A segunda parte do encontrinho foi com o Dennis Proença, maquiador oficial da Dermage.
Esse loiro lindo é um verdadeiro showman, e arrancou muita risada da mulherada. Ele ficou surpreso com o conhecimento das minhas meninas (orgulhooooo! rs). Porque né, a gente pode até não ter muita prática, mas teoria é o que não falta nessa net demeodeols.
Vamos ao loiro:
MAKE
O Dennis é lindo, divertidíssimo, a gente saiu de lá suspirando, e tals, mas vamos pular essa parte e ir direto ao que interessa: diquinhas, esclarecimentos, truques, make, make, make!
Pra começar, ele disse que não gosta desse negócio de associar maquiagem à transformação, e isso tem tudo a ver com o que a gente prega aqui no Twins: a maquiagem possibilita uma versão “amelhorada” do que a gente já é. Ou, (mais ou menos) nas palavras dele, a maquiagem é um momento de diversão e autoconhecimento, porque faz com que a gente se enxergue no espelho, e a partir daí decidimos como gostaríamos que as pessoas nos vissem. E isso a gente faz chamando atenção pros nossos pontos fortes e corrigindo defeitinhos. Amey [1]!
Depois, disse que a preparação da pele, ou seja, tudo que a gente aprendeu na primeira parte do encontro, significa 80% da maquiagem. Trate bem do seu rostinho, e a maquiagem será a parte mais fácil do seu dia.
Aí ele chamou a Natalia lá pra frente, e começou a demonstrar o que seria, na visão dele, uma maquiagem ideal para o dia-a-dia (preparem o espírito peruas, e acalmem-se!). Claro que digo “na visão dele” sem a menor intenção de ser indelicada com o moço. É que serei aquela vovó que vai na padoca com rímel, sombra violeta e tipos muito blush. Mas melhor parar por aqui, senão vou ganhar um cartãozinho do Dennis (vocês já vão entender essa).
Peraí. Eu JÁ GANHEI um cartãozinho dele! :s
Mas voltando. Ele pegou aquela bonequinha de porcelana que é a Natalia, e foi falando sobre os produtos enquanto a maquiava. A Dermage está engatinhando ainda na linha de make, mas acho que posso dizer, mesmo não amando tudo, que tudo que eles fazem é de altíssima qualidade. Pode parecer (e ser) caro, mas a empresa funciona com um conceito muito bacana, de “maquiagem inteligente”: todos os produtos oferecem hidratação ou proteção solar ou ativos antioxidantes. Ou seja, tem muita pesquisa envolvida.
Algumas infos fornecidas pelo Dennis:
PINCÉIS: ele é fã, e acha que devemos aplicar toda a maquiagem com eles (concordo!). Devemos investir em produtos de boa qualidade, porque faz diferença e porque eles duram muito. É só tratar direitinho dos fofos: lavar uma vez por semana, com shampoo e condicionador, e até diariamente, se forem muito usados. Não tem regra aqui, e cada pessoa sabe quando é a hora; se as cerdas estão sujas, banho nelas. Não é a água em si que pode estragar o pincel, mas aquela que fica acumulada nas cerdas e “desce” pra madeira. Por isso, é importante colocá-los pra secar deitados, e, se possível, inclinadinhos, pra que a água escorra completamente.
CORRETIVO: a cor deve ser a mais próxima possível do tom da pele. Os mais claros podem ser usados para iluminar, mas iluminar uma área do rosto significa chamar atenção para ela (e ninguém quer que a olheira nossa de cada dia seja a rainha da festa, né), então muita calma nessa hora. A Dermage tem também corretivos coloridos (verde para anular manchas avermelhadas; amarelo para anular manchas arroxeadas e azuladas), e todos eles têm FPS50!
BASE: tava na ponta da língua da mulherada: cor de base a gente testa no rosto, e não na mão, no braço ou no pescoço! Ela não deve colorir, mas homogeneizar a pele. Se alguém te perguntar “que base é essa?”, amiga, pode dar ela de presente. Base é feita pra não ser vista. E deve ser aplicada aos poucos, de dentro pra fora, e de cima pra baixo (pra seguir a direção dos pelinhos do rosto).
SOMBRA: “Você tem uma festa pra ir, vai no salão pra se maquiar, e qual é a primeira pergunta que a bicha maquiadora faz pra você?”, morrendo de rir, respondemos na lata: “Qual é a cor do seu vestido?”! Bom, a tendência é essa mesmo, não combinar cor de sombra e cor de roupa. Eu acho que dependendo da cor, até rola um ton sur ton, mas néam, sou vó. Claro que a gente não vai sair na rua igual um alface, mas tem cores que dá pra brincar sim. Sei lá, achei a Nathalie Portman tão linda no Oscar esse ano. Outra do Dennis: “Toda sombra que vocês compram vem com aquela esponjinha, né. Daí o que vocês devem fazer com ela?”, todas: “Jogar fooooraaaa”, ele: “NA. MESMA. HORA.” Amey [2]!
LÁPIS DELINEADOR: ele falou da diferença entre eye pencil e eye khol. O primeiro é mais seco e não borra, o segundo é cremoso e fácil de borrar. “E eye é olho em inglêssssssss” (he). Bom, com o lápis ele ensinou dois truques: 1) aplicar na linha dos cílios e nas sobrancelhas com um pincel chanfrado, ao invés de usar diretamente a ponta. Nos olhos, a intenção é deixar esfumadinho, e não um traço certo (tendênciam); 2) para o lápis não escorrer na linha d’água, a dica é passar o lápis, e depois, com um pincel chanfrado, aplicar um cadinho de sombra em cima. Achei perigoso pra quem usa lentes de contato, como eu, mas vou tentar e conto procêis. Aqui eu acho que a Dermage tá comendo uma mosca gigante: cadê os lápis coloridos? Não dá pra ser feliz só com marrom e preto – e, convenhamos, isso não é um grande atrativo, porque bem ou mal todo mundo já tem essas cores.
RÍMEL (← sorry, Dennis): uma coisa que pouca gente sabe é que rímel é um paraíso bacteriano: escuro, úmido, a gente soca ar de vez em quando (alimentando os bichinhos), enche de sujeirinhas ao passar nos cílios e retornar com o aplicador, e ainda divide com as colegas. Ou seja, passados 3 meses de uso, amiga, lixo! Truque pra aplicar sem borrar: colocar a cabeça pra trás, e levantar a pálpebra com o dedo (ou com um cotonete, que é o que eu faço quando quero drama).
Nessa hora rolou um desacordo com o maquiador. A Pri perguntadeira falou em “rímel”, e ele disse “amiga, vamos combinar uma coisa? Vamos falar máscara?”. Ela disse delicadamente que não, explicou o porquê, e como a opinião dela é a minha, não acrescentei nada. Tudo na brincadeira, obviamente, que ninguém precisa ser grossa pra opinar. É o seguinte. Todo mundo sabe que no Brasil a gente fala “rímel” por causa da marca inglesa “Rimmel”. É como dizemos “gilete” ao invés de “lâmina de barbear”, e “cotonete” ao invés de “haste flexível de plástico com algodão nas pontas”, e por aí vai – essa característica da língua tem até nome em Lingüística, mas fui uma péssima estudante e não me lembro. O que importa é que o falante faz isso pra simplificar, entendem? A gente sempre opta pela versão mais simples na hora de falar, e isso não é certo nem errado, apenas é.
Por que eu iria parar de falar “rímel”, que é uma coisa que já está incrustada na língua portuguesa, e já diz o que é com duas sílabas, pra começar a dizer “máscara para cílios”? Não faz o menor sentido! Além do que, malzaê, mas “mascara”, em inglês, não se traduz por “máscara”. “Máscara”, em inglês, é “mask”. Então por que dizer “máscara” é mais verdadeiro do que dizer “rímel”? Inventem uma terceira palavra, e eu até cogito trocar meu vocabulário. Até lá, continuo falando rímel. Sou vó. Tô velha demais pra aprender truque novo. Falar “máscara” é tendênciam. Que eu não sigo. E isso nem é pessoal, né, gente, em nada afeta meu respeito pelo raposo lindo, loiro e felpudo [by Naza] da Dermage. É só uma opinião mesmo. Continuemos:
BLUSH: ai, gente, ele é fã de pouquinho, como aliás todo maquiador de bom gosto, né. É que eu sou drag mesmo, e nem sei passar direito. Mijogo na cor. Mas sou da mesma opinião que ele, menos é mais (e também nem gosto de “mais” num estilo Maíra de ser). E ele contou uma história com a qual super me identifiquei: “É tão ruim ser maquiador às vezes. Você tá andando na rua, daí passa alguém e você pensa: Deus. Dá vontade de dar meu cartãozinho pra pessoa”. Bom, eu ganhei o tal cartão, mas tipos existe a desculpa de que era pro blog, e vou seguir firme acreditando nela.
BATOM: ele acha batom vermelho chique, lindo, mara, mas que essa cor não é pra todo mundo. Super concordo. Tem gente que passa e fica chique, tem gente que passa e fica cheque. Não sei se tem a ver com o tom da pele associado ao vermelho escolhido, mas é uma cor pra se ter cuidado. Uma coisa que eu, Ana, super acho que funciona é achar um tom com o qual sua pele se identifique, e aplicar pouco, com pincel, sujando os lábios apenas, até se acostumar com a cor. Aí, de repente, batom vermelho pode até ser democrático. Outra coisa que ele falou foi dos nudes, e é assunto pra um post que tá na minha lista faz tempo: não existe tom universal pra batom cor de boca. Como diria a Cin, meu nude não é o seu. Não adianta pegar nome de batom com as amigas da net, tem é que ir pro balcão onde você pode bancar a compra, e sair à cata, testando tudo, até encontrar um tom de boca pra chamar de seu.
Pra finalizar, Dennis esclareceu que o pincel de pó da Dermage é feito de pêlos de pônei, mas que NENHUM pônei morreu para a produção dos mesmos. “O pêlo é cortado e cresce de novo”. Mas isso não evitou os ooooowwwwwnnnnnssss chocados e desolados, é claro.
Foi isso, gals. Eu achei muito produtivo, porque ele falou da marca, apresentou os produtos, enfim, é pra isso que a gente estava lá, né, e sempre dá pra aprender mais. Fora que ele é um doce, foi super acessível o tempo todo, deixou a gente super à vontade pra perguntar de um tudo.
E ele pode ser seu ele pode ser seu maquiador também! Deixou contato e tudo: soho_rio1@hotmail.com. Quem topa contratar uma aulinha em grupo?
Abaixo, Dennis começando meio tímido (disse ele! rs), e ao lado com a Natalia, que não só saiu lindona com o toque do loiro, mas ainda ganhou uma bolsa cheia de presentinhos dele:
Acima, a sacanagem maior do dia: eu, doente, sem dormir há dias por causa da tosse, com uma maquiagem pééééssima feita em cinco minutos às 7h30 da madrugada, e o cabelo que não quis colaborar, ao lado da Natalia, produzidérrima pelo Dennis. Ninguém merece! Pra completar a humilhação, olha a sacolinha que ela ganhou pela participação: sabonete e lapiseira Secatriz, hidratante de banho e serum! Desculpa, gente, mas quando vi o Dennis dando aquela sacolinha pra ela, fulminei os dois com o olhar. Gêmea Má With Lasers.
Abaixo, o lançamento Firm&Lift, e a galerinha que preparou o encontro com muita organização e capricho:
Acima, eu, Pri e Claudinha. Ao lado, com o batom gigante, porque néam, não ia deixar a Pri pagar esse mico sozinha. Em tempo: isso na minha boca é Epidrat, porque tô craquelando to-di-nha. Não comi frango antes da foto!
People, amanhã coloco os produtinhos que ganhamos, porque o post já tá mega. Espero que todas possam aproveitar as dicas!
Má












O Hug Me ficou lindo!! Achava q só ficaria legal em peles mais claras. Eu desconfio que seja esse o nude que a Juliana Paes usa para fazer a Maya. A cor está muito parecida.
Beijos!!
Aline, viciei nesse batom!
Cinthya, adoro seus posts!
Eu também sempre gostei de baton "rosinha claro" pros lábios, mas queria te pedir uma sugestão de vermelhos, além de dicas pra esmalte (sim, sempre acho que minha pele moreninha não combina nada com os que "tão na moda". Comprei os novos da impala toda feliz, apliquei e achei beeeeeem estranho. :~
Beijo! Cresci com você na tv, é emocionante. ( :
Amei o Hugh me.
Ando usando um corretivo MAc que meu namorado comprou errado, como foi muito erradinho as vezes tenho medo de ficar parecendo aqueles tijolinhos de barro rsrsrs, mas fica até bom.
Adorei Cinthya, adorei! Parabéns!
Oi Aline, obrigada. Ontem fotografei um tutorial (estava me arrumando para uma festa junina, hahahah) com OOOOO batom vermelho. Aguarde! E dê uma olhada no post de segunda passada que foi sobre batons vermelhos!!! Poxa, e não é q eu tava pensando em fazer algo com esmaltes? Vou fazer sim!
Ju! Hahahah, eu tb sou a rainha do improviso, reaproveito tudo, rs. Uso sombra de batom e blush de sombra. Beijos
O Hug Me é o meu batom dos sonhos, acho o nude perfeito, a consistencia dele é bem levinha…
Tenho uma sugestão para morenas (acho que para negras deve ficar claro demais) o Batom Hydra Extreme – Maybelline na cor Natural Pinky Beige, é bem legal e custa 12 dinheiros na Loja Americana.
Cinthya, será que pra efeito mais matte o Velvet Teddy ou Taupe substituam?
substituiriam*
Oi Bébora! A cor é muito fofa mesmo, me afeiçõei a esse batom, rs. Vou procurar esse batom q vc falou. Beijos
Ju: AMEI as cores q vc indicou!! A Taupe é bem bacana, so q em vez de fundo rosa o fundo é mais avermelhado, lindo e já cobiço. E a Velvet é um pouco mais cor de corretivo, lindo 2! Ai, que vontade de experimentar!!!! Beijos e ótima escolha!
Meninas..que dica Perfeita essa!!! Venho acessando vários outros blogs e até agora NADA de dicas para pele negras…Parabéns!!! Amei… bjs Juliana Faria
Oi Ju Faria! Toda a segunda estamos aqui com dicas para peles negras. Veja os posts anteriores! Beijos
Cyntia… a culpa é sua… tirei 4 reais do cofrinho pra comprar esse batom da max love. HUAHAUUAHUAHUAHAUHAUHAUAHUA
Maira, hahahhahah, mas vale a pena, rs
oIE eu comprei o Koloss cor 153 e achei que ficou lindo se vc quiser experimentar bem natural também!!
O batom max love me parece cintilante, já o da mac parece cremoso, o que dá uma diferença enorme no tom e no efeito.