07/04
2016
5 questionamentos sobre saúde emocional
Categoria(s) #ConexãoCariocaBlogs, Comportamento
Ana Farias

Vocês sabiam que hoje é o Dia Mundial da Saúde? Pois é, um dia pra (se) conscientizar sobre o nosso maior bem. Então eu gostaria de saber: a quantas anda a preocupação de vocês com a saúde? Estão indo ao médico pra fazer exames de rotina? Se exercitando alguma coisa, fazendo escolhas mais saudáveis no dia a dia? Procurando se divertir e se estressar menos?

Esse é o tema do Conexão Carioca de hoje. O que estamos fazendo pela nossa saúde?

Eu estou saindo de um período emocional tenebroso, então preciso admitir que não estou essas coisas não. Abandonei minhas caminhadas diárias, chutei o balde na alimentação, matei meus últimos exames, me deixei afetar bastante por problemas pessoais, problemas criados por mim, problemas criados por outros, e até problemas que só existiam dentro da minha cabeça – essa que é a prisão do ansioso.

Achei que tivesse engordado muito, mas me pesei outro dia e vi – surpresa de verdade – que havia perdido três quilos. Ainda sete a mais do que na época em que estava tinindo de foco com exercícios e reeducação alimentar, mas pra uma sedentária que se entope de comida o dia inteiro… nada que eu esperasse.

Mas não quero falar sobre mim nesse post. Queria era propor alguns questionamentos pra gente, todos tendo como ponto de partida nossa saúde emocional. Aquelas coisas que a gente sabe, mas que permitimos que nos arranhe – às vezes até demais. Vamos colocar na balança:

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1. A FELICIDADE COMO LIFESTYLE

Essa coisa de vender lifestyle banalizou o conceito de felicidade e trouxe muita frustração pras pessoas normais – a gente aqui, que não faz dinheiro com a nossa imagem. Todo mundo com essa necessidade de se mostrar feliz o tempo todo, de esfregar felicidade na cara da gente. Existem períodos nos quais as coisas estão funcionando direitinho, coisas ótimas acontecendo, beleza, maravilha, fico feliz por mim, fico feliz por vocês. Mas a vida de ninguém é felicidade o tempo todo. Não podemos comprar os sorrisos cheios de dentes e as hashtags de gratidão, e na comparação decidir que nosso dia a dia é uma bosta. Proposta: vamos desconfiar da felicidade total, e aceitar que a rotina e as obrigações não pressupõem que estejamos felizes o tempo todo. A gente tem esse direito, inclusive.

2. A BRUTALIDADE DO FORÇA-FÉ-FOCO

Nem todo mundo quer ter um corpo trincado, e eu acho que só existem dois tipos de pessoa que não entendem isso: as que tem corpo trincado e as que querem ter corpo trincado. Aqui também entra a questão do lifestyle como fonte de renda: se ninguém acreditasse nisso, como esse mercado se manteria? Vamos respeitar nosso corpo, e principalmente VAMOS RESPEITAR O CORPO DOS OUTROS! Proposta: Se a tua vibe não é abrir mão de comer ou de sair ou do que quer que seja, não o faça, mas também não fique se culpando por isso. Encontre algo que goste no meio termo, vá ser feliz que o tempo passa rápido demais pra gente ficar se lamentando – a não ser que você goste de reclamar mesmo, então esquece o que eu disse.

3. O CAMINHO DO CORAÇÃO

O que mais vejo é gente dizendo que a gente precisa amar o que faz. Ame o que faz e você não trabalhará um dia. Gatas, pra quem não nasceu herdeira, a probabilidade maior na vida é que você não encontre vaga nessa empresa do trabalho-amor. Muito possivelmente terá que trabalhar no que não gosta pra pagar as contas, e sentir-se satisfeita se esse trabalho estiver pelo menos dentro de suas aptidões. Tem gente que consegue viver o sonho mesmo não tendo nascido em berço de ouro? Tem, claro que sim. Mas é igual aquela história de ser blogueira que não faz publi, vive de evento: se não tiver alguém bancando enquanto não dá certo, como a gente faz pra pagar as contas? Então é mais fácil sim mudar a vida em função de transformar hobby em trabalho, muito lindo na teoria e na prática – pra quem consegue. Só que nem todo mundo vai pisar na lua, nem beijar o Keanu Reeves, nem se manter sozinha de fazer o que gosta. Essa eu vou dizer de dentro da Matrix pra vocês: voltar pro ponto no qual as coisas estavam dando certo pode ser um parto que nem todo mundo pode se dar o luxo de pagar – com doula e piscina, e maquiador e lembrancinha pra quem visita. E por “ponto que estava dando certo” eu quero dizer dinheiro batendo na conta o suficiente pra se bancar. Proposta: antes de acreditar em guru e largar tudo, pense se na tua vida de adulto viver de sonho se encaixa. Se for mudar, planeje cada passo com calma, pensando sempre num plano B. No início, trabalhe em duas frentes, a que paga as contas e a que satisfaz o coração. Mas não dê ponto sem nó se não tiver certo o do aluguel, falou?

4. O COMPROMISSO COM O CORPO

Uma coisa boa que os anos me trouxeram: tranquilidade em relação a meu corpo. Nunca vou ser magérrima nem definidérrima, simplesmente porque o preço a se pagar por isso, no meu caso, seria bem maior do que estou disposta. Meu compromisso comigo é não engordar demais, porque não quero, e voltar lentamente ao manequim (mais ou menos) 38. Por que lentamente? Porque sempre que emagreço é rápido, e meu corpo acaba voltando pro peso no qual se sente confortável – mais ou menos o que tô agora. Então não adianta me cobrar pra ter resultados rápidos, pois o esforço que o corpo faz pra engordar de volta é mínimo se comparado ao que empenho pra emagrecer. E imagino que seja assim pra muita gente que está no caminho de perder peso. Proposta: emagrecer pensando em primeiro lugar na saúde, fazendo as escolhas certas na alimentação, e não se desesperar porque não emagrece the flash igual musa X – até porque musa X toma seca-rato no doutor caveirinha e você prefere fingir que não sabe. Não seja a musa x, respeite o teu corpo.

5. A INDÚSTRIA DA BELEZA

Imaginem o que seria das empresas que vivem do culto à perfeição se a gente parasse de se importar com ele? Revistas, portais, estilistas, digital influencers? Se a gente, do nada, se olhasse no espelho, decidisse viver aquela realidade ali, mudando só pra agradar a sai mesma, e não todo o resto? Imagine all the people. Proposta: pare de imaginar e dê uma banana pros estereótipos nos quais querem te encaixar. Só.

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8 comentários
Comentários
8 comentários em "5 questionamentos sobre saúde emocional"
  1. 07/04/2016

    Ótima reflexão para o dia Mundial da Saúde!

    Grande beijo,

    Paty

    • Ana Farias
      07/04/2016

      <3

  2. 2. Lilian
    07/04/2016

    Excelente texto, principalmente a parte que fala que nem todo mundo vai conseguir fazer só o que gosta na vida… É isso aí, ser adulto implica em pagar as contas e não somente pensar na felicidade…
    Abraço!

    • Ana Farias
      07/04/2016

      Pois é! Um beijo!

  3. 3. Bianca
    07/04/2016

    Estou aguardando a foto do post anterior, que você falou que ia colocar ;D Beijos

    • Ana Farias
      07/04/2016

      Bianca, estou muito afastada do blog por motivos pessoais. Me desculpe, fiquei devendo essa.

  4. 4. Andréa
    07/04/2016

    Excelente post, Ana, especialmente a parte “O Caminho do Coração”. Me identifiquei demais.

    • Ana Farias
      07/04/2016

      <3

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