06/02
2015
Sobre opinião, gordos e felicidade
Categoria(s) #Mudança de Hábitos, Comportamento
Ana Farias

Opinião, essa coisa que todo mundo tem sobre tudo, ainda que não compartilhe. Mas não vamos confundir opinião com verdades absolutas!

Quando a gente expõe o que pensa, diz o que acredita ser uma verdade. Ok. Mas existe uma questão de postura na hora de interagir: quem entende que sua opinião seja apenas uma no meio de muitas não vai nunca se posicionar menosprezando quem pensa diferente.

Vamos ver alguns exemplos em diferentes níveis de gravidade:

Nível leve: Uma coisa é eu subir nas minhas tamancas e gritar aqui pra vocês OREO É O MELHOR BISCOITO DO MUNDO, outra é eu dizer isso e completar que tenho pena de quem prefere Negresco. Mas, ainda que eu diga isso, é uma afirmação tão ridícula que ninguém em sã consciência vai levar a sério. E, me conhecendo, vão no máximo me mandar à merda (acompanhando o palavrão de muitos risos), caso gostem de Negresco.

Nível médio: Uma coisa é eu dizer que acho que a mulher de salto fica com uma postura mais chique, outra bem diferente é dizer que sem salto não me encontro enquanto pessoa e logo após completar que ninguém fica bem vestida de sapatilha (alo-ou, Audrey Hepburn manda beijo no ombro). Se digo isso vão rir da importância que dou pra minha opinião, e retrucar que o que não falta no mundo é exemplo de finesse na rasteira e de vulgaridade em cima do salto.

Nível alto: Uma coisa é eu dizer que me sentia infeliz quando estava muito acima do peso, outra é eu afirmar que todo gordo é necessariamente infeliz e que quem diz ser feliz está mentindo, porque é impossível ser feliz sendo gordo. Se mando uma dessas, por favor, me mandem pra Ilha das Opiniões Que Não Importam, e me deixem lá até eu perceber que não tenho o poder de ler corações alheios, nem fui eleita porta-voz de todos os gordos do mundo. E que eu tenha paciência pra enxurrada de críticas que vou receber, porque ainda que ninguém se importe com meu gosto por Oreos e poucos parem o que estão fazendo pra me dizer que estou sendo esnobe em relação a sapatos, muitos farão questão de desconstruir minha gordofobia.

Como não sofro de nada disso (apesar de achar, sim, Oreo mais gostoso do que Negresco), gostaria de saber onde está escrito que todo gordo é infeliz por ser gordo, e todo magro é feliz por ser magro. E quem estiver pensando em comentar com um “mas é uma questão de saúde”, aproveite e me diga onde é esse site no qual os médicos publicam dados sobre a saúde de todas as pessoas do mundo, comprovando por A + B que todo magro tá de boas com ela, enquanto todo gordo é necessariamente doente.

E que bobagem atrelar a ideia de perfeição física à felicidade, como se felicidade fosse um estado absoluto! Tem uma fala da Charlotte no primeiro S&TC mais ou menos assim: “não me sinto feliz o tempo todo, mas me sinto feliz todos os dias”. E isso, embora possa parecer difícil pra algumas cabeças, acontece com todo mundo, por N motivos – independente da pessoa ser/estar/se sentir magra ou gorda, rica ou pobre, feia ou bonita.

A todas as pessoas do mundo, gordos, magros, gordos em processo de emagrecimento, magros preocupados em engordar: libertem-se de suas amarras com o físico ideal/perfeito de acordo com o mundo da moda e das empresas que lucram em cima dessa piração toda. Emagreçam sem fazer loucuras, não se descabelem por engordar dois quilos. O que é realmente prejudicial pra nossa saúde e autoestima não é a gordura, é esse pavor que se construiu em torno dela.

BR-AS010WWAK8OXBR-1Imagem: Westwing

E não deixem acabar o dia sem ler esse texto mara da Polly, no blog Lugar de MulherPor que gordas felizes despertam tanto ódio?

E se não leu, leiam meu texto mais curtido de todos os tempos, já que tocou na ferida de gente que lucra e muito com a necessidade alheia de ser feliz apenas se for “seca e definida”: Voz (levemente) contra o movimento fitness. Na época eu estava mais gorda do que agora, e muita gente achou que fosse #recalque, mas mantenho basicamente tudo o que disse.



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24/03
2014
[Vida Sana]: Roupa pra se exercitar
Categoria(s) #Mudança de Hábitos, #VidaSana, Comportamento, Dieta, Moda
Ana Farias

Os posts da tag #vidasana são escritos por Pri Matz (@priscilamatz no Instagram). Este teve minha participação na produção do texto.

A Ana escreveu há um tempinho sobre tênis pra corrida, lembram? E aí começamos a conversar sobre o que é realmente necessário ter no armário pra começar a malhar, e que de repente seria legal fazer um post sobre isso.

Em tempos de Instagram, quando vemos tantos perfis de fitness mostrando 4687899 looks diferentes, muitos deles patrocinados (devidamente sinalizados ou não…), e a mulherada usando cada dia uma roupa diferente… bom, fica difícil não se questionar sobre o dress code na hora de se exercitar. A febre do consumo de moda chegou na academia, mas, assim como na vida, é realmente necessário se prender a ela?

Afinal, o que é realmente necessário para quem está começando a praticar exercícios?

Em primeiro lugar, a tag se chama vida sana (ou seja, sã) porque aqui no blog escrevemos pra gente comum, pra quem quer ser mais ativo e mais saudável, mas sem nenhum tipo de neurose de vida saudável (até porque, a partir do momento em que entra a neurose, o “saudável” se perde). A intenção é incentivar um estilo de vida que traga benefícios, sem excessos.

EXERCÍCIOS FÍSICOS

Então, em primeiro lugar, tenha em mente esse mantra: se você tem um corpo, deve se exercitar. A coisa mais importante é começar a se mexer: você estará fazendo algo de bom por você, pela sua saúde cardiovascular, pra se prevenir de problemas como a osteoporose, e de quebra se livrar de algumas gordurinhas.

Comece com caminhadas leves de 30 a quarenta minutos três vezes por semana, e aos poucos você sentirá a necessidade de ir além, se exercitando uma hora cinco ou seis vezes por semana. Podem acreditar, dá um gostinho de quero mais, e logo o “dever” se transforma em “prazer”! Mas é importante ter um acompanhamento antes de se jogar em outras atividades, por isso não deixe de conversar com um médico antes (sabem quanta gente desenvolve problemas de joelho com corrida, por exemplo, sem nem se darem conta?).

Pra quem está começando a se movimentar, achamos que o básico é o seguinte:

o que é preciso para se exercitar

Aos poucos você vai construir um acervo bacana de peças, mas pra começar tenha pelo menos:

– dois tops ou sutiãs esportivos que deem boa sustentação ao seu tipo de peito;

– duas partes de baixo (short, bermuda, legging curta, legging comprida, short saia);

– duas partes de cima (regata, camiseta, blusinha);

– dois pares de meias de algodão;

– um tênis esportivo.

Tendo duas peças de cada item você monta um kit básico: quando um grupo estiver lavando, outro estará seco e pronto para ser usado. Pelo menos no início o ideal é escolher cores que combinem entre si, porque aí dá pra montar combinações diferentes que sempre ficam bonitas.

Mas é importante estar bonita se você vai se acabar de suar?

Quem acompanha a tag já sabe que a Pri pratica exercícios em casa. Mas nem por isso se exercita de pijama! Afinal, quando você escolhe uma roupa bacana pra vestir, isso se torna um momento de prazer, não é? Você se sente bonita, e isso dá um up na auto-estima, na energia… Na hora do exercício não é diferente: você terá uma animada extra pro treino.

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Antes de qualquer coisa, procure em seu armário peças que se encaixem no quesito exercício físico: camisetas leves de algodão ou microfibra, leggings (a gente sempre tem uma!), etc. Compre APENAS o que faz falta num primeiro momento (e segure o impulso, já que a gente tem tendência a acabar abusando nas compras, né?).

O ideal é ter dois tênis próprios pro tipo de exercício que você vai fazer, pra poder alternar o uso diariamente. Mas, não tendo nenhum, e não podendo gastar, comece com um único par – o melhor na faixa de preço que você puder pagar. A Paula fez um post com uma seleção boa AQUI.

Separe as roupas que for usar para praticar exercícios em uma gaveta ou caixa especial, pra não ter que ficar procurando peças aleatoriamente. De preferência, evite usar roupas que estejam descosturadas, manchadas, surradas, ou seja, num estado em que você não usaria normalmente. Lembre-se que você está encontrando sua saúde, e isso é sempre uma ocasião especial. 😉

Aproveitando o embalo do post, a Marisa e a Riachuelo tem peças boas, bonitas e baratas em suas linhas fitness. Os tops da Riachuelo tem ótima modelagem, bojo e sustentação.

Todas as fotos são da Pri Matz, com exceção da primeira, que encontrei no site Huffington Post.



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30/11
2013
Links pro fim de semana
Categoria(s) #Look do Dia, #Mudança de Hábitos, Comportamento, MakeUp, Moda
Ana Farias

Dessa vez vou falar de outros posts além de textos de comportamento (que adoro!).

Bom fim de semana! \o/

papo de homem

40 Filmes pra ver e ser alguém melhor, no Papo de Homem. Mesmo não tendo assistido todos os filmes indicados e tendo certeza de que vários da lista não seriam do meu gosto, o Bruno Passos os vende de forma tão engraçada que torna a leitura imperdível! Sugestão da @mibeleza.

pequena vanilla

Como desapegar de roupas e viver uma vida mais leve e feliz, do Pequena Vanilla. Esse é um assunto que eu curto muito, e acho importante trazer pro nosso dia a dia sempre. Evitar acúmulos é vida! Também sugestão da @mibeleza.

samba da criola doida

Sempre fui gorda, do Samba da Criola Doida. A Cami (do saudoso Unha Feita) escreveu um texto super honesto sobre sua história com sobrepeso. E tocou num ponto que eu ando rascunhando pra um próximo post: quando nossa auto-imagem não reflete exatamente a realidade…

super vaidosa

My go-to Makeup, do Super Vaidosa. Pra terminar, uma dica de maquiagem do tipo que eu gosto! Geralmente acho os makes da Camila Coelho muito over pro meu gosto pessoal, mas ela tem uma “assinatura” básica que eu gosto bastante, com sombras em tons terrosos, côncavo marcado, que é o que ela ensina nesse vídeo (em inglês).

sim senhorita

Look da Camis: Jaqueta Jeans, do Sim, Senhorita. A Camila Gomes é uma coisa mineira fofa que eu adoro! Amo o jeito que ela se veste, e guardei esse look na pasta de inspirações – simples, despretensioso, casual, colorido.

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25/11
2013
Miss Representation – onde está o valor das mulheres?
Categoria(s) #Mudança de Hábitos, Comportamento
Ana Farias

A Lauren Ralph me indicou um documentário chamado Miss Representation, título de trocadilho super esperto que traz as ideias de representação ideal e errônea ao mesmo tempo. Ele foi escrito e dirigido por Jennifer Siebel Newsom, e reuniu algumas americanas influentes em áreas como política e entretenimento pra analisar como é colocada a mulher na mídia – que influencia diariamente a percepção de nosso papel ao difundir de forma geral uma representação limitada e depreciativa das mulheres, na qual beleza, juventude e sexualidade se tornaram mais importantes do que… coisas realmente importantes, como nossa capacidade de liderar, por exemplo.

Crianças e adolescentes são bombardeados pela TV, cinema, revistas e internet, com imagens que anunciam que não importa a competência e as conquistas de uma mulher, mas sim o seu físico. “Garotas recebem desde cedo a mensagem de que o mais importante na vida é a aparência, de que seu valor depende disso. E garotos recebem a mensagem de que isso é o que importa no que se refere às mulheres”.

Vi uma parte do documentário (por favor, reservem uma hora e meia da vida de vocês pra assisti-lo! Tem versão com legendas em português AQUI), e pausei durante um tempo porque me deu vontade de escrever. É que me lembrei de uma situação que aconteceu naquele post sobre o movimento fitness, e que acredito se encaixar bem no que significa ser jovem atualmente, com todas essas facilidades de divulgação de comportamentos, ideias, desejos que a vida junto a internet e televisão em cada cômodo representa. Muito difícil ser um educador atualmente, mas temo que em algumas décadas a situação possa ser bem pior, já que não existe mais limite pro que se é exposto aos filhos. Por isso acho importante divulgar toda lucidez que se coloque na contramão do que nos é empurrado garganta abaixo pela mídia, principalmente no que nos faz muito mal. Mesmo que não percebamos.

Bom, naquele post recebi muitos comentários que complementaram e enriqueceram a discussão que levantei aqui sobre a mais nova neurose do pedaço. Muitos entenderam meu ponto de vista, mas também ficou claro que, entre os que concordavam comigo, alguns o faziam distorcendo o foco do texto (“homem não gosta de sacos de ossos”, e coisas do gênero), enquanto que entre os que discordavam a nota era quase única: resumindo, eu era uma gorda preguiçosa incapaz de emagrecer e com preconceito contra atletas.

Respondi isso em outros momentos (AQUI e AQUI), embora duvide que a grande maioria dessas pessoas tenham visto os “anexos”. Primeiro porque aquele primeiro post foi uma exceção à regra em termos de visitação e compartilhamento aqui no blog, e segundo porque eu realmente duvido que muitos entre os que criticaram sequer tenham lido de verdade o post original. Porque se ler “dá trabalho”, ler um texto grande com cuja premissa a gente já discorda em primeiro lugar… bom, não é pra qualquer um. Certeza que em muitos casos a leitura foi interrompida assim que se encontrou um brecha que fortalecesse alguma crítica.

Mas se por um lado o que mais me saltou aos olhos entre essas críticas negativas foi a utilização da estranha teoria de que era melhor ser escrava das atividades físicas e das dietas do que ser gorda (e portanto “feia e cheia de doenças”), por outro o que mais me deixou perplexa foi uma “observação” aleatória que bloqueei de minha página após curtir (pois é, sou dessas) com o intuito de evitar discussões (na hora ainda eram poucos os comentários): um garoto sem camisa escreveu uma bobagem utilizando seu perfil do Facebook, e, logo abaixo, uma menina respondeu de uma forma que me chocou:

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Pra preservar a identidade desses exemplos de comportamento, coloquei as imagens do lobão e da gatinha, mas só pra esclarecer (caso o blush não faça o serviço), o comentário acima foi do menino, abaixo o da menina. Ambos jovens, ambos aparentando ter por volta dos 20 e poucos anos, e ambos magros. Ressalto isso por ser um fato, e não pra fazer uma oposição gordos x magros – porque gordura não torna ninguém educado, da mesma forma que magreza não é sinônimo de espírito de porco.

O garoto ter escrito isso não me surpreendeu nem afetou, até porque nossa, se “gorda” fosse a pior palavra que alguém pudesse usar pra me definir, eu estaria no lucro. A tal “falta de conhecimento no assunto”, não entendi, já que o texto era uma opinião sobre um comportamento, não uma dissertação profissional. Whatever. O que me deixou paralisada uns segundos diante da tela do computador foi mesmo o comentário da garota.

Gente, nem leu e concordou com o cara que aquilo era “coisa de gorda”? E o gorda repetido em caps lock, olhem só que interessante. Essa menina não precisou nem saber o que a outra mulher escreveu pra merecer a grosseria, ela aparentemente não tem outra opção a não ser concordar com o cara. Porque é ele quem ela precisa agradar pra se sentir socialmente aceita, não é verdade?

Aproveitando esse exemplo e o tema do documentário pra generalizar o quadro, isso me fez pensar muito em como nós mulheres somos na realidade nossas piores algozes. Como nos cobramos. Como cobramos todas as outras. Como damos nosso ok tão facilmente pra preconceitos contra outras mulheres. Como nos criticamos e nos colocamos pra baixo por causa dos menores detalhes, como se estivéssemos constantemente em competição umas com as outras. Como se a vida fosse um reality de Miss Universo, e a única forma de ganhar o prêmio (a felicidade, o emprego, o macho, o lifestyle) fosse fazendo todas as outras acreditarem que são menos capazes por não serem tão bonitas assim. Enfim, como compactuamos com esse mundo machista que nos cobra o impossível: a perfeição em quase todos os níveis. Acho que só não somos muito cobradas em relação a nossos cérebros, porque né, mulher só precisa ser bonita. E jovem. Todo o resto se ajeita.

Não é difícil ver exemplos disso pelo menos dez vezes por dia, e nem é preciso sair de casa: só ligar a TV, só folhear uma revista. Tá lá a lindona seminua vendendo cerveja, a outra lindona do ridículo comercial de absorvente atraindo todos os homens por onde passa (o que me lembra o que acontece aqui no bairro quando alguma cachorra de rua entra no cio – me desculpem a comparação, mas é inevitável), enquanto a feia é engraçada ou ridicularizada (mas o feio passa um desodorante e fica tudo bem, continua pegando geral), e as gordinhas… bom, essas geralmente tão pagando algum mico, (o que também vale pros gordinhOs). Claro que não estou falando de todas as propagandas do mundo, e sim das ferramentas fáceis das quais a maioria delas se utiliza. O jovem bonito pega todas, a jovem bonita conquista tudo, e pra quem está à margem desse ideal sobra apenas as situações de humor.

Sobre isso, a Van Musskopf escreveu uma coisa incrível outro dia: “A cultura ocidental entendeu que a beleza deveria ser a masculina, forte e jovem. Não é a toa que nós vemos cada vez mais mulheres transformando seus corpos em corpos masculinos. Ser mulher e estar gorda (e envelhecer) é – para nossa sociedade – o máximo do desvio do ideal, e contra essas mulheres são feitas as piores críticas possíveis. Se livrar desses padrões e preconceitos seria quase como produzir uma desculturização em massa. Uma utopia dentro de uma sociedade machista, cheia de retoques, botox e photoshop.”

Aí em momento Polyana me pergunto: precisa ser mesmo uma utopia? Porque vozes nos esfregando os vícios de nossa sociedade na cara a gente encontra por aí. O que falta é mais olhos e ouvidos dispostos a se desviar do rebanho que só aceita o que for hype. E mais bocas que repassem mensagens de ordem contra o status quo defendido pela mídia – até porque a mídia é a voz de quem precisa vender, é a voz que lidera o consumo. E nós podemos ter o direito de escolher o que consumir, seja um produto, seja uma ideia. Porque não escolher ser mais do que a busca por uma beleza idealizada?

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Existem perfis de Facebook e Instagram, e mais blogs inteiros dedicados a denegrir mulheres, e em sua grande maioria alimentados exclusivamente por outras mulheres – que aterrorizam pessoas públicas, muito ou pouquíssimo conhecidas, por causa de um sorriso feio, de um joelho gordo, do que consideram mau gosto pra se vestir, porque falam errado, e por aí vai. Tudo vira motivo pra diminuir os méritos, a beleza, o gosto pessoal, o trabalho – e tudo isso com a desculpa do “humor”. Como se chegou a esse ponto? Quando foi que se tornou comportamento aceitável investir contra nós mesmas?

Porque no final das contas, cada crítica que macula uma mulher por não ser perfeita é uma pedra que direcionamos pra nós mesmas, pois tornamos aceitável que nos atinjam em nossos pontos fracos também – que pode até não ser um dente fora do lugar, mas alguma coisa fora do lugar todo mundo tem. E mais: como diz aquela música linda do Radiohead, gravity always wins. A gravidade sempre vence. Toda beleza se transforma, e todo mundo envelhece. Se essa verdade não for aceita agora, enquanto ainda não te atinge, pode ter certeza de que um diz você estará numa situação de depreciação por não ser mais jovem ou bonita. E aí, como lidará com a vida?

Então mais cuidado, você que concorda com a gatinha que disse amém pro bofe lá em cima. O futuro é feito das escolhas e das atitudes que defendemos no presente. Se é esse que você deseja pra sua versão aos 60 anos, ou pra suas filhas e netas, continue compartilhando essa visão paralisada, sexista e preconceituosa de beleza. Depois me conta pra onde isso te levou.



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24/11
2013
Textos que valem a pena serem lidos
Categoria(s) #Mudança de Hábitos, Comportamento
Ana Farias

Tenho separado alguns textos que acho interessantes pra dividir com vocês. Nem todos são saídos do forno, mas sempre vale a leitura.

E bom domingo pra vocês!

santa dieta

10 motivos para não fazer dietas, mais um texto incrível da Van no Santa Dieta.

sanduíche de algodão

Receita da felicidade, post da Helô com um vídeo muito bacana no Sanduíche de Algodão.

grandes mulheres

Como escolher um bom fotógrafo para noivas plus size, guia super sensível da fotógrafa Livia Figueiredo publicado no Grandes Mulheres (serve pra quem não é plus size também!).

ju romano

Por que passamos a vida tentando mudar por um padrão irreal? com vídeo impressionante mostrando como somos enganadas pelo photoshop e pelo culto à perfeição que a mídia propaga, no Entre Topetes e Vinis.

carta capital

Feminismo para leigos, texto que resume o termo pra quem o rejeita sem entender o que ele significa. Por Clara Averbuck no Carta Capital.



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