31/08
2010
Laser Ablativo CO2 Active Fx- Eu fiz!
Categoria(s) Pele
Ana Farias

Amoras, após um longo período de marca e desmarca, ontem eu FINALMENTE consegui me submeter ao (doloroso) procedimento Laser.

O marca e desmarca é simples: você precisa ficar afastada do mundo real (pro bem do mundo, diga-se de passagem) de 7 a 10 dias. E a gente sabe que não dá pra sair tirando 10 dias de férias assim tão fácil…

Férias bem diferentes, aliás rsrsrs. Onde a gente se transforma no Mun Rá.

Mas tem um objetivo.

Antes de mostrar pra vocês o andamento da coisa vou publicar qual é a intenção e o resultado esperado.

Quero deixar claro que EU optei por ESSE procedimento em razão do tempo. Existem muitos outros tipos menos agressivos, mas que levam um tempo maior pra mostrar os resultados completos. Esse é mais agressivo, mas em compensação já resolve vários ploblemas de uma vez só: manchas de uma vida toda antes da existência do protetor solar, rugas, flacidez.

Desconfio até que deve dar jeito em alguns tipos leves de desvio de caráter, mas isso ainda não está cientificamente provado…rsrs.

Também faço questão de deixar uma coisa beeeem esclarecida: dói. Dói bastante na aplicação. Se você não tem uma tolerância de média pra alta em relação à dor, não faça de jeito nenhum.

Mais uma vez entra aí o fator pessoal, eu tenho um limiar enorme pra dor. Aguento na boa, não que isso seja uma grande vantagem em geral, mas nesse caso foi.

Por isso a escolha de um procedimento a Laser deve ser muito discutida com seu médico; de preferência alguém que já conheça as reações do seu organismo e que possa te oferecer a melhor opção no seu caso específico. Já frequento o consultório da minha médica há bastante tempo, por isso tive confiança no que ela me apresentou como opções.

Eis o procedimento:

Resurfacing com laser

O objetivo da técnica já consagrada é simples: substituir a pele danificada por uma nova. Mas as técnicas de resurfacing atuais mudaram drasticamente incorporando vantagens comparadas as anteriores: elas não só permitem o tratamento de peles mais escuras como graduam a intensidade permitindo um resurfacing leve, moderado ou profundo. O alvo do resurfacing à laser é:

• Linhas finas na face, especialmente as periorais, periorbitais, malares e testa.
• Flacidez na pálpebra.
• lesoes hiperpigmentadas e a não uniformidade na cor da face.
• Cicatrizes (especialmente cicatrizes de acne).
• Flacidez no pescoço e do contorno facial.
• Manchas brancas nos braços (sarda branca).

Como funciona o resurfacing

Tanto os feixes laser de CO2 quanto o de Erbium-YAG, já consagrados na realização do resurfacing apresentam grande afinidade pela água, causando rápido aumento de temperatura e vaporização tecidual . O laser de Erbium-YAG causa pouca lesão tecidual, mas penetra menos profundamente na derme, apresentando resultados comparáveis aos peelings médios. Já o laser de CO2 provoca maior grau de lesão tecidual, com bons resultados nos casos de indicação de peelings profundos, com penetração até a derme reticular. O Laser de CO2 também oferece o benefício de aquecer as camadas mais profundas da pele, estimulando, portanto, ainda mais a remodelação do colágeno e a contração futura

Já o resurfacing fraccionado (fiz esse)

O feixe de luz é separado em vários micro feixes de luz, como se fosse um chuveiro, e atinge micropedaços (pixels) da pele, deixando pele intacta entre as ilhotas atingidas. Essa pele intacta facilita a cicatrização das colunas de tecidos atingidos pela lesão.

O que é o laser resurfacing fracionado com Active FX?
ActiveFX é um laser de CO2 fracionado que realiza em uma única ou poucas sessões o tratamento com uma recuperação muito menor que o do Resurfacing tradicional com CO2. Com melhora impressionante nas linhas, rugas, cicatrizes, flacidez as e outras irregularidades da pele.

Vantagens do de co2 fracionado
As pequenas “pontes” intactas sobre a pele em meio a ilhas de pele tratada permite a restruturação da epideme de uma forma muito mais rápido e possibilita ao paciente um retorno mais breve as suas aitividades normais. Além disso, o ActiveFX emite raios C02 que, na história do laser, mostrou resultados mais efetivos no rejuvenescimento.

O que esperar do Active FX

Resultados mais efetivos pela maior penetração do CO2 sem tantos problemas em função do fracionamento da luz. O tratamento pode ser realizado em sessão única ou múltiplas dependendo do grau de comprometimento da pele e da conveniência do paciente que pode optar por tratamentos mais ou menos intenso

Como é realizado o Active FX?

Para este tratamento, o paciente deve se abster de tomar sol por 30 dias antes do procedimento e neste período utilizar protetores solares. Os anestésicos tópicos podem ser aplicados em casa ou 90 minutos antes do procedimento, esse creme será reaplicado na clinica antes da sessão uma hora antes do procedimento.

Para as pacientes mais sensíveis um comprimido relaxante pode ser usado 1 hora antes do procedimento, desde que não vá dirigir após o procedimento.

Feixos de laser fracionado , sob absoluto controle de características físicas são emitidos Após a aplicação, a pele fica vermelha. A Pele tratada deve ser exposta a uma lâmpada especial para acalmá-la (LED) esse procedimento pode e deve ser repetidos nos primeiros dias após o procedimento pois o mesmo estimula a cicatrização. Os pacientes só devem deixar a clinica quando a sensação desagradável já passou.

Instruções detalhadas por escritos são fornecidas. O paciente deve se abster de sol por 2 a 3 meses após a aplicação e nunca esquecer o filtro solar.

Podem ser necessárias de 1 até 3 sessões, em intervalos mínimo de 4 semanas entre cada sessão. Os resultados aparecem progressivamente a cada aplicação e a pele continua a melhorar até 6 meses após a ultima sessão.

Antes: análise das condições reais da pele com o Visia


Esse aparelho é utilizado para fazer “um mapa do estrago” que o fotoenvelhecimento já causou até às camadas mais profundas. Manchas que você nem sonha ter já são detectadas por ele. As imagens são atualizadas sempre em intervalos de tempo entre as consultas, por isso é importante escolher um Dermato pra chamar de seu e permanecer fiél a ele.

Como não tem um modo mais delicado de fazer isso, foi simplesmente mostrar, tá?

dia 1

Fiz o procedimento ontem à tardinha. Hoje já amanheceu assim (isso é bom, tá) mais escuro do que vermelho propriamente dito. Sinal de que a cicatrização está a mil.

Por incrível que pareça, nesse estágio já não dói. É só o incômodo de sentir a pele repuxada, como uma grande queimadura de sol. Dá sensação de calor também, por isso o spray de água mineral é meu melhor amigo.

Amanhã tem mais.

:P

Dúvidas? É só comentar! Vou tentar destrinchar o máximo possível pra vocês.

comment da Ana:

ui, medo, muito MEDO! Minha tolerância pra dor é zero. Mas invejo a pele que vai sair de baixo desse bifinho, hein. Se eu não soubesse que dói assim, também faria. Depois desse post já não sei mais… :/

Infos:

Eu fiz com a Dra. Valéria Campos, aqui em Jundiaí mesmo.

O custo é calculado individualmente, porque acaba sendo um pacote (tem o infra red depois, pode ter peeling no pescoço, mãos, varia a cada caso), mas um procedimento a Laser com profissional dermatologista especializado nunca é barato, um investimento mesmo, à partir de R$1500, parcelado. À vista sempre rola um desconto bom, mas eu parcelei, lógicooo…rs.

Saliento: existem muitos outros tipos, tá? Cabe no bolso e na capacidade de suportar a dor de todo mundo, é só conversar.



28 comentários
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30/08
2010
O que amei no Emmy e um Hot or Not (?)
Categoria(s) Hot or Not?
Ana Farias

O Emmy é a premiação que eu mais curto assistir, porque é divertido, tem um glamour mais informal, não tem aqueles mil discursos chatos, e o melhor: conheço 90% do assunto, já que assisto muito mais tv do que vou ao cinema.

Amei que Modern Family estivesse concorrendo a tantos prêmios, pra mim é o melhor seriado de comédia atualmente (bem do ladinho de Two and a half men e The new adventures of old Christine). Amei que a Sue Sylvester Jane Lynch tenha levado um por Glee. E mais que tudo, amei o Jimmy Fallon, que é o melhor host de todos os tempos – dei altas gargalhadas cada vez que ele aparecia.

Acompanhei a entrada das atrizes pra ver as que eu gostava mais (aliás, a morte a cobertura do E! com aquela tradução simultânea po-dre, hein. E nem tinha a opção de tirar o áudio e ficar só com minha compreensão – pobre – de inglês), e nem achei que os vestidos estivessem incríveis não, mas as maquiagens + os cabelos estavam demais!

Meus looks preferidos foram os mais fresquinhos, dá pra usar tranquilamente na vida real, vejam só:


Duas que eu sempre amo: a January Jones, que tava com um vestido meio conceitual demais pro meu gosto, mas com um cabelo tão lindo que me apaixonei e quero igual; e a Jayma Mays, que é sempre básica e ontem tava brilhando sozinha no tapete. Aliás, eu não gostava muito de cabelo solto em premiações, mas aos poucos tô revendo meus conceitos.


Duas que eu dificilmente gosto: a Leah Michelle, que tá quase sempre com uns vestidos meio “véia” pra ela, mas que tava TÃO linda, pena que a foto não faz juz (mas não amei o vestido não, aqueles babados saindo do forébis, acho que não orna); e a Tina Fey, que tá sempre de preto sem graça, e eu acho que tava com a produção mais incrível de todas.

Engraçado que eu nunca olho duas vezes pros vestidos mais escuros, mas foram meus preferidos da noite, os lisos e os trabalhados:


Categoria safe, com certeza, mas não deixam de ser lindos só por causa disso: Jayma Mays, de Burberry, e Julia Louis-Dreyfus, de Narciso Rodriguez – gente, essa mulher tem quase 50 anos, olhem só esse todo! Não sou muito fã de visual boi lambeu, mas nela tava muito bonito.


Tina Fey, de Oscar de la Renta, esse vestido é lindo demais, eu não entregaria no final da festa, fugiria. Mas o vestido que eu mais amei foi esse Armani da Jennifer Westfeldt, que levou o melhor acessório da noite pra casa: o namorido Jon Hamm – lindo-mas-não-demais e tão engraçado, o homem perfeito.

Agora, esses dois aqui embaixo eu não consigo decidir se gostei:


Eu gosto de um vestido com ares de antiguinho, tanto que o da Jennifer Westfeldt foi meu preferido entre todos. Mas assim, não gosto de vestido com várias saias. Então apesar de ter amado certos aspectos dos vestidos da Jewel (Zuhair Murad) e da Diana Agron (Carolina Herrera), tipo cor, tecido, bordados, não consigo decidir se gostei deles apesar da forma. As partes de cima são lindas, mas essa sobreposição de saias… não sei.

O que vocês acharam?

Uma que eu amei muito foi a Kerri Russell, mas acho que ela tava mais pra Cannes que pra Emmy. Ah, e todas as fotos do post são do Just Jared.



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Alguns Looks do Emmy 2009
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O que amei da Lumière O Boticário
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25/08
2010
Cosmetic Times, o primo do Morangão
Categoria(s) Colaboração, Compras Online
Ana Farias

Olá Meninas! Primeiro tenho que explicar que na última semana passou por aqui um vendaval de trabalho misturado com uma gripe tarada que me jogou na cama, praticou spanking e moeu meus ossos. Até pra respirar doía alguma coisa, sem falar nos espirros, que faziam tremer as paredes, um verdadeiro festival de horrores! A gripe se foi, mas o trabalho continua puxado, então pode ser que nas próximas semanas o bicho pegue de novo e os posts só saiam a cada 15 dias.

Hoje vou falar do Cosmetic Times, um site que parece até que é vizinho do Morangão. Comparei os endereços para devolução de produto e é um do ladinho do outro.


Apesar da diagramação da página ser bem diferente, ele tem o mesmo esquema de mostrar os Top 20 (promoções), tem indicação dos Produtos Recém Chegados e oferece free shipping. Sem falar no Loyalty Discount, que também é idêntico ao do Morangão (já na 2ª compra você ganha 1% de desconto na próxima e assim vai progressivamente até o máximo de 10%). Só não reembolsa o imposto, quando ele for cobrado no Brasil.

O frete é gratuito, aceita PayPal, Visa, Master e Amex. Eles garantem que são produtos 100% originais ou devolvem o dinheiro. Diz lá que se você não ficar satisfeito, pode devolver no prazo de 7 dias a partir do recebimento, coisa que você comprova com o código de rastreamento dos correios. (mas não precisei testar nada disso, thanks god!).

E tem brinde? Às vezes, mas depende do estoque deles, ou seja, não conte com isso. O que entrar é lucro! Comprei um Pore Minimizer da Clinique e no meu pacote só veio um “muito obrigado”, nem uma amostrinha pra contar história.

O que eu achei legal desse site é que o preço em dólar de qualquer produto é igual ao preço do Morangão, só que sem aquela palhaçada de diferença na cotação do dólar pros brasileiros. Mas é aquilo do risco que eu já falei. Se você for taxada eles te dão um beijo-e-um-queijo, porque reembolso que é bom, o Cosmetic Times vai ficar devendo.

E por que eu estou falando sobre este site? Porque já disse aqui mil vezes que toda compra pela internet proveniente do exterior tem seus riscos. Mas, é sempre bom quando temos opção de escolher os que queremos assumir.

Então, minha sugestão seria: para compras de 20-30 dólares, que têm chance de chegar sem taxação, pode ser melhor comprar no Cosmetic Times, que não reembolsa o imposto de ninguém, mas honra a cotação oficial do dólar. Já se você tiver com grana para um creme La Prairie, talvez seja melhor ir de Morangão, onde há a possibilidade de tentar um reembolso da taxa (porém com o preço final na hora da conversão pro Real). Entenderam o raciocínio?

Assim, a gente consegue tirar o melhor proveito dos dois sites. :)

Renata Kelly (colaboradora – compras online)



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O Morangão Enlouqueceu!
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Já recebeu produto errado do Morangão?
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O Morangão é Uma Mãe Pra Você!
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QOD Cosmetic Solutions
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LOVELY MORANGÃO
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25/08
2010
Estilo Pessoal – Crítica x Julgamento
Categoria(s) Evento, Moda
Ana Farias

No nosso Encontrinho no Interiorrrrr, a segunda etapa foi um bate papo descontraído com a Flávia, consultora de moda, designer e sócia da Juliana na lojinha de sonhos Madame Mix.

Entre várias dicas valiosas sobre como personalizar o look nosso de cada dia sem precisar sair etiquetada por aí, pagando de vitrine, a conversa chegou a um ponto crucial e muito importante – e não apenas em relação à moda: qual a diferença entre Crítica e Julgamento?

Reflexão para a vida

Bom senso é bom, todo mundo gosta e faz bem para a saúde física e mental. Conhecer a própria personalidade, o próprio corpo e as próprias expectativas pode ser considerada uma boa medida de nosso bom senso. Cada pessoa, com base nessas informações únicas e pessoais, tem a capacidade de construir seu estilo próprio. Uma fórmula feita por você e para você, que serve como referência para suas aquisições, independente de tendência ou estação.

O tesouro escondido nesse nível de auto conhecimento é aquele que te permite abrir o guarda roupas e pegar qualquer coisa para vestir, com a certeza de que vai abalar (no melhor sentido). Fica simples, porque na hora da compra, você só aposta em peças chave para você. Coringas exclusivos que te valorizam até se usados do avesso.

E a moda, que a gente gosta tanto de acompanhar? Detalhes.
O legal é usar um filtro e selecionar entre as novidades que pipocam semanalmente aquilo que pode somar pontos positivos no seu estilo.

Chegamos então à Crítica x Julgamento. Munidas de nosso estilo próprio, começamos a olhar o mundo – e todo mundo – a nosso redor, não é? É nesse momento que o veneno corre solto…

Ninguém é obrigado a gostar de tudo e concordar com as escolhas de todo mundo.
Porém. Entretanto.
Não é por isso que precisamos sair jogando nossas impressões verbalmente, ao vento, como se estivéssemos falando de bonequinhos de papel e não de pessoas.

Vejam a diferença:

crítica:
- o decote é muito profundo, não acho confortável.
- a saia é muito curta, não dá liberdade em qualquer ambiente.
- o blush está muito marcado, chama atenção para um ponto só do rosto mas não valoriza.

julgamento:
- coisa horrorosa andar com os peitos de fora!
- eu que não saio por aí mostrando a bunda!
- onde é a quadrilha? maquiagem mais brega, eu, heim…

Na Crítica percebemos pontos que não nos agradam e temos condição de argumentar, dentro das nossas escolhas de estilo pessoal.

Já no Julgamento, os mesmos pontos são reforçados por observações de valores pessoais. E como o próprio nome diz, valor pessoal só serve individualmente e as consequências de tentar impor valores pessoais acabam sempre em discussões vazias, porque juizado de valores é uma coisa que simplesmente não existe.

Esse Julgamento é uma coisa muito fértil e que se espalha por aí, na forma de verdades absolutas de moda, do tipo: saia balonê agora é out, chique é a miniminúscula. Jogue todas as suas tachas fora, agora o fyno são pedrarias. Salto nesse verão, só sabrina. E tudo que sair desse esqueminha se torna cafona e last season. Aliás, dizer last season também é last season. O quente é dizer hype.

Ou seja, a Moda é legal, as pessoas é que se apoderam dela e constroem verdadeiras muralhas. A solução? Ignore, baby!

Tome posse do seu corpo e embrulhe-o-to-do naquilo que te faz sentir deusa. Não existe preço para a postura de quem está de bem com a vida, consigo e com o mundo, por consequência. Porque vocês sabem o que acontece com as pessoas não ligam para regras e só usam o que gostam, por mais inusitado que seja, não sabem?

Elas lançam tendências. ;)

Fotos:











Como se não bastassem as roupas super fofas, viram quantos acessórios bacanudos? É de deixar a pessoa doida e bem acessorada (rs).

As head bands são criadas pela Michele e vocês podem conferir mais artes da querida aqui no Lolita de Cabaré, outro cantinho tentação de belezinhas.

Eu não resisti…

Tecla SAP:

last season – ultrapassado (na moda)
hype – sucesso, o que ‘está bombando’
head band – faixa elástica para cabelos

Amorecas participantes, estou devendo algumas fotos no email de vocês. Tive um problema viral, mas agora já está tudo ok. Vou enviar as que faltam.

Beju!



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24/08
2010
Sobre o tamanho do seu bolso
Categoria(s) Comportamento
Ana Farias

Quando eu era adolescente, nossa, eu fui uma dessas adolescentes revoltadíssimas, frustradíssimas e insuportáveis, sabem como? Bom, um pouco de exagero aqui, sempre fui carinhosa com meus pais, mas de vez em sempre era cheia das vontades.

Meus pais se mudaram de um bairro mais popular aqui de Niterói, onde morei dos 4 aos 13, pra um bairro em expansão na região oceânica, extensão de bairros praianos até hoje só de casas e alguns poucos prédios de no máximo 4 andares (como uma tiny mini Barra), cheio de condomínios de luxo. Então mudei de escola, deixei meus amigos de toda a vida pra trás. Algum tempo depois, quando eu já tava enturmada de novo, com novos amigos, meu pai decidiu que eu merecia ter uma “educação melhor”, e me colocou numa escola particular. Sétima série. Podem imaginar o horror de sair de uma escola pública pra um lugar cheio de patricetes e mauriçolas. Antes eu usava uniforme e kichute, e tinha um projeto de namoradinho que me olhava e dizia que eu era linda, sem nem ligar pra minha imensa monocelha de taturana. De repente olhava pros lados e só via surfista malhado e loiras oxigenadas com suas lindas roupinhas “de marca”. Eu não tinha roupa da moda, não tinha traquejo social, e, bom, resumindo, o bullying corria solto.

Um ano depois, já enturmada no “grupo dos cretinos” (aqueles que não são nem atletas, nem nerds, nem populares, nem músicos, nem bonitos/feios, nem religiosos, nem ativistas, e etc, então pra eles só sobra serem os piadistas), o problema deixou de ser a deprê da big mudança e passou a ser a deprê de não ter dinheiro pra acompanhar meus amigos, que viviam viajando pra casa de praia/serra, saindo todo fim de semana pra jogar boliche (não sei hoje, mas na época era caaarooo), dando festas em casas labirínticas. Calhou de ter uma crise financeira bem nessa época, e a gente ficou muito sem grana. Eu, ao invés de ser uma pessoa melhor e procurar compreender o lado dos meus pais, que se colocaram em, sei lá, vigésimo lugar pra poderem continuar pagando escola boa* e casa bacana, me tornei rebeldinha. E não é por nada não, mas me sinto tão mal com isso que hoje em dia se tem coisa que eu não suporto é adolescente rebeldinho.

Mas pra que essa trip down Memory Lane?

É que por acaso ontem fiquei colocando minha leitura de blogs de moda em dia, e acabei visitando outros tantos que não conhecia, e daí hoje fui fazer umas fotos numa loja de roupas baratex. Enquanto lá estava, me peguei pensando que houve época em que até roupa dessa loja era tipo coisa cara pra mim – não que fosse, necessariamente, mas é que a gente, como família, não era ligada em consumir roupa, a gente tinha o suficiente, sem se preocupar com moda. Isso só passou a ser uma questão na minha vida quando mudei pra tal escola de patricinhas oxigenadas**.

Claro que isso foi há mais de 20 anos (meodeols). Revista, só Capricho. Computador era uma caixona branca muito esquisita que ninguém sabia pra que servia e pouquíssima gente tinha. Então a gente não era inundada de informação de moda a cada pentelhésimo de segundo. Cosmético era outra coisa que não existia, só fui usar rímel na faculdade, e incolor (hahaha)! Agora é tanta infotentação que meo, fosse eu aquela mesma adolescente hoje, coitada da minha mãe. Tudo bem que a culpa é dela, que não me dava uns merecidos cacetes quando eu aloprava, né.

Então assim, vamos falar de hoje, que você chega na banca e tem seis mil revistas falando dos mesmos assuntos, e que quase todo mundo tem computador ou acesso a ele, e blog taí bombando muito a uma aba do Explorer pra quem quiser ler, e o bombardeio de info é frenético.

Blog é vitrine. Vitrine de todo tipo, pessoal, profissional, intelectual, pensem em qualquer pessoa que tem um blog, ela vai necessariamente se encaixar aí. Porque ninguém escreve pra não ser lido, todo mundo escreve pra colocar sua visão sobre determinado assunto pra quem quiser ler. Focando nos ditos blogs “femininos” (beleza, maquiagem, moda, comportamento), essa idéia de vitrine se torna mais clara ainda: é swatch de maquiagem, é comprinha, é look do dia. Essa vitrine, o blog, é uma ferramenta que possibilita conectar pessoas, e como é feita essa conexão, no caso dos blogs de beleza/moda, não é discutindo Proust nem Derrida (a não ser que dê na telha), é falando de opções de compra e de dicas de montação. E nem vou entrar no mérito de que isso seja futilidade, coisa da qual discordo totalmente, mas né, cada um com sua teoria de vida.

Em se tratando de textos que mostrem a experiência da pessoa com determinados produtos, e como a net graças a deus é democrática e qualquer um pode ter um blog, a gente encontra blogueira de tudo que é classe social, de tudo que é tamanho de bolso. Tem a que faz looks lindos só com coisa importada, tem quem mostra o que se pode fazer com nacionais baratinhos, tem a que mistura tudo. E isso vale de maquiagem à moda.

Eu tenho muita coisa fancy em termos de make, mas nadica de nada no armário. Só uma ou outra peça mais carinha, e mesmo assim nada caro demais. Porque por mais cara que seja, a maquiagem de luxo nunca será tão cara quanto uma roupa de luxo. E só a primeira eu posso me permitir, dentro de um certo limite. Roupa não. Então quando eu entro num blog high society, por exemplo, entro como se tivesse vendo um tapete vermelho do Oscar, ou um programa de viagens pra lugares exclusivérrimos, ou lendo aqueles perfis da Vogue: tá longe de mim, da minha realidade, e ponto final. Não vou ficar me desgastando com isso. Dá aquela pontada no coração, claro, e às vezes ouço o som de um violino solitário, mas ver o look carésimo de uma pessoa que pode pagar por ele não me faz entrar na paranóia de TER QUE TER IGUAL pra ser feliz. Nem sinto ganas de sair falando mal da pessoa, porque né, já dizia minha vó, quem desdenha quer comprar – eu quero comprar e super admito, sem problema, minha inveja é sadia, não me deixa mal nem me faz desejar o mal pra ninguém.

Aí vem o ponto central do post, que é uma coisa que eu queria dizer pra todas as cabecinhas jovens que, como eu quando não tinha ruga nem celulite, não podem ter todas essas coisas que a gente vê/mostra nos blogs: não fiquem tristinhas demais com isso. Uma certa frustração é mais que natural, mas não deixem isso comandar a vida de vocês. Idem pra todas que não são mais adolescentes e que também não podem gastar com luxo. A vida é muito mais que material, nem preciso ir por esse caminho. Mas é importante dizer que de nada adianta entrar numa nóia de ter que possuir tudo que outra pessoa tem, isso só traz dívidas, e, com elas, infelicidade (o contrário do que você tava procurando, certo?). E tem aquilo de ter cuidado com os nossos modelos: a gente não pode separar quem tem porque tem dinheiro sobrando de quem tem porque tá endividado até a morte, certo? E eu super me vejo facinha lá no primeiro grupo, do outro quero distância. ;)

Então, quéris, palavra de quem já fez muita palhaçada desnecessária: vejam todos os blogs, voltem nos que interessarem, pesquisem, perguntem. Mas não pensem na frase “tenho que comprar isso”, pensem em pegar o que está sendo mostrado como inspiração pra vida que vocês de fato têm. Vamos ser criativas, criatividade é amor, criatividade é vida! Transformem a sombra Dior numa Vult, e conheçam a fundo o armário que vocês têm – com certeza dá pra fazer muita brincadeira, mesmo que o look não fique idêntico ao da blogueira X.

Longe de fazer a politicamente correta aqui, hein, porque sou daquelas que acham que se dinheiro não traz felicidade então me dê o seu e seja feliz (eu disse, turminha dos cretinos). Óbvio que ninguém opta por ter pouco dinheiro, mas essa é a realidade da maior parte do mundo, e ninguém precisa levar isso pro lado pessoal (a não ser que sua questão seja com o divino). Só acho mesmo que dá pra ser feliz sem precisar comprar tudo que se vê. Eu trocaria todas as minhas maquiagens pro meu cachorro voltar a ter 12 meses, mas não dá, ele continua tendo 12 anos. Isso seria importante poder comprar, sabem, tempo. Claro que eu tô falando de mim, gente, da minha forma de ver as coisas, não quero regular o que é importante pra ninguém. Tudo isso que eu escrevi é importante pra mim – tô falando pra todo mundo, mas a partir do meu ponto de vista, sempre.

Finalizando, viva a vida que você tem, não a que você gostaria de ter. Trabalhar pra ter mais tarde é outra coisa, tô falando do aqui e agora. Fazer dívida por causa de ítens que não são relevantes pra se manter viva não é legal, e não tá na moda. Quem se deixa afetar e não tem dinheiro no final do mês pra pagar o cartão não pode culpar ninguém além de si mesma, hein? Depois do mal feito, não vale xingar lá a blogueira X! ;)

Enfim, me pareceu importante dizer isso, porque, por algum motivo, a gente tem muita adolescente visitando o TT. Bom, aqui vale tudo, vale o que vier, só não vale é me chamar de tia! ;)

* isso era mentalidade dos pais da época, no fim foi uma grande besteira, antes tivessem me deixado mais um ano na outra escola, cuja qualidade de ensino era muito superior.

** sem emissão de juízo de valor, só pra dar a imagem caricaturada da escola mesmo.



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Sobre o blogroll do TT
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24/08
2010
4 Rapidinhas
Categoria(s) S.A.C.
Ana Farias

Gentes, queria falar rapidinho e sempre esqueço:

1 – pra quem me chama no twitter @anagemeama, eu perdi a senha, e não gosto daquilo, então não me achem a antipática, não, tá? Usei umas três vezes, queria apagar a conta, sempre esqueço. E quem cuida do @trendytwins é a Vivi.

2 – pra quem me chama no facebook Ana Farias, eu demoro anos pra entrar lá, por isso não aceito os pedidos de amizade rapidamente, ok? Novamente, não estou filtrando pessoas, é que minha conexão é péssima, e geralmente já tô logada no perfil do blog (só quem entra lá sou eu, mandem shovels no Farmville! rs).

3 – again, não estou conseguindo responder os emails acumulados. Fracasso total. Vou ter que tirar um dia só pra isso, mas no momento não tá dando.

Outra coisa que não tem nada a ver com internet, perguntinha pras paulistanas:

4 – alguém conhece um bom restaurante que tenha comida vietnamita? Vou dar um pulinho rápido na cidade e tô morrendoooo de vontade de comer laksa! Quem souber, please deixe a dica nos comentários????



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Rapidinhas de Domingo
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