que “corta” a largura da cintura/quadril); a sapatilha de bico fino que alonga a perna mesmo sem salto; os colares longos e finos que vão até a altura dos seios.

renner mercatto imporium antonella bijoux

Como acessórios, a sapatilha que mais tenho usado ultimamente, pra dar um toque de cor. Como as cores dela conversam com a da bolsinha de palha, acho que o fato de serem de estilos diferentes não causou briga, né? Aliás, comprei essa bolsa há uns seis anos, e NUNCA TINHA USADO!!!!! Ela pode ser revertida em clutch, colocando a alça pra dentro.

Nos acessórios, douradinhos longos, coloquei a caveira e a chave juntas na mesma corrente, mas são de colares diferentes.

Pra mim seria melhor se ao invés do colete eu tivesse usado um blazer mais ou menos com o mesmo corte, com manga três quartos. Isso afinaria os braços. Mas tava quente demais pra eu me preocupar com isso… ;)

Vocês têm essa preocupação de só usar roupa que emagreça? Tava pensando nisso pra uma próxima enquete.



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