12/04
2012
Será a Glamour a nova Nova?
Categoria(s) Comportamento, Livros e Revistas, Off-Topic
Ana Farias

Faz uns dias já que comprei o primeiro número da Glamour brasileira. Passei o olho por ela rapidamente, mas só hoje parei pra ler (consultório médico, dá pra devorar metade de Guerra e Paz antes de ser chamada).

Resumindo minha impressão geral, a revista tem uma mega vibe Cosmopolitan para adolescentes.

Não sei se nunca tinha parado pra ler direito os exemplares estrangeiros que passaram pela minha mão, mas isso me surpreendeu um pouco. Matéria ensinando a fazer sexo oral no bofe, texto enaltecendo orgia só porque o evento acontece em Londres e os participantes são super ricos, jovens e bonitos – juro que queria ver a abordagem se o bacanal fosse na Vila Mimosa!

Assim, não sou nenhuma puritana nem nada, mas qual o por quê? Da existência? Do gasto material e profissional? Por que não falar de sexo de uma maneira mais responsável e de forma que faça diferença? As manhas a gente aprende com observação – in loco ou sintonizando no Multishow sábado depois de meia noite (quem nunca). Não tem roda pra ser reinventada, e já basta a Nova e suas 754 dicas mensais de sexo avassalador - tanto que o manual precisa ser lacrado! hahaha

O que pra mim pareceu deslocado é que a revista é extrema e explicitamente teen. Não teen “amo a franja do Justin Bieber”, mas ainda assim teen. Início dos 20 teen. Pode não ser de propósito, mas é o que dá a entender pela linguagem e pelas matérias, tudo curto, superficial e com vocabulário facilitado. Porque né, é muita urgência nessa vida, ninguém tem tempo pra apreciar o que se está lendo nem pra refletir sobre.

As informações são mínimas e a comunicação é feita por fotos mais do que com palavras. Daqui a pouco não se entende mais nem com seta. A professora em mim grita que essa “modernização” de conteúdo só contribui pro empreguiçamento mental que a gente assiste aí todo dia.

Não falo do conteúdo em termos de novidade porque hoje em dia não dá pra pegar uma revista e esperar tópicos inéditos – a internet transforma tudo em notícia velha depois de duas horas, não tem como competir. Por isso acho que não dá pra revista querer acompanhar o ritmo, tem mais é que (re)encontrar o seu.

E isso vale pra linguagem e pra valor de informação também. Pra que pagar pra ver uma página com fotos de artistas que se inspiram nos pôneis malditos e pintam o cabelo de rosa e um textinho de dez palavras que se resume na frase a moda agora é ter cabelo rosa, se meses atrás o povo já tava cansado de ver foto disso de graça no google (e provavelmente já tinha concluído que entre artistas a moda agora é ter cabelo rosa)? Não é sobre o que se fala, e sim sobre como se apresenta o conteúdo, e de uma forma geral achei tudo muito fraco.

Mas a revista tem seus pontos fortes, claro. A seção de beleza eu adorei. As de moda também, embora eu pessoalmente acredite que seriam muito melhores se focassem menos no mundo fantástico das it girls e apresentassem algo diferente do que já é repetido por aí – sei que é a abordagem do franchising, gente, mas não faz sentido. Já existe revista demais estapeando a cara da sociedade com suas roupas grifadas e suas camisetas podrinhas pela bagatela de dois mil reais.

Quando vão lançar uma boa revista com dicas acessíveis pro público consumidor de moda que não tem um orçamento condizente com o de uma herdeira, e que não possui pretenções de se endividar a troco de it bag? Ou seja, que não pretende ser parte do grupo preferido de uma vendedora da Daslu, aquele que “faz das tripas coração pra comprar o que quer” (página 83)?

Aliás eu nem sabia que ser “dasluzete” era tão hype e especial, pra mim essas meninas eram só vendedoras da Daslu. Mas, de qualquer forma, a entrevista com elas é uma das melhores coisas da revista: embora com certeza não fosse a intenção, elas ensinam direitinho alguns dos artifícios que usam (e qualquer outra vendedora costuma usar) pra fazer a mulherada fechar compra. Meio como um manual pra não cair em tentação por causa de #truques.

As seções de comportamento e amenidades foram gasto desnecessário de florestas, árvores faleceram for nothing. Pra não dizer que desgostei de todo, uma matéria (que podia ter rendido MUITO mais) foi boa: a visão de profissionais de diferentes formações sobre a eterna angústia e insatisfação feminina no matter what. Fecharam nas que estão entre 25-35, mas acho que o buraco é mais embaixo, e não importa a idade pra se sentir frustrada por não ter, por não ser, ou por precisar demais do novo pra se sentir feliz (coisas, pessoas, ganhos, etc). Teve também a menina que perdeu a irmã gêmea, que se suicidou – um assunto muito triste mas compartilhado por outras pessoas, e que merecia ter sido abordado e discutido de forma muito mais profunda.

No todo, faltou coesão, acho. E sobrou exemplo de contradição. Uma hora tá a diretora magérrima se gabando de ter perdido três quilos, aí depois uma foto da Marylin Monroe toda gostosa de biquíni e a frase “antes da glorificação do skinny havia algo chamado sexy“, mais pra frente uma matéria ensinando truques pra emagrecer/parecer mais magra vapt vupt. Ainda no editorial, a definição que se dá pra revista é que o glamour a que se propõe é “zero esnobe, pra todos os gostos e bolsos”, e não é isso que se vê já nas páginas seguintes.

Mas o que não entendi MESMO foi uma matéria que vai gerar outro post no final de semana – porque este aqui já tem palavras demais, né gente! rs

ps: a foto é da queridíssima Fernanda Alves, que escreveu sobre a revista no So Shopaholic e pelo visto teve a mesma impressão que eu.

ps2: gente, a brincadeira da comparação com a Nova foi só por causa da parte do amorzinho quente e safadjenho, tá! rs São duas revistas bem diferentes!



68 comentários
Comentários
68 comentários em "Será a Glamour a nova Nova?"
  1. 12/04/2012

    Aninha
    Eu não leio esse estilo de revista desde… nem lembro, mas pelo nome achei que seria diferente. Fiquei decepcionada sem ler… Rsss
    Bjoss

    • Ana Farias
      12/04/2012

      mas lê primeiro antes de se decepcionar, néééé! rs

  2. 12/04/2012

    Olha Ana, nem sou de comentar por aqui, mas senti uma necessidade depois de ler seu post. Ganhei a Glamour essa semana e essa é a revista mais bacana que li esse ano. Mas concordo em gênero,número e grau com você sobre essa falta de coerência em algumas matérias, que se a gente for olhar direitinho, está presente em boa parte da revista. Sobre a parte do sexo, bem, se comparado a revista Nova achei tudo bobo demais até, nada que a gente não leia na Gloss por exemplo. E acho até esse tema desnecessário porque depois da Nova ninguém tem muito o que criar… Não gostei também da crônica da Camila Fremder, pois sei que ela faz muito melhor, li seus textos no blog da Glamour e adorei, mas na revista me decepcionei bastante.
    Apesar da minha crítica e por mais contraditório que possa parecer, vou comprar a próxima edição! ;) Vou ficar espiando sempre esse post pois os comentários prometem ser polêmicos.

    • Ana Farias
      12/04/2012

      Eu morria sem saber que a Gloss tinha esse tipo de matéria! Tem muito tempo que não compro a revista. Meu problema maior com a Glamour foi a simplificação extrema da linguagem, e uma parte de comportamento micha (vamos ver como vai ser mais pra frente, né, de repente melhora, mas comportamento não é coisa pra se falar em 400 caracteres). beijo!!!

  3. 3. marcela de vasconcellos
    12/04/2012

    Eu achei a matéria do bacanal bem leve. Mas bem leve comparado a uma conversa entre amigas íntimas, ou comparado a uma Nova ou a qualquer outra coisa onde o assunto seja esperado.
    Realmente não esperava o assunto numa revista que substituiu a Criativa, revista que gostava tanto e que era mil vezes melhor. Mas eu acho que foi só deslocamento, de repente a revista é realmente voltado para esse público que tá velha demais pra Capricho e que não quer pagar de ex-adolê com a Gloss embaixo do braço no estágio.
    Eu sempre fui meio velha pras coisas, achei a linguagem ruim, as escolhas de matérias ruins…

    Disse no post da Fê que o relato da moça que perdeu a irmã foi tratado muito superficialmente, deveria ter sido acompanhado de um aconselhamento ou “avaliação” de um especialista. As crônicas sobre a mais feia da festa e como ser uma bitch nem merecem comentários.

    Enfim, ao invés de procurar um meio novo de se estabelecer no mercado eles só imprimiram mil posts de mil blogs e compilaram. De repente eu seja público alvo de uma revista um pouco mais madura.

    Mas essa é só minha opinião e eu não sou nenhuma it girl cuja opinião valha a pena ser ouvida.

    • Ana Farias
      12/04/2012

      “As crônicas sobre a mais feia da festa e como ser uma bitch nem merecem comentários” – são justamente as que vão render mais comentários! hahaha

  4. 12/04/2012

    Eu acho que essas matérias de sexo das revistas femininas são criadas com dois objetivos: o primeiro é enganar a pobre leitora que acha que vai deixar um homem apaixonado dando uma “chave de perna”. A segunda é diversão. Das editoras, claro, que devem MORRER DE RIR escrevendo essas coisas. E falando de revistas, a mais legal (e menos pretensiosa que eu já li) é a TPM, que eu adoro!

    • Ana Farias
      12/04/2012

      AMEI! rs deve ser verdade mesmo!

  5. 5. PRI
    12/04/2012

    Peguei a Glamour hj, de uma amiga e adorei!! Achei bem melhor q Gloss e Criativa q eh só propaganda e roupas ridículas! Além de ter bem mais páginas e pelo msm preço. Achei ela dinâmica e adorei a qtd de imagens q deixa a revista mais divertida! A Nova acho idiota (embora a anos atrás ja até assinei, hj vejo q eh uma viagem)! N dá p/comparar c/a Nova!! Gostei mt da Glamour!! Bjus

    • Ana Farias
      12/04/2012

      realmente é bem dinâmica!

  6. 6. rafaela
    12/04/2012

    Achei a Glamour mt legal! Qto as Dasluzetes já tinha lido algo, q são meninas bem nascidas msm e q ganham super bem. Achei legal mostrar essa realidade, n imaginava como era! Acho q a ideia da revista é ter uma linguagem de blog, rápida e c/imagens. Achei muito legal! Beijos

    • Ana Farias
      12/04/2012

      Ah, Rafa, a gente cansa de ver essa realidade em tudo que é revista. Queria ver uma realidade mais real, mas é utopia minha mesmo, pq o que vende é sonho.

  7. 7. Karol
    12/04/2012

    Eu comprei assim que saiu e devorei no mesmo dia (afinal, o marketing foi tão forte que queria ler logoo). E juro que me vi “devo ser um et, pq sou a única a achar ‘Querida/Atrevida’ uma revista que todo mundo está amando”. Não sei se o público é realmente o teen (penso que não), mas em tudo vi mensagens no estilo mulher-de-30-que-pensa-que-tem-15, desde o layout até as matérias. Não desgostei, e vou comprar mês que vem de novo, mas achei o tom da revista um tanto adolescente demais.
    Tb fico na dúvida com relação a substituição da Criativa…pq definitivamente a leitora da Criativa (não é o meu caso) não vai gostar nada da Glamour.

    bjoo e obrigada por tirar o sentimento de solidão, achando que só eu tinha pensado isso ahahahaha

    • Ana Farias
      12/04/2012

      hahaha obrigada você por me tirar do sentimento de solidão tb! rs (e não somos as únicas!)

  8. 8. Bia Maia
    12/04/2012

    Ana, eu adoro quando vc faz post assim! Eu acho essas revistas femininas um desserviço à autoestima feminina. E é exatamente isso que vc falou, rola toda uma incoerência, em uma página fala contra a ditadura da magreza e na outra da dieta da moda pra “secar”. Aí colocam uma sessão bacana sobre comportamento, o quanto é difícil ser uma mulher moderna e as frustrações de não dar conta de tudo, e no fim uma dica ishpérta pra vc dar conta de tudo. No fim das contas, contribui mesmo pra imbecilizção da mulher, porque sempre tem uma fulana que consegue ser linda, magra, malhada, saudável, tem filhos educados, marido apaixonado, faz sexo selvagem, é elegante, excelente profissional, simpática, salva o mundo das cáries e ainda come brigadeiro direto da panela, porque é gente como a gente. Ah, faça me o favor! E também tenho faniquitos com essas “matérias” de 10 linhas com linguagem pobre. É pra infartar essa pequena jornalista, viu…
    Muito bom o seu texto, gostei mesmo! É difícil ir na contramão da simplificação. As pessoas em geral tem ficado com preguiça de ler qualquer coisa com mais de 10 linhas. Eu, sinceramente, prefiro mil vezes a minha Piauí com entrevistas de 7 páginas da grandona, ainda por cima!
    Beijo!

    • Ana Farias
      12/04/2012

      Ai, Bia, sinta-se amada.

    • 9. LucianaRJ
      12/04/2012

      O comentário da Bia é o melhor EVER. Nem preciso falar mais nada, assino embaixo de tudo!

    • Ana Farias
      12/04/2012

      muita coisa!

    • 10. LucianaRJ
      12/04/2012

      Esqueci de um PS: Eu amo a revista BRAVO!

  9. 11. catia
    12/04/2012

    ainda não li a revista mas isso aqui fez ela cair uns trilhões de pontos:
    https://twitter.com/#!/GlamourBR/status/190587901883596800

    • Ana Farias
      12/04/2012

      parece mais twitter da revista tititi. Mas ó: já peguei horrores no twitter da RG tb.

  10. 12. Danielle
    12/04/2012

    Adorei o post! Estava mega empolgada para comprar a revista, mas folheei-a na banca e, sinceramente, perdi o interesse!
    Realmente tem uma coisa meio conteúdo da Nova com cara de Gloss. E outra, Juliana Paes na capa? Uma mulher de mais de 30 anos para uma revista que fala com quem tem 20?
    Acho que fiz bem em não comprar. Ri muito lendo seu post!!
    Bjão

    • Ana Farias
      12/04/2012

      acho que a ideia deles é falar pra mulher de 25-30, hein! Por isso achei tão infantilizado o conteúdo.

  11. 13. catia
    12/04/2012

    complementando meu outro comentário, pelo menos no twitter (e no site), a glamour tá parecendo bastante uma revista de fofoca! lançando notinhas tipo “será que a kim kardashian e kanye west estão namorando?” e logo depois uma com uma foto de uma mancha suspeita no pescoço dela e a dúvida “será que é problema de pele ou foi o kanye?” gente…

    • Ana Farias
      12/04/2012

      celebridade vende.

  12. 14. Pricilla Nunes
    12/04/2012

    Oi Ana!!! Vi essa revista na banca no sábado passado e comentei com a minha mãe: “Parece Capricho pra quem tem mais de 30″
    Olhei algumas páginas e a coisa me pareceu “jovem demais” pra minha idade por assim dizer (tenho 33)… Rsrs!!! Revista com dicas de moda acessível, que inclusive, tem vários modelos de “fast fashion”, é a Looks – mais por menos… Já comprei várias coisas por ter visto e gostado na revista e tb. já aconteceu de eu já possuir alguma dica da revista, o que pra mim, prova que o que a “Looks” publica, realmente é algo pra realidade do meu bolso!!!

    • Ana Farias
      12/04/2012

      É, falei da Nova mas lembra a Capricho tb! rs Gosto da Looks, já até falei dela aqui.Só que queria uma revista MAIOR, com mais possibilidades pro público B-C, porque né, já deu de público A.

  13. 15. Luciana
    12/04/2012

    Primeira e ultima vez que compro a revista, porque mais da matade da revista e propaganda ou seja sem espaco para ter materias.

    • Ana Farias
      12/04/2012

      MUITA propaganda! Mas a maioria delas é assim. A Vogue americana quase não tem matéria nenhuma, é só publicidade.

  14. 12/04/2012

    Ana, assim que li sobre a substituição da Criativa pela Glamour já fiquei meio assim, pois gostava, com ressalvas, da outra revista.

    E depois de seu lançamento, só pela capa já estranhei essa vibe exageradamente teen que não condiz muito com a revista anterior. Ainda não li, mas já acredito que não vou gostar. Uma droga, neh? =/

    Bjins

    • Ana Farias
      12/04/2012

      Cris, compra pelo menos uma antes de se decidir. As seções de moda e beleza pagam a revista, sério.

  15. 12/04/2012

    Posso falar? Preferia mil vezes a Criativa!

    Beijos,
    Carol Veronese
    http://retratoseretalhos.com.br

    • Ana Farias
      12/04/2012

      Gostava médio da Criativa…

  16. 12/04/2012

    Eu fui procurar a revista nas bancas mas não achei mais, e já começo a achar que foi uma boa….rs. Parei de ler a Nova pelos motivos citados acima (e porque tinha vergonha quando a revista chegava em casa e meu pai que pegava na garagem com aquelas chamadas de sexo em letras garrafais….rs) e Gloss porque para mim, deixaram de ser atrativas. Tentei ler Vogue, mas aquele tanto de anuncio me irritou e ultimamente só tenho acompanhado a Womens Health e a Lola, que apesar de ter editorias somente para mulheres ricas, as outras matérias compensam. Beijos

    • Ana Farias
      12/04/2012

      Olha, uma vez pedi pra minha ex-sogra comprar a Nova pra mim no caminho da padaria. Quando ela chegou era tanto “orgasmo” “sexo” “posições” na capa (mais a capa em si, que é sempre mulher se oferecendo sexualmente), que eu morri de vergonha!

  17. 19. Michele
    12/04/2012

    Ainda bem que li este post, ontem fui em uma banca comprar umas revistas, chegue a pegar a Glamour, mas acabei devolvendo ..
    Sábia decisão ..
    :D

    Mi Moças, Visitem meu Blog!
    Esta em contrução ..
    http://miifazmoda.blogspot.com.br/

    • Ana Farias
      12/04/2012

      Michelle, na verdade falei de alguns pontos que não gostei nem um pouco (deixei de lado outros que não vem ao caso), mas acho que a gente tem que ver com os próprios olhos antes de decidir,viu! rs Dá uma olhadinha, quem sabe o que ela tem de bom pra vc supera o que é ruim! :)

  18. 20. Fernanda Mello
    12/04/2012

    Tb nao gostei nada da revista. Comprei de curiosa para ver se valia a pena. Algo nao me bateu com a Julina Paes na capa e o nome da revista. Algo desconexo que nao sei explicar. Nao gostei da diagramacao. Muita foto, mt informacao visual, quase uma poluicao e pouco conteudo. Acho q eles se perderam feio! Nem pra adolescente, nem para as meninas mais maduras.

    • Ana Farias
      12/04/2012

      Nada redonda essa edição.

  19. 21. Milla Q.
    12/04/2012

    Nossa, Ana!!! PERFEITAS as suas observações!!! É por essas e outras que adoro seu blog!!! No meio das coisinhas que “as minas piram” há reflexão!!! Parabéns!!!

    • Ana Farias
      12/04/2012

      beijo sua linda! e quero mais resenha! ;)

  20. 12/04/2012

    Não poderia ter falado melhor sobre a versão brasileira da Glamour, eu assinava a Criativa (só por causa de uma promoção) e com troca foi a Glamour que chegou aqui em casa. Comecei a ler, passava as páginas e quase nada me prendia a atenção, só foto, foto, propaganda, propaganda de novo, foto, foto e eu pensando “mas onde estão as matérias?”.

    Sinceramente, vou cancelar a assinatura, não gostei da nova turma e da abordagem dela, que consegue ser pior nos quesitos “faça assim com o seu homem”, “faça assim na sua cozinha”, “não aja desse jeito, é sem classe” da revista americana….

    • Ana Farias
      12/04/2012

      são duas revistas MUITO diferentes… Na verdade não substituíram a Criativa, ACABARAM com a Criativa!

  21. 23. Fernanda Coelho
    12/04/2012

    Ai Ana! Me sinto consolada em saber que mais gente sente falta de revista que fale a língua da mulher que trabalha, estuda, tem casa para cuidar, paga suas contas e não tem paciência para o must have da semana.
    Moda, beleza, comportamento…podem ser assuntos fascinantes, mas não entendo o motivo de tanta insistência nos conteúdos fracos e rasos.

    • Ana Farias
      12/04/2012

      é a modernidade!

  22. 24. Juliana Mendonça
    12/04/2012

    ” (…) – juro que queria ver a abordagem se o bacanal fosse na Vila Mimosa!” já valeu por tudo!!!!

    Mil bjs!
    @_JooJooBah

    • Ana Farias
      12/04/2012

      hahaha

  23. 25. Belle
    12/04/2012

    Falou e disse tudo. Para mim todas as revistas de moda hoje em dia são horríveis, só propaganda de coisa cara e sem noção para bolsos normais. As meninas querem ser ale garattoni, lala rudge e mariah. Cadê identidade e estilo próprios??

    • Ana Farias
      12/04/2012

      é que nada vende como sonho de vida perfeita, né? Aliás, só sexo! rs

  24. [...] disse a Bia Maia, em seu ótimo comentário no post sobre a revista Glamour, que certas revistas causam “um desserviço à autoestima feminina”. E acrescento: ao [...]

  25. 27. Fernanda
    12/04/2012

    Não leio revista desse tipo desde a…Capricho rs. Tem tempo.

    • Ana Farias
      12/04/2012

      rs

  26. 28. Cristiane
    12/04/2012

    Ana adorei o seu post. Comprei a revista e achei o conteúdo dela muito fraco.Uma decepção =( bjus

    • Ana Farias
      12/04/2012

      Mesmo a parte de beleza?

  27. 29. Eloisa
    12/04/2012

    No geral, eu gostei da revista, mas a edição americana é muito melhor. Espero que não vire um manual de sexo como a Nova, que já foi uma revista muito interessante (mas isso era quando a Fatima Ali era a editora – entreguei a idade!!).

    • Ana Farias
      12/04/2012

      Acho que não vai virar uma Nova, não, mas o tom dessas matérias foi tão… cosmo!

  28. 12/04/2012

    Comprei a revista por curiosidade e no geral achei bem fraca. Muita propaganda, editoriais de moda com preços fora da realidade, enfim. Não me animou a comprar de novo.
    Mico mesmo foi a Nova deste mês. As matérias até que estão razoáveis, mas fiquei passada com o brinde: um lápis de olho com a validade perto de vencer. ¬¬

    • Ana Farias
      12/04/2012

      Kárin, lá fora as empresas dão miniaturas de produtos nas revistas pra angariar possíveis clientes, aqui é pra de se desembaraçar de material que não vai vender. Algumas fazem isso inclusive com os blogs!

  29. 31. Ana Zilio
    12/04/2012

    Não é só a revista que é meia boca, o site também deixa muito a desejar. Conteúdo muito pobre. Não vale o $ gasto, menos ainda as árvores mortas. E a versão inglesa (que eu acompanho + do que a dos outros países, pq costumam ter capas melhores, com artistas que gosto +) não são tão fúteis assim.

    • Ana Farias
      12/04/2012

      o site só não tá pior que o twitter.

  30. 32. isabele carestiato
    12/04/2012

    Concordo, achei a revista bem fraca e com algumas matérias desnecessárias.

  31. 33. Erica
    12/04/2012

    Oi Ana,
    Gostei da revista, acho que ela tem uma visão jovem de moda e consumo, claro que não é opinião unânime, mas não acho a revista desqualificada e acho que não é o fato de a festa ser em Londres que foi motivo da matéria, mas um assunto novo que está sendo abordado.
    Enfim, desculpe, mas seu comentário foi “so boring”, chatinho mesmo, sabe?
    Entendo que você possa não gostar das it girls, que às vezes estão mais para it malas, mas o fato é que essas meninas geram uma publicidade incrível, aumentam as compras e assim como as novelas, formam opinião e geram a necessidade do seu público de consumir.
    Em resumo é isso, espero não soar agressiva, mas é mais fácil para suas seguidoras concordarem com você, então achei interessante colocar minha opinião diferente.
    bjo, Érica

    • Ana Farias
      12/04/2012

      Erica, não disse que a revista é desqualificada de todo, meu problema maior com ela foi na parte de comportamento – que pra mim é o que dá o tom pra um veículo (seja ele um blog, uma revista, um programa de tv, etc). Por exemplo: a Nova tem uma seção ótima de beleza, mas quem vê isso diante de tanta dica inútil? Não gosto da Nova porque glamoriza a mulher que é moderna por ser mega sexy e liberada sexualmente, e só. Da mesma forma, seguindo esse perfil de comportamento, não gostei da Glamour pq achei infantil, bobinha, chatinha. Acho que “so boring” é essa babação de ovo com gente que tem como grande realização na vida ter nascido numa família rica. “So boring” é dar continuidade a esse tipo de comportamento ao invés de ir contra ele. Quando vc lê um monte de comentários que ratificam e complementam parte de minhas opiniões, não é à toa: esse é o perfil do meu blog, logo quem entra aqui com mais constância geralmente concorda com meu ponto de vista (ou com parte dele). Não concordam comigo só pq são minhas “seguidoras” (não gosto dessa palavra, não tô aqui querendo catequizar ninguém), mas sim lêem o blog pq se identificam com o que falo de uma forma ou de outra. Não tenho problema algum quando a opinião é diferente, até pq de uma forma geral quem usa o espaço de comentários do TT o faz inspirando um debate saudável e educado – graças a deus esse é o perfil da maioria das pessoas com as quais compartilho o que escrevo. Agora, em relação à novidade de Londres… bom, bacanal não é algo novo/moderno/transgressor desde a Antiguidade. beijo

  32. 34. Gisa
    12/04/2012

    Ola meninas, comprei a revista mais por curiosidade mesmo, achei divertida, acredito que ela seja voltada para um publico de no max 28 anos, com cabeça teen, que procura algo para se distrair, passar o tempo, se divertir, mas pra quem procura algo com conteudo, cultura, comportamento, um publico mais cabeça, ela realmente nao tem nada haver… Eu por ex não sou um exemplo de publico alvo da revista sou casada, tenho uma filha, dona de casa, tenho formacao profissional trabalho fora, entao procuro em revistas algo que agregue… no momento pra me distrair gosto muito da lola, leio alguma coisa da Claudia quem tem um mix de tudo, pode nao ser tao inteligente mas é um pouco mais voltada para o meu perfil, enfim mas pra folhear, ficar um pouco antenada com esse mundo teen, vale a pena…
    Bjss

    • Ana Farias
      12/04/2012

      Gisa, meu problema é justamente esse “público de 28 anos com cabeça teen”… rs Beijo!

  33. 35. Mari
    12/04/2012

    Estou atrasada no comentário, mas queria ler a revista primeiro para depois ler seu post. Não quis ser influenciada, sabe? rsrs
    Mas você tem toda razão. E sabe o que irritou na revista? Essa coisa do “in” e “out”. Até para beber drinks você precisa saber o que está em alta. Sinceramente? Na minha humilde opinião, não há nada mais brega que mudar de gostos, hábitos e armários porque em Paris não se usa mais isso.
    Beijos

    • Ana Farias
      12/04/2012

      ninguém diz que nada mais out do que deixar que os outros decidam o que vc tem que gostar, né.

  34. [...] que eu tinha achado periguetchinha fraquinha a primeira edição da Glamour no quesito comportamento, [...]

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