28/06
2012
A coragem de ser você mesmo
Categoria(s) Acessórios, Comportamento, Moda
Ana Farias

Achei linda essa campanha Legends da Ray-Ban (que esse ano ganhou prêmios no Cannes Lions, nas categorias Imprensa e Fotografia).

As fotos mostram momentos ícones da marca através das décadas, contando um pouco de sua história e levantando o lema Never Hide - que sugere que cada um tenha a coragem de se expressar do jeito que é, livremente, no que diz respeito a crenças e personalidade.

Reparem que cada uma das sete imagens (a Ray-Ban completa 75 anos) evoca toda uma época específica, tanto no óculos quanto nos tons utilizados pelo fotógrafo Mark Seliger (p&b, sépia, ou colorido). Começando em 1930…

Muito bonitas as imagens, né?

No início fiquei um pouco pensativa com a última, que além da motivação mais evidente traz uma energia não necessariamente positiva. É bem mesmo um referencial pros últimos anos (de 90 pra cá), e foi o que me deu vontade de fazer esse post.

Independente do posicionamento ou da realidade da marca, acho legal reforçar a ideia de autenticidade, especialmente num mundo que cobra cada vez mais que as pessoas se encaixem em determinados padrões de estilo de vida, de moda, de pensamento, de comportamento, etc.

Trazendo isso um pouco pro nosso dia a dia, é tão importante que a gente pratique a singularidade no sentido pessoal e também no geral, cultivando o respeito ao direito dos outros de serem singulares também, mesmo que signifique aceitar que eles sejam tão diferentes do que a gente é, acredita e/ou defende.

Pra mim dizer isso soa tão óbvio, mas com tanto desrespeito que acompanhamos por aí fica claro que vivemos num tempo que não preza o direito à diferença – e quando se levanta a voz a favor dela, é quase sempre com a intenção de diminuir a importância da diferença diferente da nossa.

Viajei mas deu pra entender, né? rs



14 comentários
Comentários
14 comentários em "A coragem de ser você mesmo"
  1. 1. Bia
    28/06/2012

    Ai Ana, amo quando você traz esses assuntos pra cá! As fotos são lindas!
    Eu tenho pensado em um caminho um pouco diferente sobre esse assunto. No sentido de respeito a si próprio. Tenho passado por uma fase de entender que eu também vou mudando, e preciso respeitar essas mudanças. Eu não sou todo dia a mesma e tenho tentado não achar isso o fim do mundo. A base é uma só, e dificilmente muda, mas me incomoda quem vira e fala “mas essa não é você, a Bia que eu conheço não é assim!”. Bom ou eu estou possuída, ou eu realmente sou assim, ainda que às vezes! Tento me permitir algumas incoerências, e é tão bom!
    Aí que vc viaja daí e eu viajo de cá…rs
    Só pra terminar, lembrei de uma amiga minha que uma vez no meio de uma conversa levemente alcoolizada (aham!) sobre homens e desaventuras amorosas recebeu o aviso que sendo daquele jeito ela nunca conseguiria o homem que desejava. Ela parou, pensou, e falou “poxa, mas eu levei tanto tempo pra conseguir ser eu mesma, e agora eu tenho que mudar?”. De mim, ela só ganhou um abraço, porque resposta pra isso eu continuo sem!
    Beijos!

    • Ana Farias
      28/06/2012

      Nossa, amei! É isso mesmo, acho que a gente não tem necessariamente que mudar pra agradar os outros. E a gente muda, sempre, e isso é bom, né, adoro ver que não sou em muitos pontos a mesma pessoa que era aos 20, aos 30… mas tem um limite no tanto que a gente pode mudar tb, porque em vários outros pontos continuo a mesma que era com 10. rs Eu tenho muita pena de quem está crescendo nesse mundo de hoje, sabe Bia, com referenciais tão estranhos do que é ser “legal”, “engraçado”, “vencedor”. Sei lá, medo.

    • 2. Bia
      28/06/2012

      Putz Ana, lembrei de uma série que comecei a ver esses dias, chama The Big C, vc conhece? Não recomendo assistir se você tem coisas importantes pra fazer, porque no primeiro capítulo já é um vício sem volta!
      É a história de uma mulher que tem uma vidinha pacata, ela é conservadora, medrosa e vive pra agradar as pessoas. Até que ela descobre que tem câncer (o Big C! dã!) e não vai viver mais muitos anos. Esse sentimento de não ter nada a perder é super libertador pra ela, além do que a série tem um humor negro que eu amo!
      Ah, e sobre o seu “medo” de quem está crescendo com esses referenciais, eu sou irremediavelmente otimista. E conheço uma meia dúzia de crianças fantásticas que tão fazendo limonadas desses limões.

    • Ana Farias
      28/06/2012

      Já vi a chamada e me interessei em ver, mas preciso baixar pq perdi muitos capítulos. Quanto aos kids, tomara que vc tenha razão. Eu meio que tô bem assustada com o rumo que as coisas estão tomando, sabe.

  2. 3. thais faria
    28/06/2012

    adoreiii as fotos dessa campanha.
    Não viajou não rs , é verdade as pessoas estão precisando aprender a respeitar as diferenças sem menosprezá-las.

    • Ana Farias
      28/06/2012

      realmente!

  3. 4. Marion
    28/06/2012

    Ana, adorei as fotos e o post. Tem que ter coragem para ser você mesmo, hj se vc fica fora do padrão é tão criticado. Mas se for o jeito, danam-se os outros, pois não há coisa pior do que tentar ser o que não é. As pessoas deveriam perceber que é tão mais interessante ser diferente do que ser mais um bonequinho que segue um grupo apenas para ser aceito.

    Beijos! :)

    • Ana Farias
      28/06/2012

      Com certeza! Todo grupinho acaba ficando boring muito rápido.

  4. 5. Cristiane
    28/06/2012

    Ana, que post bacana!! E o lema da campanha “Never Hide” fala por si só – seja autêntico sempre! E nada de querer agradar aos outros. Uma música que está sendo meu lema é “eu me amo” do Ultraje a Rigor e o refrão diz “eu me amo, eu me amo, não posso mais viver sem mim”
    Beijos!!!

    • Ana Farias
      28/06/2012

      que bom que gostou! beijo!

  5. 6. Mery
    28/06/2012

    Linda a campanha mesmo, já votei querida!! Boa sorte!!! BJokas

    • Ana Farias
      28/06/2012

      Não entendi, Mery, votou onde? bj

  6. 7. Juliana Mendonça
    28/06/2012

    Oi, Ana!
    Adorei a foto da mocinha dançando e levantando as pernas e das amigas chegando com tudo na “festa” e ainda pegando uma uvinha, rsrs!
    Muito a minha cara (de pau!?), hahahaha!! Ou a cara da minha mãe… Porque sempre escuto: “malcriada como a mãe” ou “ela tem uma resposta na ponta da língua, igual à mãe dela”… Mas não sou malcriada, mal educada, muito ao contrário, sou extremamente educada, cordial, sem demagogia! Mas não sou hipócrita e tenho opinião. O problema é que todos pensam (eu acho, rsrs), mas ninguém fala… Então eu falo o que penso – e entendo por isso ter opinião, concordar ou discordar, e não o direito de ofender ou falar o que penso de alguém e, até que eu não concorde, saber como manifestar. Pois muitos acham que podem falar o que pensam “na cara” da pessoa mas, para mim, temos até o “direito” (porque cada um sabe da sua história) de pensar algo sobre alguém, mas não o de falar. Daí a semelhança com minha mamããããe, hehehe!
    Ai, falei muito, acho que me enrolei, rsrsrsrs!
    Amei as fotos, bjks!

    • Ana Farias
      28/06/2012

      Acho que a gente tem que ser sincera, sabe, mas tem limite pra tudo. Tipo, pra que “mandar a real” pra alguém que não pediu nossa opinião, entende? Em nome de sinceridade/autenticidade muita gente aproveita pra ser só mal educado mesmo. Essa que é uma das grandes conquistas da vida, saber dosar nossalíngua e nossa personalidade! rs beijo e pode falar o quanto vc quiser! ;)

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