Queria não começar este post repetindo o que sempre digo, mas não dá: sou louca por estampas. Quem lê o blog a mais tempo sabe disso porque é meio que meu mote (né?), mas de vez em quando sempre eu falo, pro caso de ter alguma novata por aqui que acabe se assuntando com meu gosto (por vezes) extravagante.
Porque eu sou extravagante nesse ponto mesmo, não nego. Quantas vezes amigas minhas já chegaram e disseram Aaanaaa, você disse que roupa tal era linda lá no blog, eu achei aquilo horrorooosoooo!!!, porque eu tenho amigas bem clássicas que eu acho que meio que riem de mim de vez em quando – mas é com o mesmo amor que eu zoo minhas amigas periguetes, e com amor a gente sempre se diverte, né?
No dia que levei meu tombo homérico tinha acabado de sair da Mercatto com a bolsa cheia. Tenho uma relação de amor e ódio com a loja: amo a maior parte das estampas que eles colocam à venda e o preço geralmente em conta; odeio a péssima qualidade da maioria dos tecidos, e acho que muitas vezes o preço baixo não compensa o gasto.
Como contei, tinha entrado na loja pra ver o preço de uma saia tulipa com estampa de flamingos, e acabei comprando duas de modelo bem parecido:

Não lembro direito o preço delas, mas foi em torno de 30 reais cada. O tecido da primeira não é nenhuma Brastemp em termos de qualidade (amassa muito), mas adorei a carinha Miami Vice do desenho, super kitsch, mas ainda assim lindinho. Tem o mesmo padrão em tons de verde menta e azul pastel também.
A segunda tem o corte mais caprichado, e o tecido é bem melhor. O floral, apesar de vivo, lembra uma aquarela. Era a última da loja (de Icaraí), mas pode ter em outras. E vejam como numeração é uma coisa ridícula: o mesmo estilo de saia, corte praticamente igual, dentro da mesma loja, mas comprei dois numeros diferentes: a floral é M, já a primeira saia teve que ser G – mesmo ficando soltinha na cintura, porque a M não passava de jeito nenhum pelo meu peito. #incógnitas

Já tava fechando a conta quando essa estampa atriu meu olhar (fico igual criança em loja de doce quando tô na Mercatto, quero uma de cada). Gritando surfista havaiano da década de 50, e vovô de Boca Raton desde sempre. O Agostinho em mim ferveu! [amando quem lembrou do Magnum nos comentários! - não estou só]
A camisa é muito chamativa, mas com jeans e acessórios neutros ficou lindo (bom, lindo pra mim! rs). O que mais gostei nela é que o tecido é MUITO bom, tipo digno de loja mais hypadinha. E o preço… valeu muito a pena.
Mas nem só de Havaí (e de Flórida) vive a Mercatto nesses dias. Pra quem gosta de estampa, tá um prato feito – ou uma tragédia anunciada pra conta bancária!

Peguei essas pastilhas no blog da Mercatto, e algumas estampas já devem até ter esgotado. Essa espelho, por exemplo, comprei numa calça no final de agosto do ano passado. Mesmo sendo todas da mesma coleção, lembro de ter visto peças das outras estampas (ou em versões delas) nessa última ida à loja.
As padronagens étnicas estão em algumas das peças que mais gostei. Tava doida por alguma coisa com estampa ikat (étnico que remete a um tipo de tecelagem da Indonésia), mas achei melhor fechar a conta.
Antes peguei duas coisas, uma que precisava de verdade, outra que foi compra de ocasião:

O colete jeans com mangas curtas tava muito legal, apesar de eu ter achado um pouco caro pros padrões da loja. Reparem que ele não tem forro (pouca coisa nas lojas de fast fashion tem!), mas é um jeans bem digno, o corte tá bem razoável. A única peça que eu realmente precisava.
A compra de ocasião foi uma saia lápis de tecido metálico imitando couro. Queria tanto aquela da Mixed pra C&A, mas só tinha um tamanho menor que o que eu tava na época, e não quis arriscar. Daí quando vi essa por 29 reais, não pensei duas vezes!

Tava bem pechincha, mas tipo achei crazy quem deu o valor da época que ela foi pra loja (R$100). Não valia meeeesmo. Acho que nem a saia da Mixed, que era de qualidade bem superior, chegava a esse preço.
Tinha três tonalidades: champagne, ouro velho (essa minha), e bronze. A que achei mais bonita foi a que eu trouxe. O melhor dela é que não é curtinha, chega quase no joelho, corte bem legal. O tecido não é do tipo pra toda vida, mas é válido.
E essa era a dica que eu mais queria dar pra vocês (apesar do título estampando o post), porque é daquelas peças que a gente sempre pode aproveitar. E por esse preço…