18/06
2013
Pequeno estímulo para o desapego
Categoria(s) #Desapego, #Mudança de Hábitos, Comportamento
Ana Farias

Cada vez mais sinto vontade de falar sobre consumo consciente. A gente vê cada coisa nesse mundo de desejos femininos em revistas, novelas, blogs, programas sobre celebs… É tanta avidez por possuir coisas! Tanto prazer em mostrar prateleiras com mares de sapatos (alguns quase idênticos), closets lotados de roupas de cada tendência (que amanhã serão so last season), it bolsas que pagariam viagens, gavetas e mais gavetas de maquiagem.

O valor pessoal se define cada vez mais pelo que se tem, e com isso sofre o planeta, sofre o bolso de quem não pode comprar cada novidade mas compra assim mesmo, sofre a autoestima de quem não compra porque não tem mesmo de onde tirar. O consumo histérico que surge na cola do ter (= ser) igual fulana considerada it girl gera tanta gente frustrada e infeliz!

Por isso acredito na necessidade de se colocar a voz contra essa maré, propondo um exercício diário de luta contra nossa própria tendência a acumular coisas bonitas. Ninguém precisa de 100 sapatos, vinte calças da mesma cor, trinta camisas de estampa de onça, sombras em cinquenta tons de cinza (ui!)… Não é verdade?

E esse aprendizado começa em casa, mais especificamente no nosso próprio armário!

desapego

Pelo menos duas vezes por ano jogo tudo em cima da cama e separo roupas e acessórios pra me desfazer. Vendo o desperdício de dinheiro com o tanto de coisas que eu pre-ci-sa-va ter e acabei nunca usando, posso dizer que me torno a cada dia uma compradora mais consciente, partidária do consumo inteligente e do desapego. Limpar o armário de peças que não usamos (pode ir lá ver o seu, aposto que também tem alguma coisa ainda com etiqueta! rs) faz um bem, a energia circula, abre espaço, facilita demais a vida na hora de escolher o que usar, estimula nossa criatividade…

Peguem um final de semana, tirem tudo de dentro do armário, observem cada peça com muita honestidade e um bom distanciamento, e respondam: serve? Funciona no seu tipo físico? Se encaixa no seu estilo atual? Combina com outras coisas que você tem? É usada com alguma frequência? É algo útil ou necessário pra você?

Quando e a resposta for não, desapegue sem esquentar a cabeça! Aquela peça linda que por algum motivo você não tem coragem de usar pode ser muito aproveitada por outra pessoa. Então doe o que tiver sido muito usado, e venda por uma fração do que pagou tudo o que tiver em bom estado. Sim, aproveite pra levantar um dinheirinho! O que existe no seu armário apenas pra tomar espaço pode ser exatamente o que outra pessoa está precisando – e com certeza adoraria poder comprar por um preço amigável.

Depois da limpeza que você fez, sentiu falta de quê? De um blazer preto de qualidade? De uma sandália cheia de glitter pra festas? Vendendo aquelas peças que você não usa, pode usar a grana pra colocar em seu armário algo que realmente precise. Que tal vasculhar os desapegos de outras pessoas também? Dá pra achar cada pechincha!

Finalmente, uma dica útil em tempos de internet: fotografe o que quer desapegar (vale pra TUDO! Roupa, livro, eletrônicos, etc) e coloque online em páginas de classificados gratuitos, como o site OLX – quem não morre de rir com a propaganda abaixo? hahaha

E vamos desapegar!

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6 comentários
14/05
2013
Pela liberdade de se vestir bem com o corpo que se tem
Categoria(s) Beleza, Comportamento, Moda
Ana Farias

Tem uma coisa que a Stacey e o Clinton (Esquadrão da Moda) vivem repetindo que é muito verdade: a gente precisa aprender a se vestir pro tipo físico que temos HOJE.

Isso não significa que se você engordou precisa se conformar, de forma alguma! O que eles defendem é que a mulher faça o melhor possível com o que tem na mão, ao invés de postergar o momento do be fabulous pra quando o corpo, o cabelo, o rosto, enfim, tudo estiver finalmente ao nosso gosto. Porque esse dia não vai chegar! Perfeição não existe, e mulher é esse bicho besta que tá sempre se colocando (e algumas inclusive colocando quem dá junto) pra baixo: porque minha barriga, porque minha boca, porque minha batata da perna, porque meu braço, porque minha bunda…

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Quando comecei a engordar depois de adulta, só andava de tênis, calça jeans e camiseta larga de malha. O ponto alto do dia era escolher a cor da T-shirt (que não era peça hype como hoje em dia). A mudança de corpo, e outros problemas pessoais que pioravam a situação, me faziam odiar o que eu via no espelho. Eu só queria passar despercebida do mundo.

Até que um dia alguém que eu tinha acabado de conhecer me disse pra eu parar de me esconder nas minhas roupas, pra me arrumar, gastar tempo comigo, porque meu guarda roupa estava me deixando pior emocionalmente (era uma situação de aconselhamento, tá gente, não foi um randômico mal educado na rua, não! rs).

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Já notaram como a gente tende a se cobrir mais quando engorda? E, se olharmos fotos nossas, vamos acabar notando que na maior parte do tempo não fazemos isso de forma favorável ao nosso corpo – pelo contrário, acabamos parecendo mais gordas? E como acabamos recorrendo a um tipo de combinação que nos traz conforto e sensação de proteção, justamente porque nos sentimos mais cobertas?

Só que quem quer se esconder nas roupas dificilmente consegue se vestir bem, porque esquece a primeira regra de ouro das bem vestidas: o olho firme na proporção!

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É possível se vestir bem não importa a numeração, desde que se entenda que o que veste bem é corte e caimento. Mas o primeiro passo é entender que a vida não pode se resumir a confrontar nosso corpo com o de quem é modelo de passarela ou musa do verão! A gente precisa parar de se torturar com comparações e com essa doença de perseguir o “corpo perfeito”.

Claro que não estou dizendo que a gente deve se deixar levar pelo ganho de peso! O que acredito profundamente é que o peso é apenas um fator na nossa vida, e não deve nunca ser o determinante de nosso bem estar e autoestima.

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Todo mundo tem uma ideia do que é estar bem vestida, e quase toda mulher que engorda se sente constrangida em assumir os quilos a mais no guarda roupa. Mas ninguém deveria se privar de usar o que gosta. Não vamos pensar em como era o nosso guarda roupa dez, vinte quilos atrás. Não vamos pensar que quando os quilos se forem poderemos finalmente nos permitir usar aquele tipo de roupa que fica melhor na amiga que é magra. Vamos, por meio de erro e acerto, é claro, entender o que fica bem no corpo que a gente tem neste momento.

A vida passa rápido! De repente o vestido que você comprou ontem já fez dois anos no armário e ainda está com a etiqueta intacta. Por que não descobrir uma forma de aproveitá-lo agora mesmo? E não caia na armadilha de não comprar roupa enquanto você não emagrecer, porque isso só vai aumentar a sua ansiedade e frustração diante do espelho quando estiver procurando alguma coisa pra vestir, e nada couber.

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Por um mundo de mulheres que se assumem e que se vestem bem, independente do tamanho do manequim! Pra isso basta encontrar em si autocrítica pra se olhar no espelho com distanciamento suficiente pra entender o que cai bem e o que não, e autoconfiança pra andar por aí num mundo cheio de pessoas críticas e invasivas, com potencial pra te atacar simplesmente porque você não age como elas acham que você deveria agir – ou seja, se escondendo em “roupas de gorda”. A gente só precisa de um pouco de coragem pra seguir sem se importar com o que os outros pensam.

Só porque você não tem o corpo de uma modelo não significa que você não tenha direito a ter estilo e a ficar bonita. (Clinton Kelly)

Vista-se de acordo com o seu tipo físico e as pessoas vão notar primeiro o quanto você está bem vestida, e não o seu peso. ;)

Imagens: What Not To Wear



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01/03
2013
Você sofre com insônia?
Categoria(s) Comportamento
Ana Farias

Bom, assim como (acredito) a maioria das pessoas que trabalham o santo dia diante de um computador (e poucas hoje em dia podem dizer que não é o caso), desenvolvi distúrbios de sono.

Sempre fui uma pessoa muito mais noturna que diurna, embora o trabalho durante muito tempo me demandasse madrugar de segunda a sábado. Nunca funcionei bem de manhã, e isso pouco tinha a ver com meu sono – afinal eu era obrigada a dormir mais cedo, e dormia!

E quando chegava em casa lá pelas tantas… ainda tinha muito trabalho! Porque professor sofre. Se fosse só aquele horário ali de aula, ui, que maravilha! Mas não é o caso.

Hoje passo no mínimo dez horas por dia sentada. Junte o fato de fazer meu horário à coluna estourada, mais a inclinação pra criar durante a noite, e vocês podem fazer uma ideia de como meu sono é louco. Nos dias que não preciso acordar cedo, é fácil dormir quase a manhã toda (depois de uma madrugada ativa, claro). E é uma coisa que detesto, porque dá uma sensação de tempo perdido muito grande – mesmo que eu dedique as mesmas horas ao trabalho, só que durante a noite.

E, todas nós sabemos, assim como o sono em dia faz maravilhas por você, o contrário pode trazer muito aborrecimento pra saúde. Se vocês dormem mal constantemente, me contem quantos desses problemas se tornaram uma realidade:

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Olha aí, dei check em quase tudo! Não tem maquiagem que dê conta, né?

Não classificaria minha insônia como algo absurdamente alto, mas é preocupante, pois afeta a fase REM (a mais profunda do sono). Se eu não me forçar a deitar (e sempre demoro a finalmente cair no sono), uma hora acabo literalmente trocando a noite pelo dia. Então é algo que preciso ficar de olho pra controlar.

Pra quem acha legal viver igual vampiro, que (suspeito) ao contrário do que a saga Crepúsculo deixa transparecer não deve ter muita coisa de romântico, fica essa pedra aí no meio do caminho: dormir mal afeta a nossa qualidade de vida e pode prejudicar a defesa do nosso organismo.

Claro que os prejuízos dependem do grau de privação do sono, mas a pessoa pode desenvolver distúrbios respiratórios, fibromialgia (dor musculo-esquelética crônica – coisa que desconfio ser meu caso), problemas com tireoide, e por aí vai. De acordo com estudo da Universidade Federal de São Paulo, o problema afeta 40% dos brasileiros – 50% em alguns grandes centros – e são poucos os que procuram ajuda (apenas 5%).

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Para ter uma boa noite de sono, os especialistas sugerem adotar o que eles chamam de medidas de higiene do sono.

MEDIDAS POSITIVAS

Manter um horário fixo pra dormir e pra se levantar;
Conservar o quarto limpo e organizado;
Tomar um banho morno antes de ir pra cama;
Ingerir um lanche leve duas horas antes de dormir;
Dormir no escuro total, ou o mais próximo disso;
Fazer movimentos de alongamento, pra relaxar o corpo;
Usar meias pra deixar os pés aquecidos;
Fazer exercícios físicos de preferência no período da manhã;
Pegar um solzinho logo após se levantar e no final da tarde.

Com isso já dá pra começar a ser feliz a curto-médio prazo.

Fiz o teste do Coruchila, e o resultado foi bem o que eu esperava. O questionário é bem simples, e dá um diagnóstico marromeno do nosso nível de insônia (marromeno porque né, eu confio é em ir ao médico. O questionário dá uma luz, mas pra resolver só o dotô mesmo).

Sem título

Já as dicas pra resolver a questão, opa, parece que foram escritas especialmente pra mim! rs Além das ordens acima, os médicos aconselham evitar tudo isso durante a noite:

- excesso de líquidos;
- refeições pesadas;
- cafeínas (café, chá, coca-cola, chocolate…);
- bebidas alcoólicas (4h antes de dormir);
- cigarro (6h antes de dormir).

E mais: cama não é lugar pra comer (ufa, uma coisa que não faço nunca), trabalhar, ou assistir TV (há!). E pra quem curte (e pode) fazer a siesta, é bom evitar cochilos de mais de 40 minutos ao longo do dia.

Ufa, hein! Dormir bem dá trabalho! rs Mas claro que quando a gente se acostuma fica tudo muito automático.

Mas e aí, como anda o sono de vocês? Acharam muito utópica essa história de higiene do sono, ou dá pra fazer?

As imagens são do portal Dormindo Bem. Só pra deixar bem claro: esse post não é um publieditorial, ok? Apenas aproveitei parte do texto enviado pela assessoria como sugestão de pauta, e as imagens do site da empresa.



8 comentários
05/02
2013
Corpo bonito é…
Categoria(s) Comportamento, Dieta
Ana Farias

Semana passada perguntei o que significa um corpo bonito pra vocês, partindo do princípio de que corpo bonito = corpo magro. Não quis entrar no mérito de que esta seja a única beleza possível, mas uma vez em que somos bombardeadas o tempo todo com essa noção de que estar fora do padrão vigente é estar fora do clubinho onde todas as delícias acontecem*…

[*O clubinho onde todas as delícias acontecem, a saber: só quem faz parte dele pode se considerar bonita aos olhos dos outros e de si mesma, feliz, super bem sucedida profissionalmente, com auto estima em dia, vida sexual bombando, balanceada emocionalmente, com saúde de ferro, possuidora de amor incondicional vindo de todos os lados.]

Ai, eu nem queria ser sarcástica? Quero falar sério. No entanto, por curiosidade, você que está lendo este texto e por acaso faz parte do desejado padrão, me diga com toda a sinceridade se esse clubinho procede. Quem sabe eu me esforce mais pra entrar nele!

Mas voltando ao foco do post, quando fiz a pergunta queria saber como vocês que leem o blog idealizam o que seria um corpo perfeito. O super skinny imposto pelo padrão modelo, o magro natural com curvas e exercitado no ponto, ou o seco malhadíssimo que vem despontando como o The New Black?

magras

As três mulheres que usei pra estampar a enquete (sem as cabeças, pra não influenciar no voto) foram escolhidas numa mistura de acaso (o que achei no google na hora) com propósito: nenhuma delas tem o corpo absolutamente perfeito – tanto que algumas chegaram a comentar que escolhi “corpos muito feios”.

A Lindsay Lohan não tem cintura muito definida, a Kelly Brook (escrevi o nome dela errado na montagem) tem muita coxa, e a Demi Moore… bom, a Demi Moore tem 50 anos. Ao mesmo tempo, nenhuma delas é caricata demais pra cada grupo.

E independente de como são por baixo da roupa, vestidas elas têm o corpo que (quase) todas nós queremos ter ou manter…

Eva Fehren Jewelry Show

Pra fazer a enquete, escolhi fotos casuais de praia porque é quando a gente está mais vulnerável – e, logo, quando somos mais reais. E peguei as realistas dos paparazzi ao invés das montadas (e photoshopadas) das revistas.

Enquanto nas primeiras elas se mostram como são na realidade, com cada “defeitinho” que se possa imaginar, nas páginas de moda e lifestyle elas são sempre musas invejáveis de verão. Bom, pelo menos até que se cansem delas – tenho sentido um movimento de zoação na imprensa americana quando o assunto é Demi Moore (a mulher que ousou se casar com um homem muito mais novo, e que agora foi finalmente trocada por alguém da idade dele. Bem feito pra ela, pelancuda).

Mas pedi pra que vocês não pensassem nos corpos em si, apenas no que eles representavam. E qual foi o tipo físico preferido?

2-vert

A maioria de vocês pensa como eu. Acho lindo um corpo natural, com pouca gordura, curvas definidas com malhação leve, músculos servindo apenas pra dar tônus ao invés de saltar do físico.

Achei interessante esse número votando pelo corpo com aspecto mais natural, porque tenho visto online um movimento muito grande pró-fitness onde antes havia um pró-skinny. Fico pensando no quanto a postura de quem escreve influencia as visitas que recebe – eu, podendo optar, voto sempre no equilíbrio. Nem tanta gordura, nem tanta pele, nem tanto músculo, e sim um pouquinho de cada. ;)

Não vão me ver falando maravilhas do corpo da Sabrina Sato, porque não acho o corpo dela harmônico. Outro dia tava na Mercatto e ficava passando um vídeo toda hora dela com as roupas da coleção, e eu só conseguia notar as pernas inchadas de madrinha de bateria destoando dos looks.

Acho que nosso gosto muda demais em função do que a mídia estabelece como O Corpo. Enquanto as madrinhas de escola de samba eram musas vindas do funk da baixada quase ninguém na zona sul achava bonito esse excesso de definição no corpo. Só as marombeiras das antigas, mesmo.

A percepção muda de acordo com a imagem que nos é apresentada. A Sabrina ganhou status de it girl, lógico que a gente precisa achar o corpo dela não apenas bonito, mas maravilhooosooo. Quando ela tava super magra também era assim, lembram?

red-carpet

Da mesma forma, mulheres em red carpet só não parecem perfeições desejáveis quando o vestido é feio ou cai mal. Mas vamos combinar que é muito difícil uma mulher não ficar linda quando maquiada por profissionais e vestida em alta costura? Ainda mais com spanx milagrosas (e invisíveis) que deixam tudo mais perfeito ainda? Mesmo que essa mulher seja a persona pública da Lindsay Lohan?

Olha, gente, o que acho é o seguinte: pro nosso bem, apenas para o nosso bem, o ideal não pode ser ter o corpo dessas mulheres perfeitas no papel, e sim trabalhar diariamente na frente do espelho que o melhor corpo pra gente é aquele que a gente pode ter. E ele nem sempre vai ter todos os detalhes que a gente deseja quando vê mulheres lindas no cinema.

É se cuidar, é se exercitar, comer bem, e aspirar o melhor que a gente puder ter realmente, não num mundo idealizado. Porque 96% das vezes, podem ter certeza, não é possível ter a barriga exatamente igual a da modelo da Victoria’s Secret.

Se seu ideal é ser magrinha, seja magrinha! Só cuidado se pra isso você precisa comer pouco demais. Pense que muita mulher desse grupo consegue a figura à base de inibidores de apetite. Se seu ideal é ser super malhada, vá no seu ritmo, e cuidado com quem você visualiza como modelo quando está na academia. Pense que muita mulher desse grupo consegue a figura à base de esteroides, tá?

Se o objetivo é ser saudável, vamos pensar em ser saudáveis na mente também, sem alimentar neuras, sem se cobrar tanto. E sem cobrar tanto das outras também, né? Afinal cada uma tem uma visão de beleza, e a beleza está justamente na diversidade. Senão ninguém seria feliz, nem tendo carteira de sócia do tal clubinho que citei lá em cima!



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30/01
2013
E como anda a dieta?
Categoria(s) Comportamento, Dieta
Ana Farias

Algumas pessoas me perguntaram nos comentários como anda a dieta, já que não falei mais dela por aqui.

Primeiro porque tava com medo de virar samba de uma nota só, e eu como leitora acho chatíssimo entrar num blog e só ver post sobre assunto X. Sei que quando a gente tá com a vida direcionada pra algum evento ou situação a vontade de falar sobre é grande, mas né.

Segundo porque dei uma parada na Dukan, que é a dieta que estou fazendo (se é que ainda posso dizer isso, já que nesse mês eu não segui certinho) – e isso explica minha falta de vontade de falar em dieta! rs

O que aconteceu é que estou com um problema de saúde que não tem a ver com a dieta em si, mas que me força a ficar mais atenta com a alimentação de uma forma geral. Então incluí frutas e carboidratos no meu dia a dia (dando preferência pros complexos, é claro), que é pra “forrar” direitinho o estômago, e tentar evitar situações como aquela do desmaio, entre outras que estou vivenciando nas últimas semanas.

Enquanto não souber certinho o que está acontecendo comigo, não vou ter cabeça pra passar o dia pensando em comida e exercícios. Minha preocupação agora é outra, e tenho evitado me sentir culpada por causa disso (afinal por essas alturas já era pra eu estar quase lá). Sempre deixei bem claro que na minha opinião emagrecimento é consequência de se levar uma vida saudável, não sendo de forma alguma a principal meta da minha vida – e estar saudável neste momento virou outra coisa.

Engordei um pouco depois da farra mineira no final do ano, e o peso estacionou 1 quilo e meio acima do que eu estava no último dia da Dukan. Ainda assim dei uma secadinha boa, me sinto melhor, mesmo não estando perto do meu ideal. Mas assim que o médico bater o martelo, pretendo voltar pra ela, pois fazia tempo que não me sentia tão bem disposta quanto naqueles meses de dieta certinha!

Quanto a quem perguntou sobre o site da Dukan, se é tipo imprescindível pra seguir a dieta, eu acho que depende:  se você gosta de um boost de incentivo todo dia, o site é bem válido. Outra coisa boa é a biblioteca de receitas, que é beeeem variada. Por outro lado, o livro já é bem completo, e o que ele não tem, que são as receitas, dá pra achar alguma coisa na internet (além do que, a partir do momento que você sabe o que pode comer e o que não pode, dá pra adaptar a forma de cozinhar o que já se faz normalmente). Então vai mais do que você precisa pra seguir uma dieta: se é de apoio externo, o site vale a pena, se é só de você mesma, não faz muita diferença.

Mas não quero deixar de dar algumas indicações legais pra quem está fazendo dieta certinho, ou em busca de dicas pra vida saudável. É mais uma questão de me policiar pra fazer isso, já que não sou muito certinha na pauta e isso tá um pouco fora da minha cabeça no momento. ;)

Aproveitando, queria fazer uma pergunta pra vocês.

Esqueçam o corpo de vocês, e usem como parâmetro apenas um ideal de corpo que vocês possuam nos olhos e no coração. Sem levar em consideração exatamente minha seleção de corpos nas fotos, pensando apenas no que representam:

- Levando-se em conta que o desejo da maioria de nós é ser magra, qual dos três tipos físicos abaixo reflete melhor a opinião de vocês em relação à beleza atualmente?

corpo



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