20/03
2014
Forever 21 no Brasil
Categoria(s) Moda
Ana Farias

A mulherada consumista enlouquecida com a vinda da Forever 21 pro Brasil. Eu confesso que tava, embora (goste de pensar que) tenha deixado meus dias de consumo desvairado pra trás. Afinal, como não ficar eufórica com a possibilidade de encontrar peças bacanas numa rede fast fashion conhecida por seus preços super em conta?

Mas assim, tô eufórica controlada. Pra mim é só uma opção boa que estará à mão quando eu precisar de alguma peça, não faço planos de torrar cinco salários mínimos por lá, não. Até porque não é roupa feita pra durar, né, gente. A Ana Soares fez um post in-crí-vel outro dia sobre o assunto lá no Hoje Vou Assim Off, então nem vou dar minha opinião aqui porque estaria apenas copiando letra por letra o que ela já disse. Não deixem de ler: A chegada da Forever 21 no país dos preços altos.

Houve um soft opening em São Paulo na semana passada, e pedi pra uma leitora das antigas super querida pra me representar: a Débora Ferro passou na loja e contou um pouco do que viu (obrigada, Déb!).

forever 21 abertura em são paulo

Antes de passar a palavra pra ela, preciso só tirar uma coisinha do meu sistema. Vendo as fotos e notícias sobre a abertura pro público, algumas perguntas pipocaram em minha mente: estavam distribuindo roupas de graça na loja nesses primeiros dias? As pessoas sabem que a loja não é itinerária, né, ou seja, ela não vai fechar, vai continuar no lugar?

É essa ansiedade por consumir coisas que, vamos combinar, não são necessárias! que me deixam extremamente assustada. Dinheiro não dá em árvore, pelo menos não pra todo mundo, né? E quem tem árvore de dinheiro em casa dificilmente compra em fast fashion. Logo, tirando por mim (que, assim como a maioria da população, não tenho nem árvore nem arbusto nem sequer matinho que dê dinheiro), entendam meu estranhamento.

forever 21 brasil

“Olá! Sou a Déb, e fui à inauguração da Forever 21 no Shopping Morumbi representando a Ana. O evento começava às 20h, e lá estava eu na fila aguardando às exatas 20:02. Evento fechado, bem organizado, com comidinhas e bebidinhas sendo servidas o tempo todo. Uma Dj comandava as pick-ups com um house gostosinho que deixava o ambiente ainda mais convidativo às compras…

Só teve um probleminha: a lotação! Conversando com os organizadores, fiquei sabendo que eram esperadas 300 pessoas, e acabaram mais de 1000 circulando pela loja! A mulherada enlouquecida acabou com vários itens das araras já naquele dia! Alguns vestidos que foram divulgados anteriormente não se encontravam pra compra pra simples mortais.

forever 21 achados

Achei a loja FANTÁSTICA! Os preços são tão bons (ou até melhores) que os praticados lá fora, as peças de coleção são bem lindas, com estampas diferentes e modelagens que não vejo em outras lojas.

A Basics é pra ter uma peça de cada cor! Como as regatas de tecido leve pra usar e abusar no dia a dia, com preços de R$8,90 à R$15,90. Bijuterias de todos os tipos, combinando com as cores das coleções, e com preços ótimos, arrematam a experiência. Me senti  em Miami all over again, mas digo que daqui sai com muito mais peças do que da loja lá.

forever 21 acessórios

Fui pegando minhas peças, uma blusinha de 30 dilmas aqui, um vestidinho de 60 dilmas ali, regatinhas de 9 dilmas pra lá, e fui pro provador. UMA HORA E TRINTA MINUTOS DE FILA PARA PROVAR! Me recusei, e tive que apelar pro que estavam fazendo muitas outras colegas na cara de peroba: provei no meio da loja, em frente aos espelhos, por cima da roupa que eu vestia mesmo. Tomei apito das vendedoras, mas em meio à bagunça do clima de festinha, acabei achando graça da situação.

Ainda fui a última a sair da loja, lá pelas 1h10 da manhã, pois a fila pra pagar era gigantesca, e fiquei por último, acreditam? rs Recebi até aplausos e uma gritaria sem fim por finalizar o dia de trabalho deles!

Acho que vale muito a pena pelo menos dar uma olhada na loja. Mas duvido alguém sair sem uma sacolinha!”

ps: a maioria das fotos é da Déb, mas algumas foram enviadas pela assessoria.



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18/03
2014
[Enquete]: Hot or Not?
Categoria(s) #enquete, Moda
Ana Farias

Tava olhando o Pinterest atrás de inspirações pra colocar na fanpage do blog, e dei de cara com umas fotos do site da revista Harper’s Bazaar que… bom, que deram medo! hahaha

Isto vindo de uma pessoa que vive sugerindo que a gente leve a moda menos a sério e use o que der vontade pode até soar hipócrita. Mas vejam bem: também acho que tem gente nesse mundo que chega num patamar de puxa-saquismo que podem vestir as coisas mais ridículas e o que mais vai receber é aplausos. Tudo bem, gosto não se discute. Mas vejam, por exemplo, a Sabrina Sato. Ela pode usar o que quiser e vão gritar “musa!” muito mais do que “hey girl, espelho em casa, terias?”.

Pra mim, o modelo de calça abaixo entra nessa categoria, “coisas que musas da moda construídas pelo hype acreditam que ficam lindas com”. Vejam vocês e me digam o que acham:

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Não tenho nada contra comprimento “catando siri”, esse acima do tornozelo. Mas o volume mega exagerado… nope, não dá pra achar bacana. Tudo bem que o oversized é tendência, e tem tanta coisa bonita! Mas essa calça que parece uma bermuda larga de irmão mais velho tá demais da conta, não tá não?

Nem acho problema o fato de engordar, acho até que esse é o menor dos problemas em relação ao que a modelagem fez com o corpo dessas mulheres!

Mãns… como acredito que toda silhueta tem possibilidades, até que achei relativamente bacana a versão mais sequinha da calça…

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Gostar eu só gostei mesmo foi da última. Acho que o volume das pregas no quadril harmonizou um pouco mais o comprimento.

Pra ser sincera, quanto mais olho praquela primeira foto lá de cima, com a loira de calça branca, mais gosto do look dela! rs Aiaiai, momento #marygowithothers… 8/

Mas diga você aí! ;)



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13/03
2014
Inspiração de looks plus size
Categoria(s) #Inspirações, Moda
Ana Farias

Vi um link puxando pra essa matéria num site de notícias, e achei tão interessante que resolvi compartilhar. Na verdade não é assim uma matéria brastemp, só umas fotos produzidas com a modelo plus size Leandra Soeiro. Mas os looks ficaram tão legais que catei de inspiração pra gente.

Tá acima do peso? Não precisa se esconder atrás de roupas largas, colega. Olha só:

looks plus size

Segundo a matéria, os looks foram inspirados por roupas usadas pela atriz Bruna Marquezine. Embora eu não tenha pescado muito bem isso, acho que a stylist que fechou os looks foi na maior parte do tempo super bem sucedida em quebrar alguns paradigmas do que deveria ser a moda pra quem está acima do peso.

Camuflar quadril largo? Esconder coxas grossas? Ficar longe de blusas justas? Pra quê? Tudo depende de como a produção é feita. Ou vocês vão me dizer que a modelo não está linda nas duas fotos abaixo?

looks plus size passeio trabalho

Minha opinião é que a gente, gordinha ou não, deve ter uma coisa grudada na mente quando vê alguém acima do peso usando certas peças: nossa cabeça foi treinada pra achar o magro bonito. Na verdade, ultimamente viemos sendo treinados a achar o corpo magro malhado bonito. Então, ao nos olharmos no espelho (se formos gordinhas) ou ao vermos gordinhas usando roupas x ou y (pra quem não está acima do peso), é necessário ter a compreensão de que tem uma questão cultural forte nos induzindo a acreditar que se a pessoa está acima do peso, não pode estar bonita.

Desta forma, não dá pra querer comparar uma magra e uma gorda vestidas com a mesma roupa – a segunda sempre vai sair em desvantagem. É preciso aprender a bloquear isso, a reprogramar o olhar, e aceitar que diferentes corpos vão mostrar uma imagem diferente, mas não necessariamente bonita ou feia por causa do tamanho do quadril.

E por favor, vamos deixar a questão do estar saudável fora disso. Ninguém sabe da saúde de quem não conhece, e é perfeitamente possível que o gordinho se alimente bem e se exercite de maneira normal, mas continue acima do peso por não abrir mão de guloseimas ou por não estar disposto a viver numa academia, da mesma forma que é possível que alguém que viva malhando e tomando whey venha a desenvolver problemas de saúde. Vamos nos limitar a cuidar do nosso próprio corpo e da nossa própria vida? Existe uma diferença entre estimular hábitos saudáveis e promover gordofobia.

looks plus size sem regras

Acima três exemplos clássicos que quem entende de moda geralmente condena pra quem está acima do peso: calças jeans com lavagem mais clara na área das coxas (o que as coloca em evidência), calças justas coloridas (que obviamente chamam a atenção pra região como um todo) e saias longas com estampas chamativas (não delimitam o corpo, por isso podem aumentar a área).

Essas coisas que escrevi entre parênteses acontecem? Sim, acontecem. O jeans escuro de alfaiataria vai ser sempre uma escolha mais acertada se a intenção for alongar o corpo e dar a impressão de medidas mais “enxutas” (e vocês não imaginam como detesto essa palavra. Acho carregada de preconceito!). Mas por que essas deveriam ser as únicas intenções? E a diversão, onde fica?

Independente de se gostar ou não das peças que ela usou (eu, por exemplo, achei a camiseta de onça horrorosa, e o look da saia podia ter sido melhor), o importante é que ela tem o direito de usar o que ela gosta.

looks plus size calça bermuda

A vida é curta, gente, e moda (desde que você não seja escrava de etiquetas) é uma brincadeira democrática, já que está ao alcance de qualquer uma que se interesse por aprender um pouquinho sobre. Dá pra pegar informações e aprender o que nos veste melhor, assim como dá pra fechar os olhos pros dont’s e usar a roupa de uma forma que te traga prazer. Afinal, é tão gostoso sair de casa se sentindo bonita, não é mesmo?

E isso é possível, não importa o seu tamanho. Acredite! Porque você nunca poderá ser a cópia de outra pessoa, mas sempre terá a opção de ser a melhor versão de você mesma. Então busque ser a melhor versão de você mesma como você é agora, sem esperar pra “quando emagrecer”. Se este é o seu desejo, quando emagrecer você terá novas peças à disposição – o número pode ser menor, mas seu estilo já terá se instalado! ;)

Fotos: R7



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17/02
2014
Toda Lilian: roupa de ginástica em conta
Categoria(s) #Mudança de Hábitos, Moda
Ana Farias

Outro dia fui na academia Tio Sam, aqui em Niterói, e tive a oportunidade de conhecer uma loja que fica dentro da unidade de Icaraí, a Toda Lilian.

O nome tem uma história legal por trás. Sabem como em academia tem sempre uma aluna empreendedora que leva roupa de ginástica pra vender? Durante um tempo, essa foi a Lilian. Até que um dia uma amiga sugeriu que ela abrisse uma loja, já que era só apontar pra qualquer menina na academia que ela estaria “toda Lilian” – ou seja, vestindo peças vendidas por ela dos pés à cabeça! rs

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Ela vende da meia à bolsa. E a bela sabe garimpar roupas super bacanas, que aliam conforto e moda nos materiais e nas estampas, sem elevar o preço às alturas como a gente costuma ver por aí.

Algumas coisas que amei:

A calça com faixa que disfarça as regiões mais perseguidas e permite que se mantenha a dignidade enquanto se exercita, por exemplo, é um achado! E também uma opção pra quem acha as saias muito juvenis.

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As saias podem ser colocadas em cima de calças, bermudas, shorts ou macacões. E dá pra encontrar desde as mais discretas, como essas da montagem acima, até as mais coloridas – como essas com estampas de histórias em quadrinho.

Pra quem curte uma estampa, o céu é o limite, né? Amei a rosa abaixo!

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Mas se você é das antigas e prefere malhar só com calça mesmo (eu!), também encontra opções bem boas em termos de material diferenciado (como a textura wallpaper, essa que parece uma colmeia nas fotos abaixo).

Em termos de blusa, eu prefiro as camisetas mesmo, com manga curta, e feita naqueles tecidos que absorvem bem o suor e não esquentam. Mas pra quem gosta de peças mais femininas, duas opções legais na Lilian: a cropped soltinha por cima do top fica um charme, e eu amei essa furadinha neon com decotão nas costas!

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Gosto de cores lisas, tons fluo, gosto de algumas estampas. Adorei essa do manequim!

Os preços são amigos:

Tops: a partir de R$ 20.

Shorts/bermudas: a partir de R$ 40.

Calças: entre R$ 70 e R$ 80.

Saias/ shorts saia: R$ 60.

Blusas/ camisetas: entre R$ 30 e R$ 40.

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Antes de terminar, mais duas coisas que amei: a bermuda pink com bicicletas, e a “pochete” grudadinha no corpo, ótima pra quem corre ou faz caminhada (custa R$ 45).

A Lilian envia pra todo o país, e dá pra checar toda a coleção no site. O atendimento é de primeira!



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12/02
2014
[Look do dia]: Estampa japonesa e divagações sobre consumo
Categoria(s) Moda
Ana Farias

Gente, tá fazendo um calor que não é de Deus. Minha vontade é não sair de casa pra na-da. Mas a gente tem que sair, então vamos lá pro armário catar o que tiver de mais fresco, fazer o quê?

Foi com essa animação toda (risos) que puxei esse vestido da Enjoy láááá do fundo do baú…

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Ele tem pelo menos uns sete anos! E devo ter usado umas duas vezes, um desperdício de dinheiro. Porque foi bem caro na época, mesmo eu tendo comprado na liquida, e não usar só pode ser considerado isso mesmo: desperdício de bufunfa!

Não que eu não o adore… Essa estampa com desenho japonês é super delicada, linda. O tecido é muito confortável, não tem igual! E tá praticamente novo, né, parece que comprei ontem (tem a ver com pouco uso, mas também com a ótima qualidade).

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Meu problema com ele é que a modelagem não me veste bem: é muito larguinho (daí o cinto posicionado acima da cintura, pra acentuar bem a região), é reto no colo (pra mim o ideal é decote V, por isso coloquei um colar mais longo), é de alça (jaqueta ou cardigã pra criar alongamento).

Resumindo, só me sinto à vontade usando esse tipo de vestido me valendo de ferramentas de disfarce: tudo que transforme o shape dele de forma a funcionar pra mim, ou seja, alongando o corpo (cinto, colar, segunda peça, salto). Ele ficou esquecido porque faz pouco tempo que comecei a considerar essas coisas, sempre achei que a roupa tinha que vestir bem sozinha no corpo – e como eu comprava tudo que achava bonito nessa época, independente de ser a peça certa pra mim… já viram, né? Muito $$$$$ foi pro lixo.

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Então vamos dizer que esse post serve pra duas coisas:

1) reforçar a ideia de que a gente não deve comprar tudo o que acha bonito. Se a roupa não funciona pro nosso tipo físico, tom de pele, estilo, etc, vai encalhar no armário. E tudo bem ficar sem ela… Lá na frente a gente acaba esbarrando em mais coisa bonita, e com caimento melhor;

2) ilustrar que aquelas peças que a gente já comprou só-porque-achou-bonito mas que não ornam podem possuir utilidade, não precisando necessariamente ir parar na pilha do desapego. A gente só precisa descobrir como usar.

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Pra terminar, falei no Instagram (@anaffarias) na época, nem sei se ainda tá rolando, mas a liquida da C&A tava bem boa pra garimpar peças! Consegui encontrar esse bracelete da coleção do Cavalli por menos da metade do preço, fiquei tão feliz! Tinha ficado louca por ele quando vi nas fotos de lançamento, mas o preço (R$70 ou 80) me desanimou. Principalmente depois que vi como a qualidade deixava a desejar! Paguei R$30, e ainda acho que paguei caro.

Mas foi um caso à parte. No ebay deve ter parecido, mas infelizmente quase nada que compro no site chega aqui em casa – acaba se perdendo no caminho. E imaginem que conseguisse por uns 5-10 dólares: entre conversão pra real e envio, acho que daria os 30 que paguei mesmo. Só por isso não me arrependo de ter comprado por esse preço, já que o bracelete é bem, digamos, delicado.

Talvez caiba uma terceira divagação pra esse post:

3) por mais que a gente ache bonito, se a qualidade não for boa o suficiente pro preço, não importa a marca estampada na etiqueta: não vale a pena o gasto! Quem não tá cansada de ver porcaria sendo vendida a preço de caviar beluga só por causa da marca. Ah, vá! ;)

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Crédito das peças, tudo velho, tudo antigo, tudo “acervo pessoal”: óculos Chilli Beans, colar de lojinha de bijoux um e noventa e nove, vestido Enjoy (que sempre disponibiliza estampas lindas em suas coleções!), jaqueta Mercatto, bracelete C&A, bolsa Santa Lolla, peep toe Pisanello, cinto que ganhei da Glossybox (naquela época que tinha a caixa de moda), e batom Trendy Twins para Tracta. Crédito das fotos: Ana Carolina Fadel, amiga querida.



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