Vamos combinar assim: dessa vez eu não vou dizer um ai, deixo pra falar tudo depois.
Vejam essa bota e me digam o que vocês acham!
Mas pensem com carinho antes de responder!
Vamos combinar assim: dessa vez eu não vou dizer um ai, deixo pra falar tudo depois.
Vejam essa bota e me digam o que vocês acham!
Mas pensem com carinho antes de responder!
Sei que tô aí mega atrasada nessa discussão toda sobre os modelos de tênis com salto que surgiram nos passos do original da Isabel Marant, tornados famosinhos pelas blogueiras de looks do exterior – e que logo chegou aqui, claro.
É que eu queria escrever o post quando finalmente comprasse o meu, e isso só aconteceu na semana passada.
Generalizando bastante, não entendo todo o bafafá gerado em torno de tendências ou peças modinha. Sério.
Primeiro porque não sigo a cartilha de quem quer ditar moda, já faz tempo que eu só uso o que gosto e quero, independente do que editor de moda tenha a dizer. Pra mim, tendência de estação só serve pra uma coisa: comprar mais facilmente peças que eu gostaria de ter no armário (por exemplo, sempre adorei estampa de cobra, mas só depois que vira tendência de desfile é que vai pra loja, então tenho que esperar o momento).
Segundo porque da mesma forma que não gosto que me digam o que devo usar por ser moda, também não gosto que me digam o que não usar “só porque é moda”. Vejo o mesmo tipo de comportamento ditatorial tanto no 8 quanto no 80, e minha postura é a de que na moda como na vida tudo é relativo.
A verdade é que não gosto de críticos. Isso desde a minha adolescência roqueira, quando percebi que parte dos jornalistas que escreviam pra Bizz era tudo, menos coerente. Muitas vezes eram só implicantes mesmo. Como assim, eu não podia gostar daquela cantora nova que tava surgindo e que eu achei incrível, só porque um crítico famosinho resolveu meter o pau nela? Eu gostava do som – e anos depois se provou que o errado era o fulano que escreveu a matéria “Pobre Cássia Eller”.
Então assim, faz muito tempo que não me deixo levar pela opinião dos outros na hora de estabelecer quais são meus objetos de desejo.
Quando vi o tênis da Isabel Marant, adorei. Achei muito legal o contraste entre a feminilidade das meninas e o sapato pesadão, fora que tinha muito apelo anos 90, tinha uma vibe super urbana, enfim, queria voltar no tempo e ter idade pra comprar um daqueles bem coloridões mesmo.
Aí lembrei que justamente na década de 90 eu tinha um tênis de salto. Era um bamba, acho, e tinha um saltinho de borracha (que não era embutido, era tipo uma sandália mesmo). Uma pena não ter guardado, não tinha essa visão de moda e hoje teria na mão um modelo que ninguém teria. CORREÇÃO: como a Renata lembrou nos comentários, era um All Star, não um Bamba:
Fonte: Mercadinho das Amigas
Tudo bem que também não sei se usaria. É que da mesma forma que ele não saiu do meu pé naquele ano (94?), tempos depois comecei a achar que não tinha nada a ver. E é aí que entra essa questão do gosto: não é que a peça passe de maravilha do mundo a objeto cafona, é que a gente muda mesmo, não é só a moda que é cíclica, nosso interesse pelas formas também.
Tanto que depois de passar anos me perguntando “como pude usar aquilo”, de repente me pego admirando algo que mesmo totalmente diferente traz o mesmo conceito: um tênis que tem salto. E quero deixar claro que não achei bonito porque todo mundo tava usando, achei bonito porque achei.
Aí entra a questão do timming, que é algo que a gente só começa a entender mesmo depois que passa dos 35. Por mais que eu tenha achado lindo, não me sinto mais tão bem com esse tipo de sapato, e por uma questão muito simples: ele tem um apelo super jovem (coisa que eu ainda sou, mas né, uma jovem de quase quarenta, não uma de quase vinte – que eu considero a idade target do tênis de salto, e que foi quando eu mesma o usei pela primeira vez).
Eu queria MESMO era a versão colorida da Arezzo – que super saiu na frente da concorrência e se não me engano foi a primeira marca a investir nos inspired.
Foi o que minha prima de 24 anos comprou (a foto acima é dela ui, achei que ela tivesse tirado, mas é da Nati Vozza! rs Sorry!). De todos os que vi até agora, foi o que mais gostei. E cheguei a experimentar na loja, mas apesar das três vendedoras dizendo o quanto ele era lindo e que idade não tinha nada a ver, mais a moça que não era assim mais tão menina na minha frente comprando, e duas adolescentes dando gritinhos baixos de eu quero eu quero, consegui me olhar no espelho sem levar em consideração o meu desejo pela peça em si: pra mim, com a cabeça e o estilo que tenho HOJE, mesmo adorando o tênis, ele não era pra mim.
Me infantilizou, e vejam bem, isso tem mais a ver com minha concepção de estilo próprio do que com idade exatamente. Exemplo: acho que depois dos 30 a gente tem que tomar cuidado com peças muito curtas, mas tem mulheres de quarenta e tantos que usam e ficam bem. É TUDO muito relativo.
Pedi pra experimentar o preto. Gostei, mas ainda senti um estranhamento. Por sorte, um outro modelo que eu já tinha experimentado e que estava esgotado tinha chegado pra troca naquele dia: o de cadarço, beeeem mais delicado que o de velcro da marca.
O cano não é tão longo, o cadarço faz com que o tênis fique mais justinho no pé (ou seja, não tão “bruto” quanto o outro), o material o torna mais versátil, e a cor muito mais democrático. Quase uma botinha. Esse era o tênis de salto que eu considerava mais adequado pra mim.
Experimentei esse no modelo preto também quando ainda eram novidade na loja, mas estava indecisa e deixei pra comprar depois. Esgotou, o de velcro também, e depois voltou, e é aí que entra minha defesa da tese de que quando a coisa tem que ser nossa ela vai ser, de um jeito ou de outro – por isso não me meto mais em dívida por causa de nada disso, se não posso comprar no dia volto depois; se não estiver mais lá, paciência.
Pra quem acha o tal do sneaker uma coisa horrível que todo mundo vai se arrepender de ter comprado, o que tenho pra dizer é o seguinte: acontece. Sim, muita gente vai se arrepender de ter comprado, mas serão apenas as pessoas que compraram única e exclusivamente por ser moda. Ou não, de repente vão simplesmente deixar de gostar um dia mesmo. A gente deixa de gostar até de namorado que tanto amou um dia, porque não mudaria de ideia com um simples sapato?
Não entendo a implicância, o “ame ou odeie”. O fato de não amar uma coisa qualquer não significa que a gente precise necessariamente odiar. E odiar só porque tanta gente gosta? Vamos gastar melhor nossos sentimentos, hein, odiar coisa importante – tipo político que embolsa dinheiro de imposto que pagamos caro quando poderíamos estar gastando em sapato.
O negócio com qualquer tendência é se olhar no espelho com imparcialidade e calma, e descobrir se a peça tem a ver com a gente ou não. Se tiver, deixe que digam, que falem, que pensem mal. O que importa é o que a gente acha sobre o que se está pagando, e não a opinião de quem não está assumindo a responsabilidade pela notinha. Certo?
Se não gostar, não gaste por uma questão de moda, porque é quase certeza de que estará jogando dinheiro fora. E isso vale pra tu-do o que a gente compra.
Pra finalizar, eu acho assim: tem quem não vai ficar bem com o tênis de salto mesmo gostando dele. Exemplo: quem é muito baixinha, quem tem perna muito grossa (ou muito fina), quem passou dos 25. Me incluo em todas essas categorias, e é por isso que ao invés de comprar o modelo que amei investi no que tinha mais a ver com meu estilo.
A única coisa que eu sabia é que queria muito um, porque não consigo imaginar nada mais prático e confortável do que um tênis, e amo salto. Pra mim então sneaker de salto junta a fome com a vontade de comer.
Algumas dicas que eu achei bem interessantes, meninas:
A Elle esse ano tá fazendo uns especiais sobre alguns estilistas, e em quatro edições vem um brinde lindo: um lenço com estampa do estilista em questão. Sei que vai ser algo, né, monte de mulher por aí com o mesmo lenço! rs Mas a qualidade é boa, e eu não podia deixar de passar a dica pra vocês. A revista está custando inacreditáveis 14 reais (acho um absurdo, sério, tem revista importada que depois do imposto chega aqui mais barata – sem falar na quantidade de publicidade em cada edição), mas o mimo vale a compra.
Fui no Boticário ontem só pra comprar esse trio de sabonetes da linha Terapias Argiloterapia (falei de vários produtos AQUI). Gente, não dá pra explicar, pena que não dá pra mandar o cheiro pra vocês pelo monitor! O pacote vem plastificado, e mesmo assim a gente encosta o nariz e vem aquela fragrância super forte, uma delícia! Já usei e super indico: o trio custa 23 reais, esse sabonete vem com essas impressões que massageiam super gostoso, não tem quem não vá amar. Único detalhe: ele é esfoliante, então dá aquela sensação de “polir” delicadamente a pele. Não é nada que chegue a incomodar, mas quem for mais sensível pode de repente não gostar (coisa que cá entre nós duvido!).
Comprei esses cintos numa promo da Asos. Todos eles custaram menos de cinco dólares, o que pra qualidade é uma balela, sério. São daqueles que a gente compra em loja de marca aqui por 40, 50, 60 reais, ou mais! O único problema foi a demora: como já disse pra vocês, eu costumava receber os pacotes da Asos em 10 dias, agora tão demorando muito mais (esses chegaram em pouco menos de dois meses). Eu não me importo de esperar, mas pra quem tem pressa não é mais uma boa. Lembrando que muita gente vem sendo taxada nas compras do site, então é bom considerar que existe a possibilidade de se pagar quase o dobro do valor da compra no final. AQUI tem uma seleção de cintos fofos e super baratos. Só uma dica: os cinto são bem compridos, viu. O large dá perfeitamente pra quem veste 46, talvez até 48.
Pra terminar, uma compra que eu não ia fazer, mas não resisti. Essas anabelas de ponta arredondada estão super na moda, né? Outro dia quase comprei uma na Leader por 50 reais, mas pensei bem e achei que a qualidade dela não tava excepcional, ou seja, ia usar algumas vezes e ela ia acabar ficando feia. Daí que ontem fui buscar meu sneaker de salto na Arezzo (depois faço um post porque acho que vale), e vi que a loja tava em promoção. Achei esse modelo que eu tava atrás, de 180 ele tava saindo por 100. Qualidade muito superior à da outra marca que eu ia comprar, ficou lindo no pé, fiz uma enquete no twitter porque tava em dúvida entre o vermelho e o verde, esse saiu vencedor! rs (foto do verde AQUI)
Ele só tá com a forma grandinha, então comprei o meu número mesmo, 37 (costumo comprar 38 porque meu pé é largo, daí uso algum tipo de palmilha pra compensar a sobra). Comprei na Arezzo do Itaipu Multicenter, e lá ainda tem o famoso sneaker (tanto o preto quanto o colorido – que é o mais lindo de todos que já vi até agora).
Com isso, gente, só me resta repetir o conselho que a gente tá cansada de ouvir: esperem pra comprar nas liquidas. Os preços estão abusivos demais, e eles só fazem isso porque a gente vai lá e compra, né? Se não for modelo mega badalado que você queira muito, deixe pra depois, e se tiver de ser será!
Só pra acabar: vi uma menina experimentando esse modelo AQUI e fiquei enlouquecida! Uma das sandálias mais lindas que já vi!
Achei linda essa campanha Legends da Ray-Ban (que esse ano ganhou prêmios no Cannes Lions, nas categorias Imprensa e Fotografia).
As fotos mostram momentos ícones da marca através das décadas, contando um pouco de sua história e levantando o lema Never Hide - que sugere que cada um tenha a coragem de se expressar do jeito que é, livremente, no que diz respeito a crenças e personalidade.
Reparem que cada uma das sete imagens (a Ray-Ban completa 75 anos) evoca toda uma época específica, tanto no óculos quanto nos tons utilizados pelo fotógrafo Mark Seliger (p&b, sépia, ou colorido). Começando em 1930…
Muito bonitas as imagens, né?
No início fiquei um pouco pensativa com a última, que além da motivação mais evidente traz uma energia não necessariamente positiva. É bem mesmo um referencial pros últimos anos (de 90 pra cá), e foi o que me deu vontade de fazer esse post.
Independente do posicionamento ou da realidade da marca, acho legal reforçar a ideia de autenticidade, especialmente num mundo que cobra cada vez mais que as pessoas se encaixem em determinados padrões de estilo de vida, de moda, de pensamento, de comportamento, etc.
Trazendo isso um pouco pro nosso dia a dia, é tão importante que a gente pratique a singularidade no sentido pessoal e também no geral, cultivando o respeito ao direito dos outros de serem singulares também, mesmo que signifique aceitar que eles sejam tão diferentes do que a gente é, acredita e/ou defende.
Pra mim dizer isso soa tão óbvio, mas com tanto desrespeito que acompanhamos por aí fica claro que vivemos num tempo que não preza o direito à diferença – e quando se levanta a voz a favor dela, é quase sempre com a intenção de diminuir a importância da diferença diferente da nossa.
Viajei mas deu pra entender, né? rs
Apesar da gente ter ficado um pouco cansada de ver cores fluo no make e (principalmente) nas unhas há umas estações atrás, nos últimos desfiles ele voltou forte, e ao que tudo indica até o verão veremos muitas peças nas lojas.
Eu gosto de coisas diferentes, então tons cítricos e vibrantes chamam minha atenção de qualquer forma. Mas tem uma forma bem tranquila de usar, que é nos acessórios. Aliás isso serve pra tudo que é cor, estampa ou textura mais chamativa, né, quem acha que polui muito o look uma peça de roupa, pode sempre usar o toque diferente pra pontuar o dia a dia com um pouco de ousadia que seja.
Uma coisa que eu amo demais com fluo é sapato. Fica legal porque dá uma polida nos visuais mais básicos que a gente possa imaginar, e de forma simples. Nem precisa ser uma sandália doida, qualquer modelo mais clássico já transforma sozinho o jeans + camisetinha.
Ideias?
Encontrei alguns scarpins fofos demais na Leader outro dia, todos custando entre 80 e cento e poucos reais.
Pra quem estiver podendo gastar mais, esses lindos pastel fluo abaixo são da Jorge Bischoff.
Imagens via Pinterest, Lookbook.nu e divulgação.